Documentário acompanha Squel Jorgea em seu retorno ao Carnaval após a maternidade e revela os bastidores da preparação para voltar à Marquês de Sapucaí
A trajetória de Squel Jorgea, uma das principais porta-bandeiras do Carnaval carioca, chegará às telas em “Squel, Confissões de uma Porta-Bandeira”. Dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito, o documentário terá sua primeira exibição no Festival do Rio, em 6 de outubro, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo.
Selecionado para a mostra Première Brasil: Retratos, o longa acompanha o retorno de Squel ao Carnaval depois de sua aposentadoria, em 2022. A produção é da Donna Features, em coprodução com a Anti Filmes, e tem lançamento previsto para 2027.
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Retorno à avenida ganha as telas
Porta-bandeira durante mais de duas décadas, Squel construiu uma trajetória que passou por duas das escolas mais tradicionais do Rio de Janeiro: Mangueira e Portela. O documentário parte justamente de uma nova fase de sua vida, quando ela retorna à avenida após a maternidade solo e precisa reencontrar sua relação com o corpo, a dança e o Carnaval.
As gravações começaram quando a sambista já estava aposentada da Mangueira. O projeto, porém, ganhou novos rumos depois que ela recebeu o convite para defender a Portela. Aos 40 anos, Squel iniciou um processo de preparação para retornar à Marquês de Sapucaí.
O desfile retratado pelo filme é o de “Um Defeito de Cor”, apresentado pela escola em 2024. A história levada para a avenida estabelece conexões com temas como maternidade e ancestralidade, que também atravessam a trajetória apresentada no documentário.
“É um momento muito importante para mim. Minha ficha ainda não caiu, meu coração está apertadíssimo”, afirmou Squel. A porta-bandeira também relacionou a première à própria história, iniciada ainda criança na Baixada Fluminense, em uma escola de mestre-sala e porta-bandeira.
Quatro anos acompanhando os bastidores
A produção de “Squel, Confissões de uma Porta-Bandeira” durou aproximadamente quatro anos. Nesse período, a equipe acompanhou ensaios, preparações e diferentes momentos que antecedem as apresentações na avenida.
Para Celina Torrealba, o contato com os bastidores ajudou a dimensionar o trabalho necessário para uma apresentação na Sapucaí.
“Entendi ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que acontece longe dos olhos do público”, explicou a diretora.
Além de dirigir, Celina e Zeca Brito participam do roteiro, produção e fotografia do longa. O roteiro também é assinado por Jardel Machado Hermes e Renato Dornelles.
Para Zeca, acompanhar a preparação permite apresentar ao público diferentes camadas do trabalho desenvolvido pela porta-bandeira.
“Squel é uma das maiores artistas nascidas no Brasil. Ela é a personificação da cultura popular brasileira, da sofisticada linguagem do bailado carnavalesco, resultando de muitos conhecimentos e ancestralidades”, afirmou.
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Documentário estreia em outubro
Com 85 minutos de duração, “Squel, Confissões de uma Porta-Bandeira” também aborda as dificuldades enfrentadas por mulheres que constroem suas carreiras no Carnaval. O filme acompanha uma artista que precisa conciliar maternidade, vida profissional e preparação física enquanto busca novamente seu espaço na avenida.
A première acontece em 6 de outubro, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo, localizado na Praia de Botafogo, 316. Além de Squel Jorgea, o documentário apresenta Marluce Medeiros Paz e Marlon Lamar. A música original é assinada por Fernando Aranha e Guga Bruno.
Após quatro anos acompanhando essa nova etapa da vida da porta-bandeira, o longa utiliza seu retorno à avenida para registrar também os processos, sacrifícios e relações que existem antes do momento em que o público finalmente vê o pavilhão girar na Sapucaí.
Imagem Destacada: Divulgação/Donna Features


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