Com mais de 20 atrações, feira criativa, gastronomia diversa e muita consciência ambiental, o ARVO Festival 2026 provou que dez anos são só o começo.
A 10ª edição do ARVO Festival 2026 aconteceu no dia 16 de maio, no Kartódromo Sapiens Parque, em Canasvieiras, Florianópolis. Com mais de 20 atrações, divididas em 3 palcos (sendo 1 principal e 2 secundários), o evento juntou diversos estilos sendo divididos entre:
Palco Principal: João Gomes + Jota.pê, BaianaSystem, Fundo de Quintal, Duquesa, Gilsons, Carol Biazin, Maracatu Arrasta Ilha + Rainha Marivalda Santos.
Beco do Samba: Quintal do Fê – Samba do Rosa + Elô Gonzaga, Samba das Preta, Samba Informal de Rua + Ju Queiroz, Bastião + Bárbara Damásio e Camélia Martins.
Discoteca: KL Jay, Mvuka + Mac Julia, Cleiton Rasta, Tropicals, Sô Lyma & Lysia, Baile da Brum, Judivan Duarte, Mary Jane, Scher & Anayá.
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O nome “ARVO” tem origem em uma gíria australiana, com o significado de ‘entardecer’, o que vai ao encontro do estilo do festival, visto que o início do evento foi às 14h50, permitindo para o público shows em um pôr do sol inigualável no final da tarde.
A cantora privilegiada a tocar durante a “Golden Hour” foi Carol Biazin, que agitou o público na sua primeira apresentação na cidade. E se o entardecer foi de Biazin, a madrugada foi da Duquesa, que fechou o festival às 1h30 da manhã com tudo que o público ainda tinha de energia, encerrando mais de 12 horas de festa do jeito que uma 10ª edição merece.

Além disso, shows como os de João Gomes e BaianaSystem fizeram o chão do Kartódromo Sapiens estremecer e reuniram alguns dos momentos mais esperados e celebrados da noite.
E para quem gosta de samba, o Fundo de Quintal estava lá para provar por que atravessa gerações: com meio século de história, o grupo (que comemora 50 anos de carreira em 2026) botou a galera pra sambar do jeito que só eles sabem fazer.
Essa diversidade de estilos dentro de um mesmo festival foi um dos maiores presentes do ARVO. Ver o público transitar entre o piseiro, o samba, o axé e a eletrônica com a mesma empolgação diz muito sobre o que esse festival representa para a cultura brasileira.
A edição manteve práticas sustentáveis e ações de conscientização ambiental, da identidade visual às iniciativas de redução de resíduos: venda de copos ecológicos, permissão de entrada com copos pessoais de até 400 ml, “Open Água” com bebedouros pelo local e ações de coleta de bitucas de cigarro em tempo real.

Os números, certamente, mostram essa transformação cultural ao longo dos anos: na primeira edição, 80% do público precisava adquirir um novo copo eco; hoje, menos de 20% necessita. O público do ARVO já desenvolveu um comportamento voltado para a sustentabilidade como uma premissa básica do Festival.
“Completar 10 edições é a prova de que um festival pode ser, ao mesmo tempo, um
grande palco de celebração e uma plataforma de conscientização. Queremos que o
ARVO seja um espelho do Brasil: gigante, multicultural e diverso”, disse André
Costa Nero, fundador do festival, em entrevista ao Floripa.com.
Com 14 horas de programação contínua, das 14h às 4h da manhã, o ARVO Festival 2026 consolidou sua proposta de ser mais do que um festival: uma experiência que une gerações, estilos e causas.
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A 10ª edição também marcou o lançamento do Hub de Educação Socioambiental, espaço com oficinas e rodas de conversa em parceria com instituições como o Projeto TAMAR e o Instituto Lixo Zero, reforçando que entretenimento e consciência podem, e devem, caminhar juntos.
E fora a música, o ARVO cuida da experiência como um todo. Pelo espaço, marcas como Sol, Johnnie Walker, Red Bull, Coca-Cola, Schweppes, Aperol, Baer Mate e Naveia marcaram presença com ativações espalhadas pela pista e pelos bares, ajudando a compor a experiência para além dos palcos.
A praça de alimentação surpreendeu pela diversidade: deu pra passear por culinárias de diferentes culturas. Havia opções árabes, coreanas e um cardápio com forte presença vegana, seguindo o compromisso do festival com a alimentação consciente.

Quem chegou cedo encontrou um festival além dos palcos: lojas regionais de moda, brechós e produtores locais compunham a Feira Mix, espaço que o ARVO mantém em todas as edições como vitrine para a economia criativa de Florianópolis. E para as famílias, o Arvinho garantiu que os pequenos também tivessem o seu cantinho.
Mas nenhum festival é perfeito, e o ARVO ainda tem pontos a melhorar. Com apenas dois blocos de banheiros e dois bebedouros para um público grande (sem muita sinalização), as filas foram inevitáveis: cerca de 25 minutos para o banheiro e 10 minutos para encher o copo d’água num evento que dura mais de 12 horas é tempo demais. A solução parece simples: ampliar o número de pontos de água e sanitários proporcionalmente ao público esperado, estimado em cerca de 16 mil pessoas.
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O festival já dá o exemplo em tantas frentes; essa seria mais uma. Ao longo de uma década, o evento cresceu, amadureceu e se tornou referência nacional em festivais sustentáveis e inclusivos. Para quem esteve lá na edição 2026, ficou claro: o ARVO celebra o que a cultura brasileira pode ser quando feita com responsabilidade e afeto. Na 10ª edição, isso ficou mais claro do que nunca.
Imagem: Divulgação/Arvo Festival (Crédito: @mariaantoniaoliveira)


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