Você morreria por alguém que ama? O Beau Swan de “Vida e Morte” não
“Vida & Morte” é um livro de comemoração de dez anos de “Crepúsculo”. Ele foi escrito por Stephenie Meyer, formada em Literatura Inglesa e autora do Best Seller “Saga Crepúsculo” e também de “A Hospedeira” e “A Química”.
Por ser um exemplar comemorativo, ele saiu de circulação tem anos e não tem previsão de voltar a ser publicado. Sendo possível comprá-lo apenas na internet ou dando sorte em sebos. Dito isso, “Vida & Morte” está dentro do universo de “Crepúsculo” e se passa no primeiro livro da saga, mas, ao invés de acompanhamos Bella Swan, vamos acompanhar o Beau Swan que é bem menos irritante do que a Bella e mais divertido também. A principal diferença é no humor deles, enquanto a mente da Bella é mais ácida e pessimista, o Beau é mais leve e também mais ansioso de certa forma, o que é transmitido através do TOC que ele tem em mania de limpeza.
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Segundo a lógica do Gender Bender todos os personagens tem os seus gêneros trocados, incluindo personagens muito secundários como os professores de Bella em “Crepúsculo”. A exceção no entanto são para nove personagens, três deles sendo o Charlie, Renné e Phil, segundo a autora, seria muito pouco provável que um juiz desse a guarda primária para um pai solteiro quando eles estão no século XX, então, para manter a semelhança com a realidade, Stephanie manteve esses três personagens com os mesmos gêneros que a sua outra versão.
Os outros seis personagens que mantiveram os seus gêneros são um segredo, pois eles são mencionados de forma casual, mas só essa menção já abre margem para muitas reviravoltas no mundo vampírico que com certeza não é o mesmo que “Crepúsculo”.
A história acompanha acompanha a ida de Beau até Forks para morar com seu pai Charlie. Até aí tudo se mantém igual, exceto por uma cena no aeroporto que é importante mais para frente no livro. O Beau conhece seus amigos Quileutes, e vai para a escola, onde ele conhece os Cullen, que nessa versão são: Edythe, Archie, Jessamine, Royal e Eleonor.
“Eram totalmente diferentes, mas, ao mesmo tempo, eram todos tão parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, o albino. Todos tinham olhos muito escuros (de onde eu estava, pareciam pretos), apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Talvez os cinco estivessem chegado de uma noitada. Ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, angulosos.”
O encontro em os dois segue o mesmo molde, dele quase morrendo atropelado, ela o salvando, e conhecendo a Carine Cullen que é a matriarca do clã Olympic. Os dois, Beau e Edythe acabam se apaixonando e se aproximando, e ela diferente do Edward é muito menos masoquista e se autopune como ele faz. Ela tende a ser mais divertida do que o Edward e menos obsessiva, o que ajuda na relação entre os dois. Na verdade a maioria das relações que Beau tem, seja dele com Edythe, com Charlie ou com Julie, parecem muito mais saudáveis do que as relações que a Bella tem com os outros personagens. O que é um ponto muito positivo na leitura.
Durante o livro, há algumas alterações pequenas, como o caso do baile da escola em que são as meninas quem convidam, a transformação da Carine ser diferente da do Carlisle e a vida dela ser diferente por ser uma mulher no século XVIII, e a cena em Port Angeles também tem uma alteração porque em “Crepúsculo” são alguns caras que iam tentar abusar Bella, já o Beau tem um desfecho diferente que foi plantando lá no aeroporto, quando algumas pessoas viram ele ao lado do seu pai uniformizado.
Entretanto, mesmo tendo essas pequenas diferenças, o livro toma um rumo diferente mesmo no final, onde na cena da caçada acontece algumas mudanças bruscas em que rende alguns capítulos extras que não tem na saga original, e vale muito a pena de ler.
“Não vi o que ela fez com o bisturi. Não consegui sentir mais nada no corpo, nada além do fogo no braço. Mas a vi levar minha mão à boca, como a caçadora tinha feito. Sangue fresco saía pelo ferimento. Ela colocou os lábios ali. (…) Eu gritei de novo. Não consegui evitar. Era como se ela estivesse puxando o fogo de volta pelo meu braço. (…) – Esperem, esperem – disse Edythe, levantando a cabeça. – Ele merece uma escolha. (…) – Você – Falei, entredentes. –* Só você.**”*
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O livro se propõem a dar uma nova alternativa do que poderia acontecer com Bella Swan, não só por ser um homem, mas por ter tomado decisões mais rápidas do que teve em “Crepúsculo” e como isso teria mudado toda a linha do tempo da Saga. O interessante do Gender Bander é dá para se apaixonar novamente pelos personagens que você já conhece, mas que agora são os mesmos e ao mesmo tempo completamente diferentes.
E além disso, o “e se” que se brinca no livro é muito gostoso e dá vontade de que se crie uma saga inteira só com esses personagens para saber o que acontece com o final que não fica amarradinho, já que como em “Crepúsculo” Victor (Vitoria) continua vivo, existem os Volturi que são mencionados na obra e fica aberto como será a relação entre os Cullen e Quileute sem Renesmee para fazer uma ponte entre eles.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial



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