Cantor estreia no Espaço Favela depois de construir uma trajetória que passou pelo Imaginasamba, grandes composições do pagode e a consolidação da carreira solo
A história de Suel com o Rock in Rio vai começar oficialmente em 2026, mas a caminhada até o festival já dura mais de duas décadas. O cantor está confirmado no Espaço Favela no dia 13 de setembro, último dia desta edição, e chega ao evento depois de uma trajetória que começou nos pagodes da Baixada Fluminense e passou por um dos grupos mais conhecidos do gênero nos anos 2000.
A apresentação está marcada para 16h50. No mesmo palco, Marvvila abre a programação às 15h e Dennis encerra a noite às 19h10. Enquanto isso, o Palco Mundo terá nomes como Ivete Sangalo, Lola Young, Halsey e Twenty One Pilots.
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De Nova Iguaçu para o pagode nacional
Nascido em Nova Iguaçu, Suel começou a se aproximar da música ainda jovem. Antes de mergulhar definitivamente no samba e no pagode, teve contato com referências de outros gêneros, mas encontrou em artistas como Alexandre Pires e no Só Pra Contrariar uma influência importante para seguir esse caminho.
Foi no Imaginasamba que sua carreira ganhou projeção nacional. Suel entrou no grupo ainda muito novo, inicialmente como violonista, e depois assumiu os vocais.
Ao longo dos anos, o grupo se consolidou no pagode romântico e colocou no repertório músicas como “Duvido”, “Para de Pirraça”, “Proposta”, “Ainda É Cedo Pra Dizer Bye Bye” e “Contratempo”.
Suel permaneceu no Imaginasamba por cerca de 17 anos, até deixar a formação em 2019 para apostar definitivamente na carreira solo.

Compositor por trás de outros sucessos
A importância de Suel no pagode, porém, não está somente nas músicas que ele próprio interpreta.
Ao longo da carreira, ele também se tornou compositor de canções gravadas por alguns dos principais nomes do gênero. Artistas como Belo, Sorriso Maroto, Ferrugem, Mumuzinho, Péricles e Alexandre Pires estão entre os que já passaram por seu repertório.
Entre os exemplos estão “Fulminante”, conhecida na voz de Mumuzinho, e “Dependente”, sucesso com o Sorriso Maroto.
Essa característica ajuda a explicar por que sua estreia no Rock in Rio acontece somente agora, mesmo depois de tantos anos de presença na música brasileira.

A reconstrução na carreira solo
Deixar um grupo consolidado também trouxe desafios. Suel já contou que enfrentou dúvidas sobre conseguir manter o mesmo espaço sozinho. Pouco depois, a pandemia atingiu justamente o período em que o novo projeto começava a ganhar estrutura.
A recuperação veio com trabalhos como “Close Friends”, “Fases” e principalmente o “Pôr do Suel”, projeto que se transformou em uma grande roda de pagode e passou a percorrer diferentes cidades.
Em 2026, o cantor também trabalha o projeto “De Volta Para 2002”, no qual revisita a sonoridade do pagode que marcou o início de sua trajetória.

Rock in Rio fecha um novo ciclo
A estreia no Rock in Rio acontece, portanto, em um momento simbólico. No mesmo ano em que retorna musicalmente às referências dos anos 2000, Suel alcança pela primeira vez um dos maiores festivais do país.
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A escolha pelo Espaço Favela também cria uma ligação com sua própria origem. O palco nasceu com a proposta de ampliar a presença de artistas das periferias e favelas brasileiras dentro do evento.
Depois de sair dos pagodes de Nova Iguaçu, passar quase duas décadas pelo Imaginasamba e reconstruir a carreira como artista solo, Suel chega ao Rock in Rio 2026 carregando mais de 20 anos de história até sua estreia na Cidade do Rock.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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