Nascido no dia 4 de abril de 1965 em Nova York, Robert Downey Junior nasceu em um lar de artistas. Filho mais novo de dois atores influentes, Robert Downey (que também era diretor) e de Elsie Downey. Robert não conseguiu aproveitar muito da infância, já que seu pai o colocou para atuar em seus filmes, o fazendo estrear no cinema com 5 anos de idade no filme “Pound” (1970). A partir desse momento, o menino se tornaria um ator em que trabalharia em diversos filmes e peças (a maioria produzidos e dirigidos pelo pai).

Por conta de uma carreira precoce, Robert viveu na realidade de sets de filmagem desde muito cedo, e por conta disso o seu contato com drogas começou na infância. Seu pai começou a fumar maconha com ele quando ele ainda tinha 6 anos de idade. Em relatos, o ator disse que esse acabou se tornando um elo emocional entre os dois.

“Quando eu e meu pai íamos consumir drogas juntos, era como se ele estivesse tentando expressar seu amor por mim da maneira que só ele sabia como”.

Aos 10 anos de idade foi morar na Inglaterra onde estudou ballet clássico, porém não foi um aluno muito disciplinado e os professores diziam que não podiam contar com ele.

Em 1977, seus pais se separaram e Robert foi morar com o pai em Los Angeles, foi nessa época que largou os estudos e começou a trabalhar em empregos como garçom e vendedor de sapatos de dia, enquanto fazia teatro à noite. Depois se mudou para Nova York, onde foi morar com sua mãe e lá começou a ter mais visibilidade na carreira como ator.

Foi nos anos 1980 que ele realmente começou a ganhar uma fama significativa, participou de alguns episódios de Saturday Night Life, foi parceiro de James Spader em “Tuff Turt”, fez um valentão no filme “Mulher nota 1000” e protagonizou o filme “The Pick Up Artist” que no Brasil teve o nome de “O Ás do Engate”.

Em 1992, o ator fez um dos maiores papéis de sua carreira, interpretou Charles Chaplin nos cinemas e, com isso, ganhou sua primeira indicação ao Oscar. Acabou não levando a estatueta para casa e a partir desse momento sua carreira e sua vida pessoal começaram a sair dos eixos.

No final da década de 1990, o ator já não conseguia grandes papeis por conta do seu vício em drogas, foi até demitido de um seriado de televisão chamado “Ally McBeal”, porque a produção ficou cansada de trabalhar com ele, já que Robert não cumpria mais com seus compromissos. Foi preso diversas vezes e tinha se tornado figura carimbada nas capas dos tabloides da época, por conta dos escândalos em que se envolvia. Esse foi um período tão complicado de sua vida que ele não gosta de comentar em entrevistas. 

Mas teve uma pessoa que conseguiu ajudá-lo a dar a volta por cima, e esse seria John Favreau, o diretor que estava incumbido de fazer o primeiro filme produzido pelos estúdios da Marvel, “Homem de Ferro”. Favreau permitiu que Robert fizesse o teste para o papel de Tony Stark e quando viu que o ator tinha dominado a câmera encarnando o personagem, ele fez questão que ele protagonizasse o filme. O estúdio estava convicto que não era boa ideia essa contratação, já que eles temiam o histórico de Robert, mas o diretor bateu o pé e disse que não achariam um ator que tivesse mais pontos em comum com o personagem do que ele. Então, a produção recebeu sinal verde, o protagonista conquistou todo o público com seu carisma e Robert Downey Jr acabou se tornando o primeiro pilar do universo cinematográfico da Marvel.

A partir desse ponto, ele fez outros filmes que foram muito bem de público e crítica como “Sherlock Holmes“, “O Solista“, “Trovão Tropical”, dentre outros. Em 2012, estreou o filme “Vingadores” e o papel de Tony Stark rendeu para o astro o maior salário pago para um ator aquele ano, que ultrapassou os 40 milhões de dólares.

Robert Downey Jr teve uma carreira de altos e baixos sempre foi talentoso, mas deixou as drogas e os escândalos quase destruírem sua carreira. Hoje, é uma das pessoas mais influentes e bem pagas de Hollywood, mostra que o passado ficou para trás e que “Homem de Ferro” não salva apenas pessoas nos filmes e nos quadrinhos, mas também acabou o salvando, sendo a maior oportunidade que ele teve nos últimos anos.

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Por Fernando Targino