Rapper americana leva anarquia com direito a fãs no palco
A rapper texana Megan Thee Stallion foi sem dúvida a atração mais controversa dessa edição do Rock In Rio 2022. Aos 27 anos de idade, com seis de carreira, ela construiu a fama com sensualidade e letras bastante impróprias para dizer o mínimo.
Seu show no Rock In Rio no Palco Mundo foi exatamente o que se esperava. Muito twerk (como os gringos chamam aquela rebolada que se vê no funk daqui) e impropérios. Por sorte as letras não são legendadas durante a transmissão na TV porque certamente a apresentação seria censurada.
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Mas não há como dizer que a passagem da “cavalona” pelo RIR não foi no mínimo divertida. Ela entrou no palco com um traje que nós identificamos como o de passista de escola de samba (mas que também pode ser visto em outros festejos na América Central) com a música “Realer”.

No show ela se vale apenas de – além dos seus atributos calipígios e língua afiada – um DJ, bases pré-gravadas e atitude. As “educativas” “WAP” e “Body” foram as que mais empolgaram a plateia que, além de fãs de Dua Lipa aguardando o show da inglesa, havia uma quantidade razoável de seguidores da americana.
Megan quis intensificar a interação chamando grupos de fãs do público para fazerem twerk no palco, estabelecendo de vez a anarquia. Houve inclusive uma fã muito emocionada que a abraçou. A estrela não negou selfies. O único problema é que a escolha de ambos os grupos tomaram muito tempo da apresentação.
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Houve ainda a colaboração com Dua Lipa, que se apresentaria logo a seguir, “Sweetest Pie”, mas Megan executou sozinha mesmo. “Her” e “Savage” finalizaram a apresentação.
No Brasil não é muito comum mulheres rimarem com tanta bravura, a que mais se aproxima disso é Ludmilla, que acabara de se apresentar no palco Sunset. Por isso, Megan chocou tanto. Mas foi uma sacudida saudável.


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