Em entrevista à Woo! Magazine, atriz e cantora relembra o início da trajetória artística, reflete sobre os desafios da atuação e celebra a personagem Dora.
Virgínia Rosa construiu uma trajetória marcada pela versatilidade artística, transitando entre a música, o teatro e a televisão com autenticidade e talento.
Em entrevista exclusiva para a Woo! Magazine, a artista relembrou o início da caminhada ainda na adolescência como cantora, falou sobre os desafios da atuação e comentou a emoção de interpretar Dora em “Coração Acelerado”, personagem que vem conquistando os telespectadores.
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Confira a entrevista completa com a artista:
Jéssica Meireles.: Você construiu uma carreira musical extremamente diversa, transitando por gêneros como samba, forró, jazz e até música erudita. O que te motiva a explorar tantos estilos diferentes?
Virgínia Rosa.: Acho que, primeiramente, minha curiosidade em conhecer os ritmos brasileiros e de outros países e, já que a minha voz tem uma extensão e flexibilidade musical que me propiciam explorar outros estilos musicais, seria um desperdício não usá-la em toda a sua amplitude. Me sinto mais livre sem ter um estilo ou um rótulo definido.

A construção de Dora em Coração Acelerado
J.M.: Em “Coração Acelerado”, você interpreta Dona Nora, uma personagem ligada aos saberes ancestrais. Como foi o processo de construção dela em cena?
V.R.: Tivemos preparações com o preparador de elenco, fonoaudióloga, aula de prosódia, aula de corpo, aula de tear e vivências com os atores. Tudo isso, além do meu trabalho individual de leitura e pesquisa sobre o personagem, vai nos ajudando a encontrar a essência desse personagem em nós. Quando você já tem tudo isso, acho que precisa haver um servir, uma escuta do personagem, que acaba nos conduzindo para a assertividade. A famosa “entrega”.
J.M.: Dona Nora é uma figura acolhedora, quase uma “Grande Mãe”. Na sua opinião, por que esse tipo de personagem cria uma conexão tão forte com o público?
V.R.: Acho que ela representa essa figura da avó, da mãe, da mulher sábia que está no coletivo. Acredito que esse tipo de mulher, em algum momento, passou por nós. Ela traz a escuta e o acolhimento. Um lugar onde podemos nos sentir seguros para abrir o nosso coração.
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Da televisão às séries
J.M.: Você começou na televisão em “Babilônia” e seguiu com trabalhos como “Pega Pega” e “Éramos Seis”. Como você avalia sua evolução na atuação ao longo desses projetos?
V.R.: Quando comecei em 2015 foi muito desafiante pois não tinha nenhuma experiência mas sempre tive a sorte de ter colegas de atuação, preparadores e diretores que me deram suporte para eu crescer e dar conta dos meus personagens. Quanto mais você pratica você vai lapidando, é assim com qualquer coisa. Hoje me sinto mais segura e tenho encarado os desafios nessa arte como um presente. Sou mais leve e me divirto mais.
J.M.: Ao longo da sua trajetória, você também participou de séries como “Rota 66: A Polícia que Mata“. O que muda na sua preparação entre atuar em novelas e em séries?
V.R.: Acho que o tempo de preparo. Nas séries, o tempo é mais curto e rápido. Exige uma atenção e uma presença muito mais atentas; o ritmo é diferente. Gosto, pois nos exige outra postura de presença.

O início na música e as memórias afetivas
J.M.: Você começou a cantar ainda na adolescência, participando de festivais estudantis. Que lembranças guarda desse início e como essas experiências ajudaram a moldar a artista que você é hoje?
V.R.: São lembranças muito boas e afetivas, que guardo com muito carinho. Elas me deram experiências de vivenciar situações que, através do aprendizado, eu mais ou menos já fui selecionando o que achava que seria bom para mim e o que não seria também. Aprendi que precisamos ter disciplina para alcançarmos os nossos propósitos artísticos ou de vida.
Homenagens e legado da música brasileira
J.M.: Você já homenageou grandes nomes da música brasileira, como Clara Nunes. O que te atrai em projetos que resgatam e celebram esses artistas?
V.R.: Gosto de participar desses projetos, pois, como artista, penso que reverenciar e homenagear essas figuras icônicas e tão talentosas, que nos serviram de inspiração para acharmos o nosso caminho, merecem o nosso obrigada. Artistas que projetaram o Brasil e a nossa cultura, deixando um legado tão rico que mostra a nossa identidade como país, não podem ser esquecidos.
J.M.: Com uma carreira que transita entre música, teatro e televisão, o que ainda te desafia e te move artisticamente hoje?
V.R.: A VIDA EM SI, ela está em movimento constante, ela sempre traz novidades quando você está aberto de mente, corpo e alma. Parece que você vai sendo conduzido para trabalhos que possam acrescentar algo que você precisa aprender, despertar, crescer, transformar… Estando assim, você, como artista, atuando ou cantando, consegue emocionar e, de alguma maneira, trazer mudança para você e para quem te assiste.
J.M.: Atualmente, você está em turnê com o show “Luz das Estrelas”, em homenagem a Raul Seixas. O que esse projeto representa na sua carreira e na sua relação com a música brasileira?
V.R.: É um baita desafio cantar Raul Seixas. As pessoas me conhecem como uma cantora, digamos, “clássica” e, através desse projeto, eu pude ousar. Tem sido muito legal e inspirador cantar Raul Seixas, principalmente pela irreverência que ele trazia. Ele me empresta um pouco da sua loucura e ouso tocar uma guitarra, vestir uma calça de couro, enfim, ser um pouco transgressora e, nisso, o meu lado atriz tem me ajudado bastante.
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Cartola, Chico Buarque e a memória das novas gerações
J.M.: Encerrando nossa entrevista, fica impossível não falar sobre o legado da música brasileira presente em sua carreira: ao revisitar a obra de grandes nomes como Cartola e Chico Buarque em musicais, que importância você vê em manter essas histórias e personagens vivos para as novas gerações?
V.R.: São artistas muito importantes que merecem cada vez serem mais conhecidos e lembrados. Como a nossa memória costuma ser curta, vamos nos esquecendo deles. Vemos um artista atual que parece trazer uma novidade, mas se olharmos podemos encontrar essa novidade lá trás, só que ninguém fala a fonte. Além de contarem em suas obras a nossa história, períodos importantes de transformação cultural e social. E pela minha experiência, as novas gerações gostam de saber. Um povo que sabe de onde vem sabe para onde vai.
Com uma carreira consolidada entre a música, o teatro e a televisão, Virgínia Rosa segue expandindo sua arte e emocionando o público com autenticidade. Entre memórias, desafios e novos projetos, a artista reafirma sua paixão pela cultura brasileira e pela conexão que a arte é capaz de criar entre diferentes gerações.
Imagem Destacada: Divulgação/Vírgina Rosa (Crédito: Danilo Borges)


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