Banda britânica encerrou o Palco Sunset neste sábado (12) sob chuva fina, revisitando sucessos da carreira e apresentando músicas de sua fase atual
O Mumford & Sons ficou responsável por encerrar a programação do Palco Sunset neste sábado, 12 de setembro, no Rock in Rio 2026, e cumpriu bem a missão de fechar uma noite marcada por estilos completamente diferentes. Depois de apresentações de Criolo, Gilsons e João Gomes, a banda britânica subiu ao palco às 22h45 trazendo o folk rock que a transformou em um dos principais nomes do gênero nas últimas duas décadas.
Mesmo com uma chuva fina acompanhando parte da apresentação, o público permaneceu diante do palco e respondeu bem ao repertório. O grupo alternou momentos mais intimistas com músicas capazes de levantar a plateia, aproveitando especialmente os grandes refrões que se tornaram uma característica de sua discografia.
A voz rouca de Marcus Mumford, combinada ao banjo, violão, piano, baixo e demais instrumentos que fazem parte da identidade sonora da banda, criou um clima diferente daquele visto anteriormente no sábado.
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Clássicos dominam alguns dos grandes momentos

O repertório passou por várias fases da carreira. Entre as músicas apresentadas estiveram “Little Lion Man”, “White Blank Page”, “Rushmere” e “I Will Wait”, faixas que encontraram forte resposta dos fãs e foram acompanhadas em coro em diferentes momentos.
“Ditmas”, lançada originalmente no álbum “Wilder Mind”, de 2015, também apareceu no espetáculo e mostrou uma fase em que o grupo ampliou seu som para elementos mais próximos do rock alternativo.
O encerramento ainda reservou “The Banjo Song” e “Awake My Soul”, reforçando a presença do folk que tornou a banda conhecida mundialmente.
Uma das forças do show esteve justamente nessa capacidade de alternar canções contemplativas com faixas de crescimento instrumental. Quando bateria, banjo e guitarras aumentavam de intensidade, a reação do público acompanhava o movimento, deixando o Sunset especialmente animado nos momentos mais conhecidos.
Banda também apresenta sua fase atual

O show acontece em meio à turnê de “Prizefighter”, sexto álbum de estúdio do Mumford & Sons, lançado em fevereiro de 2026. O disco chegou apenas um ano depois de “Rushmere” e contou com produção e composição ao lado de Aaron Dessner, integrante do The National.
Essa nova fase aparece nos shows ao lado de músicas dos primeiros discos, especialmente “Sigh No More”, de 2009, e “Babel”, de 2012, trabalhos fundamentais para transformar o grupo em um fenômeno internacional.
Atualmente formado por Marcus Mumford, Ben Lovett e Ted Dwane, o grupo segue como trio desde a saída de Winston Marshall, em 2021. Mesmo com a mudança na formação, a identidade permanece facilmente reconhecível, especialmente quando o banjo e os vocais coletivos ganham protagonismo.
Um encerramento à altura do Sunset
A imprensa destacou justamente o lado romântico e nostálgico da apresentação, com músicas que funcionaram especialmente bem para casais e fãs que acompanham a banda desde o início da década passada.
Ao vivo, porém, houve espaço para muito mais que contemplação. Nos momentos de maior intensidade, o Mumford & Sons conseguiu movimentar o público e transformar o encerramento do palco em uma grande celebração coletiva.
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Foi uma conclusão interessante para um sábado em que o Sunset passou pelo rap, música brasileira, forró e finalmente pelo folk rock britânico. Enquanto parte do público começava a seguir em direção ao Palco Mundo para acompanhar o encerramento com Maroon 5, quem permaneceu encontrou uma banda segura, com repertório forte e experiência suficiente para conduzir o último grande show do espaço.
O resultado foi um fechamento à altura do palco: cheio de canções conhecidas, bons momentos instrumentais e um Mumford & Sons mostrando que seus maiores sucessos continuam funcionando muito bem diante de uma multidão.
Confira a setlist abaixo
- Babel
- Little Lion Man
- Rubber Bad Man
- White Blank Page
- Rushmere
- Prizefighter
- Ditmas
- The Cave
- Here
- The Wolf
- The Banjo Song
- Awake My Soul
- I Will Wait
[“Son of a Preacher Man”, Dusty Springfield; gravação]
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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