Carol Biazin soube direcionar bem o show para seu público mais fiel no Palco Sunset do Rock in Rio
O chuvoso último dia de Rock in Rio 2026 esquentou com o show de Carol Biazin. Abrindo o Palco Sunset, a paranaense convidou Joyce Alane para fazer o maior show de sua carreira que está em plena ascensão. Com um repertório focado em seus maiores sucessos, a artista dominou a apresentação unindo qualidade musical com sensualidade.
Impulsionada por sua participação no reality show “The Voice Brasil” em 2017, Carol Biazin construiu uma carreira autoral sólida com álbuns marcantes como “Beijo de Judas” e “Reversa”, consolidando-se no cenário pop e R&B. Seu talento já é reconhecido com uma indicação ao Grammy pelo álbum “No Escuro, Quem É Você?”.
Após passar por festivais como Lollapalooza Brasil e The Town, ela chegou ao Palco Sunset do Rock in Rio 2026 acompanhada de outra jovem cantora em ascensão, a pernambucana Joyce Alane, que conquistou as redes sociais com sua voz potente e parcerias que incluem outros artistas que estão João se consolidando como João Gomes.
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Acompanhada de uma chuva fina que começava a cair, Carol Biazin iniciou a apresentação com “Dilemas da Vida Moderna” e “Low Profile”. A recepção de seus fãs fiéis foi calorosa, diante do carisma de produção com excelentes músicos de apoio. Logo no início deu pra perceber a inteligência de Carol, que não precisa de firulas e artifícios para se comunicar com quem a entende.
Com Joyce Alane no palco, cantou “Elefante na Sala” e “Tudo com você”, parceria das duas recém-lançada. Carol cedeu espaço para Joyce cantar sozinha no palco seu grande sucesso “Idiota Raiz”. Em seu retorno ao palco, Carol cantou a sensual “Ligações de Alma” – parceria com Baco Exu do Blues – acompanhada por um belo arranjo de violinistas.
Na sequência, teve uma atitude mais performática ao cantar as músicas, “Códigos”, “TrnANte*”, “Real Valor” e “AmaReSó”, que inclusive construíram um vínculo com a comunidade LGBTQIAP+, por falar sobre relacionamentos com mulheres. Ainda que já tenha declarado em entrevistas temer ser vista apenas como uma “cantora lésbica”, é inegável que se tornou uma voz importante para esse público.

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Ao final, abriu espaço para canções mais novas como “BH”, “Morrer de Viver” e “Te Amo Sem Culpa”, se jogando nos braços da galera como forma de agradecimento pelo carinho e por ter suportado a chuva que já caía mais forte.
O encerramento apoteótico coroou uma tarde histórica para o pop e R&B nacional, provando que Carol Biazin domina não apenas os vocais precisos e arranjos sofisticados, mas também a arte de cativar multidões, faça chuva ou faça sol. Além disso, a sintonia impecável com Joyce Alane e a entrega visceral em cada verso deixaram evidente que a cantora paranaense vive um momento de maior maturidade artística e conexão com o público.
Prospectando para além de show em um festival de grande porte, a apresentação no Palco Sunset consolidou seu nome definitivamente entre os grandes expoentes da nova geração da música brasileira.
Imagem Destacada: Divulgação/Rock in Rio (Crédito: @MorivaFilmes, @Luarabaggi)


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