9 de dezembro de 2019

Você entra na sala escurinha, senta na sua poltrona, olha para o telão e saca sua pipoca quentinha. É uma hora sua, de paz, de tranquilidade, de fugir da realidade. De viver outra história, rir, chorar com as personagens, torcer para o casal romântico ficar junto e se emocionar com o beijo final.

Quando vamos ver um filme, vivemos isso com toda naturalidade e não imaginamos que estamos vivendo a mágica da sétima arte e nem pensamos em qual foi a história do cinema. Curioso para saber como surgiu esse entretenimento que já embalou tantos beijos românticos, uniu tantos casais, distraiu tantos ansiosos e preencheu o tempo de alguns solitários?

Foi em 28 de dezembro de 1895, no salão Grand Café, em Paris na França, que os irmãos Louis e Auguste Lumière fizeram a primeira exibição de algumas cenas geradas no seu invento – o cinematógrafo. O primeiro documentário se intitulava “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e tinha 45 segundos de duração. Neste mesmo ano, Thomas Edison projeta seu primeiro filme Vitascope.

Mas foi o ilusionista francês Georges Méliès que começou a exibir filmes em 1896, quando ganhou uma “filmadora”. Ele foi pioneiro em alguns efeitos especiais. Seu filme “Le Voyage dans la Lune” (ou “Viagem à Lua”) de apenas 14 minutos é muito famoso pela imagem de um foguete atingindo o “olho” da lua. A história de Georges Méliès foi lindamente contada no filme Hugo Cabret (com boas doses de livre ficção).

No Brasil, a primeira exibição foi feita em 08 de julho de 1896, na Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro, pelo belga Henri Paillie. Foram projetadas algumas cenas de cidades europeias, para a elite carioca da época. Em 1897, o Rio de Janeiro já possuía sua primeira sala de projeções, o Salão de Novidades de Paris, de Paschoal Segreto.

Já no século XX, década de 10, a Itália fez os famosos “Quo Vadis?” (filme italiano de 1913) e “Cabiria” (filme italiano de 1914), este último com 123 minutos de duração.

Nos EUA, Thomas Edison queria comprar os direitos do cinematógrafo e alguns produtores independentes resolveram sair de Nova York e ir para o outro lado do país, para um pequeno povoado chamado Hollywoodland.

Até a primeira guerra, a Europa, especificamente França e Itália, dominava a indústria do cinema, mas arrasada economicamente com o conflito, deu lugar ao avanço dos Estados Unidos e foi aí que Hollywood passou a ser a meca do cinema. Em 1929 foi criado o prêmio Oscar, considerado hoje o maior prêmio do mundo do cinema.

Há mais de cem anos a sétima arte vem fascinando todos que a admiram e respeitam. Ela traz para nós mundos e histórias que talvez nunca viveríamos ou teríamos contato. Arranca lágrimas, provoca risadas, cria suspense e nos faz feliz, pelo menos durante aquela horinha em que estamos no escurinho do cinema!

Por Silvia Ferrari

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