Banda estreou na Cidade do Rock em 2011 após vencer votação popular e retornou em 2015 para fechar o Palco Mundo com raridades e participação de Chino Moreno
O System of a Down precisou de apenas duas apresentações para construir uma trajetória marcante no Rock in Rio. A primeira aconteceu em 2011, quando o público teve participação direta na escolha da banda. Quatro anos depois, Serj Tankian, Daron Malakian, Shavo Odadjian e John Dolmayan retornaram ao festival em uma posição ainda maior: responsáveis por fechar o Palco Mundo.
Desde então, o grupo não voltou à Cidade do Rock. Mesmo assim, as duas passagens ficaram associadas a repertórios extensos, forte participação da plateia e momentos pouco comuns na carreira da banda.
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Fãs ajudaram a levar o System of a Down ao festival
A estreia ocorreu em 2011, ano em que o Rock in Rio promoveu a votação “O diretor artístico do festival é você”. Na categoria dedicada ao rock, o System of a Down terminou na liderança com 33,7% de aproximadamente 1,48 milhão de votos.
O grupo superou o Guns N’ Roses, que recebeu 30,43%, e o Linkin Park, com 14,79%. A preferência do público acabou refletida na programação: SOAD e Guns N’ Roses foram escalados para 2 de outubro, último dia daquela edição.
O momento também tinha significado especial para a banda. Após interromper as atividades em 2006, o quarteto anunciou sua reunião no fim de 2010 e retornou aos palcos no ano seguinte. Aquela viagem marcou ainda sua primeira passagem pelo Brasil.
No Rock in Rio, o System of a Down tocou depois do Evanescence e antes do Guns N’ Roses. Foram cerca de 29 músicas, começando com “Prison Song” e passando por sucessos como “B.Y.O.B.”, “Chop Suey!”, “Aerials”, “Hypnotize” e “Question!”.
A sequência final reuniu “War?”, “Toxicity” e “Sugar”, encerrando uma apresentação que recebeu forte resposta do público.

Retorno em 2015 colocou a banda no topo do Palco Mundo
Quando voltou ao festival, em 24 de setembro de 2015, o cenário era diferente. Desta vez, o System of a Down ocupava oficialmente a posição de headliner. A banda encerrou uma noite que também contou com Queens of the Stone Age, Hollywood Vampires, Deftones e Lamb of God.
O espetáculo começou por volta de 0h15 e durou aproximadamente 1h45, com cerca de 27 músicas. Além dos principais sucessos, o repertório apresentou faixas menos frequentes, incluindo “Know”, “Soil”, “Darts”, “CUBErt” e “Vicinity of Obscenity”.
O maior destaque entre as raridades foi “Temper”. A música, conhecida principalmente por fãs das gravações antigas do grupo, não era executada ao vivo desde 1999 e retornou ao repertório aproximadamente 16 anos depois.

Chino Moreno participou de “Toxicity”
Outro momento especial aconteceu perto do encerramento. Chino Moreno, vocalista do Deftones, subiu ao palco para cantar “Toxicity” ao lado de Serj Tankian. O encontro foi possível porque o Deftones também havia se apresentado naquela data, no Palco Sunset.
A colaboração não foi repetida no show realizado pelo System of a Down em São Paulo no dia seguinte. Logo depois, “Sugar” encerrou novamente a apresentação, repetindo a música escolhida para fechar o repertório de 2011.
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A plateia também teve papel importante. Rodas de mosh surgiram durante diferentes momentos do show, enquanto “Aerials” transformou a multidão em um grande coro.
Depois de 2015, a banda passou quase dez anos sem se apresentar no Brasil. O retorno aconteceu em maio de 2025, com uma turnê própria por Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. A volta ao país, entretanto, não representou um reencontro com o festival.
Até agosto de 2026, o System of a Down não fazia parte da programação do Rock in Rio 2026. Assim, sua história na Cidade do Rock permanece concentrada em duas noites: uma construída pelo voto dos fãs e outra marcada pela consolidação definitiva como atração principal.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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