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10 Animes históricos para aprender assistindo

Através da história nos conectamos com nós mesmos através de nosso próprio passado enquanto humanidade. Pode parecer uma afirmação vaga e pretensiosa, e talvez a última coisa que se leria em uma lista de animações, mas se você veio aqui procurar algo para se surpreender, veio ao lugar certo! Para todo caso, você que quer aprender algo novo ou quer uma “procrastinação produtiva”, separamos 10 animes históricos imperdíveis.

Baccano!

Imagem: Reprodução/Cruchyroll

Muitas são as linhas narrativas de Baccano!” Mas os caminhos tão logo se juntar na Chicago da década de 1930, ainda no contexto do apogeu da criminalidade impulsionado pela lei seca e violência de gangues. O plano de fundo são as disputas de poder e a criação de um misterioso elixir capaz de conceder a imortalidade.

“Baccano”, do italiano “algazarra” é uma síntese bem humorada desse anime que é tantas coisas, ao mesmo tempo, e executa bem todas essas propostas, desde a ação até a comédia. Nessa viagem alcaponiana pela criminalidade estadunidense não há pausas para fôlego, com personagens e situações divertidas a todo momento na tela. Lançado em 2007, já é há muito tempo, pelo público, um clássico queridinho dos anos 2000.

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Samurai X

Imagem: Reprodução/G1

Vivendo em um período de grande instabilidade, o Japão seiscentista passa por uma série de transformações que levariam a unificação da nação sob um shogunato, adotando a política de fechamento das fronteiras para autopreservação, mas apesar de finalmente gozar de alguns séculos de paz, a estagnação econômica e tecnológica se revelaria mais tarde como um motivo de revolta da população. De forma a reverter isso se instaurou uma insurreição contra o poder do shogun, líder militar, que ocasionou no retorno do poder para as mãos do imperador e abertura do Japão ao ocidente.

Em “Samurai X, Kenshin Himura é um ex-assassino que participou da revolução e, após anos desaparecido, seu nome ainda ecoa terror naqueles que ouviram suas histórias. No entanto, jurado a se redimir, jurou nunca mais tirar a vida de outro ser humano, viajando pelo país protegendo aqueles que mais precisam de ajuda.

Já exibido dublado no Brasil, com cortes pela Globo e integralmente pelo Cartoon Network, Samurai X marcou a infância e adolescência de muitos com uma história que continua se provando atemporal. Tal como Baccano!, mistura ação e comédia mas com o adicional do um tom narrativo muito típico dos anos noventa.

Versailles no Bara

Imagem: Reprodução/Crunchyroll

Contando com grande liberdade artística os eventos que se seguem rumo à Revolução Francesa, Riyoko Ikeda põe no centro da narrativa a rainha consorte Maria Antoinette, que se vê em um casamento arranjado com o monarca Louis XVI à uma prematura idade, juntamente do seu encontro com Lady Oscar, filha do comandante da guarda que a cria como garoto, não tendo herdeiros homens. Embora as cartas já estejam aparentemente marcadas, o espectador tem a oportunidade de se confrontar com essa nova roupagem da história que traz — por mais contraditório que pareça — os acontecimentos revolucionários à luz do presente.

“A Rosa de Versalhes é considerada por muitos a grande obra prima do shoujo por razões diversas, mas algo que não deve passar batido são as camadas de leituras possíveis que se sobrepõe e não simplesmente se dissociam. Como contexto, a autora — estando ligada ao contexto das reivindicações estudantis da década de 60 — é responsável por inserir temáticas que se arraigariam ao shoujo, como o crossdressing, relações do mesmo sexo, problemáticas nas dinâmicas de gênero, como a sujeição feminina ao mesmo tempo em que elas são as protagonistas — fazendo com que o Japão de 1968 e a França setecentista se atravessem e, décadas depois, esse clássico não tenha envelhecido nada.

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Hetalia

Imagem: Reprodução/Funimation

Transformando as nações do mundo contemporâneo, e históricas, em rapazes bishounen, Hetalia brinca com os costumes e estereótipos associados ao países e a eventos do passado com situações divertidas em uma paródia de cinco minutos por episódio.

Não contando com os spin-offs, as sequências contam com 150 episódios em um formato fácil de se ver, para aqueles que procuram algo casual e que não cobre muito do telespectador. Algo curioso é que, sendo um ONA, não foi lançado para a TV, mas para a internet.

Vinland Saga

Imagem: Divulgação/Crunchyroll

Baseado nas Sagas nórdicas, Vinland se passa no início do século XI, quando a Inglaterra ainda era dominada pelos dinamarqueses. O protagonista dessa história é Thorfinn que, outrora uma criança doce e curiosa, se vê transformado pelos acontecimentos envolvendo sua família, buscando vingança pela ofensa. Como plano de fundo, há a busca por essa terra prometida, a Vinlândia, dita ser um local quente, fértil e próspero — mas, ao fim e ao cabo, é a América a ser explorada por Vikings mais de quatro séculos antes de Colombo.

Como um dos grandes lançamentos de 2019, “Vinland Saga” é uma história cheia de reviravoltas e que leva a audiência para a Inglaterra e Escandinávia dos anos 1000. Para além da fantasia histórica, a animação por conta do estúdio Wit, responsável pela maior parte da adaptação de Shingeki no Kyojin, é a cereja do bolo para a contemplação de paisagens deslumbrantes — meio ao ambiente sanguinário das guerras de conquista.

Samurai Champloo

Imagem: Divulgação/Crunchyroll

Em um Japão Edo alternativo, o trio de companheiros Fuu, Mugen e Jin viagem como andarilhos pelo Japão como foras da lei. A história começa quando a garçonete Fuu derrama chá em um de seus clientes, de modo a provocar a fúria de um grupo de samurais. Fuu é salva por Mugen e Jin, que no ínterim acabam por matar o filho de um juiz, condenando-os à morte, porém, a garota retribui o favor e os tira dali, dando início a uma aventura de errâncias e muito jazz.

Dirigido por Shinichirou Watanabe, “Samurai Champloo é um trabalho com os mesmos sabores arcaicos e futuristas mesclados de sua obra anterior, Cowboy Bebop. Não é mais um anime de ação e comédia, mas uma dessas histórias que sempre entregam algo de novo a cada oportunidade de se reassistir.

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Túmulo dos Vagalumes

Imagem: Reprodução/Netflix

Baseado em uma história real, “Hotaru no Naka conta a história de Seita e sua irmãzinha Ritsuko, que perderam os pais durante a guerra. Sem lar, sem comida, sem perspectivas e afligidos pela peste, terão que enfrentar a dureza de um Japão destruído e cujos cidadãos encontram no individualismo um caminho para a autopreservação.

Lançado em 1988, “Túmulo dos Vagalumes” — alusão ao brilho das bombas e aos soldados mortos — é um filme para (quase) toda a família e uma animação obrigatória não apenas sobre a Segunda Guerra como também sobre o melhor e o pior da humanidade.

Sakamichi no Apollon

Imagem: Reprodução/Crunchyroll

No Japão pós-guerra ainda há um sentimento estranho pairando no ar, com a integração do país aos valores ocidentais através da ocupação estadunidense. Tal como sua pátria, Kaoru Nishimi é um tímido rapaz com dificuldades de se juntar aos demais, isto porque vive sendo obrigado a mudar de escola por causa do trabalho do pai. Para sua surpresa, seu caminho se cruza ao do delinquente Sentarou Kawabuchi, de ascendência americana, e da garota por quem é apaixonado, Ritsuko Mukae. Os três possuem algo em comum: a paixão pela música, sobretudo o jazz. Sakamichi no Apollon”, ou “Apolo da Ladeira“, é afinal sobre o amadurecimento do trio e como sua amizade irá atravessar os anos.

Por alguma razão não muito esclarecida essa animação não costuma ser mencionada quando se listam dramas históricos, o que é curioso, afinal, a direção parece ter capturado muito bem o espírito da época nesse Josei que é também uma adaptação de mangá. O clima de ressentimento e hostilidade ao ocidente, sobretudo aos EUA, estão marcados na obra que caminha a sintetizar em Kaoru e Sentarou essa rivalidade.

Taiyou no Ko Esteban

Imagem: Reprodução/IMDB

Órfão, Esteban é um garoto espanhol de doze anos que perdeu os pais em um naufrágio, mas logo ganha fama por toda Barcelona pelos seus poderes de trazer fim mesmo às aplacáveis tempestades, recebendo o apelido de “filho do Sol”. Convencido pelo marinheiro que o resgatou a ir a América ir em busca de Eldorado, o rapaz conhecerá novos amigos que o ajudarão nessa jornada, que talvez esteja ligada ao reencontro com seus pais.

Bem menos conhecido, trata-se é uma das poucas animações japonesas que se passam na América Latina. Do mesmo estúdio de Naruto, “Esteban, o filho do Sol” é uma jornada infantil pelo novo mundo, mas também uma oportunidade para conhecer os anos mais anteriores à grande explosão de popularidade da indústria de animação japonesa.

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Golden Kamuy

Imagem: Divulgação/Funimation

Após a guerra Russo-japonesa, pelo controle da Manchúria e Península Coreana, um ex-combatente, Saichi Sugimoto, cumpre o último pedido de seu amigo de proteger sua família, incluindo sua esposa. Ocorre que o protagonista ouve boatos a respeito de um grande tesouro Ainu e como consegui-lo. Para tal, ele entra em confronto com o exército japonês e se alia a uma garota Ainu chamada Asirpa, que busca vingança contra o assassino de seu pai.

Os ainus, retratados na história, são um grupo étnico minoritário do Japão e Rússia com um histórico de genocídio e apagamento, tendo um trabalho de pesquisa histórico e linguística para respeitar suas tradições. Não se costuma ver história asiática nas escolas no ocidente, salvo pela cátedra de alguns cursos em universidades, então além da aventura eletrizante, “Golden Kamuy” é uma chance para conhecer algo completamente novo.

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Linguista em formação e PhD em shoujo de baixa qualidade. Obcecado por cultura pop e leituras clichê; ainda por descobrir que talvez Kakegurui não seja um traço de personalidade.

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