A Culpa é das Estrelas, do Escritor americano John Green, se transformou em uma ficção, dirigida por Josh Boone, e relata a história de dois jovens que se apaixonam e enfrentam uma doença terrível, a fibrose cística. É um drama de muita luta e amor. No elenco contamos com a presença de Shailene Woodley, Alnsel Elgort, Nat Wolf, Willem Dafoe, Laura Dern e outros.

Temos bastante dificuldade em entendermos o sofrimento do outro quando esse está doente. Às vezes, sentimos pena ou não damos conta de conviver com o sofrimento alheio, pois não fomos preparados para encararmos os lutos, as perdas e nunca imaginamos quando pode acontecer com a gente. Então, lidar com certas situações é bem temeroso e, para nos proteger, vamos criando as resistências e evitando certas proximidades. Entretanto, algumas pessoas, por terem outras vivências, conseguem se posicionar diferentemente e objetivar certas dificuldades com mais esclarecimento e firmeza, desenvolvem a capacidade da aceitação com mais facilidade e sofrem muito menos. Não somos melhores e nem piores do que uns e outros, cada um vai se definindo conforme suas demandas.

Milhares de pessoas morrem de câncer a cada ano. Infelizmente, de forma mais exata, só podemos prevenir o câncer de pele e podemos evitar alguns alimentos que são considerados cancerígenos, porém a detecção precoce ainda é uma forma eficiente de combater a doença e precisa ser utilizada. Doenças, como essa, abalam o emocional do paciente e daqueles que convivem com ele. Durante o processo do tratamento vivemos na corda bamba, pois não sabemos se vamos ter o êxito da cura. Normalmente, é sugerido sessões de quimioterapia e radioterapia, tratamentos com efeitos colaterais terríveis, capazes que colaborar com o aumento da angústia e outros desajustes emocionais. (Spoiler a seguir) Na história do filme, que é baseado em fatos, o câncer não teve cura e Hazel precisou de transplante pra conseguir respirar um pouco e, mesmo assim, continuou tendo muita dificuldade.

Hazel foi um bom exemplo, demonstrou coragem, perseverança, ousadia, maturidade e muito amor pelo próximo. Acredito que algumas pessoas vieram à terra para deixar um ensinamento e a sua “marca”. Essa moça deixou a sua, cada momento que gravou um vídeo no youtube, expondo os seus sentimentos de tristeza e medos, incentivando outros jovens iguais a ela a não se entregarem e lutarem por algum ideal. Durante a sua doença, o laço afetivo construído com Gus foi uma meta a ser cumprida e a munição perfeita para mantê-la viva.

Hazel apresenta dificuldades com a família. A menina se sentia responsável pela felicidade ou o sofrimento deles. Quando revela isso para a mãe, ela conta para a filha dos seus planos futuros. Dialogar sobre uma questão que esteja gerando sofrimento, dentro de um núcleo familiar, vai sempre promover um movimento de saúde e entendimento para ambas as partes, uma vez que os papéis possam estar mal-posicionados e provocando culpa em algum membro, dando como exemplo, a própria personagem. Na Constelação Familiar, conseguimos organizar a desordem que é provocada dentro de cada sistema desses.

Concluindo, a relação de Hazel com Gus e os seus pais é sobre “a dor que precisa ser sentida”. Fato, precisamos encarar a realidade, o importante é encontrarmos espaço pra falarmos das nossas dores emocionais e não esquecermos de criar um para que possamos “digerir” e aceitar o que está acontecendo.

Por Marina Andrade