Vozão enfrenta crise dentro e fora de campo, acumula sete partidas sem vitória e segue entre os últimos colocados do Campeonato Brasileiro
Depois de um 2025 decepcionante e de um rebaixamento doloroso, o Ceará segue decepcionando seu torcedor. O ano de 2026 era desafiador por todas as circunstâncias: um rebaixamento, a torcida magoada e receitas mais baixas. Era o momento de se reinventar, o que não aconteceu.
A diretoria, formada por Lucas Drubsck e Haroldo Martins, montou o elenco da temporada de 2026 que, no papel e em campo, era muito limitado. Mesmo com o técnico Mozart, contratado para a nova temporada, o time simplesmente não conseguiu uma boa sequência. Foram vitórias esporádicas, o futebol apresentado em campo não era agradável e o resultado foi o esperado: a demissão dos dois dirigentes e muita pressão sobre o presidente João Paulo e sua diretoria. O técnico Mozart também não escapou das críticas.
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Mudanças no futebol e protesto da torcida
Para repor a saída dos diretores, João Paulo optou por efetivar no departamento de futebol o ex-jogador e ídolo Ricardo Acosta (Ricardinho), além do técnico interino Anderson Batatais e do diretor de futebol Gabriel Bedê. Mesmo assim, o Ceará seguiu sem conseguir resultados.
Para agravar a situação, a torcida alvinegra adotou um protesto contra a diretoria: o “Público Zero”. Desde então, as arquibancadas deixaram de contar com seus torcedores, além da ausência da torcida organizada, da bateria, das bandeiras e das faixas.
O time teve um respiro ao vencer o maior rival na Copa do Nordeste, mas a mesmice retornou. Após mais uma derrota, no dia 31/05, pela 11ª rodada, diante do Operário, o técnico Mozart foi demitido, a sensação é que Mozart fez hora extra no comando do Ceará. Vinha o desgaste das coletivas, nas quais o mesmo afirmava que o time estava evoluindo, mas em campo ninguém via mudanças, o desgaste com os jogadores medalhões do elenco e o pobre futebol apresentado pela equipe.

Daniel Paulista assume, mas resultados não aparecem
O Vozão passou mais de vinte dias para anunciar um novo treinador, e o escolhido foi Daniel Paulista, que chegou em um cenário de torcida afastada, jogadores afastados, atletas saindo, reforços chegando e salários atrasados.
Desde que assumiu, Daniel Paulista ainda não conseguiu vencer. São quatro jogos, com dois empates e duas derrotas. Entre saídas e chegadas, o Vozão já apresentou sete novas contratações, e a esperança é de que os reforços mudem o astral da equipe, façam o time voltar a vencer no campeonato e se afastar do rebaixamento para uma divisão que o Ceará nunca disputou.
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Situação preocupa
No atual momento, o Ceará se encontra dentro da zona de rebaixamento, na 18ª posição com 19 pontos. Nas últimas cinco partidas, são três derrotas e dois empates. Agora, o Ceará se prepara para iniciar o 2º turno da competição, e a torcida do Vozão já pegou a calculadora. Caso não queira cair para a Série C, serão necessárias sete vitórias e um empate em 19 jogos, visto que a projeção para escapar do rebaixamento é de 41 pontos. Assim, o Vovô precisará somar 22 pontos. A próxima partida será no domingo (26), fora de casa, quando o Alvinegro enfrentará o São Bernardo.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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