Presença de MC Taya, Quantum e Korzus no Rock in Rio 2026 mostra que metal brasileiro segue cada vez mais vivo
Com uma seleção de atrações memorável, o segundo dia de Rock in Rio 2026 se destacou como um dos melhores line-ups já vistos no festival. O tradicional “dia do metal” trouxe artistas em alta como Bring Me The Horizon, Bad Omens, Poppy e Black Pantera, mas também abriu espaço para artistas estáveis como Sepultura e Avenged Sevenfold. Mas isso não se restringiu aos palcos principais. Confira a seguir os melhores momentos de alguns artistas brasileiros que passaram palcos Espaço Favela, Supernova e Global Village:
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Quantum abre o dia com nu metal de respeito

Formada na Baixada Fluminense, a banda Quantum abriu os trabalhos de metal no segundo dia do festival, levando sua mistura de metal moderno, groove e djent. O quinteto fez uma apresentação impecável para uma estreia num festival, com destaque para o poderoso vocal feminino de Lo Ferreira, que alterna com facilidade entre o melódico e o gutural. Foram destaques as faixas “Overcome“, que une elementos pesados do metal tradicional com influências modernas, a inédita “Perdida” e “Tal, tal, tal”. O Espaço Favela ainda recebeu a banda Canto Cego e o rapper Major RD.
MC Taya e o metal mandrake no Palco Supernova

Também cria da Baixada Fluminense, de Nova Iguaçu, MC Taya levou seu “fock” – mistura de funk com rock – para fechar a programação do dia do Palco Supernova com muita potência feminina. Muito mais do que música, Taya faz da música um espaço de existência e resistência. No Rock in Rio 2026, entre uma música e outra, a artista fez discursos importantes sobre educação, violência contra mulheres e racismo.
Todos esses temas vieram acompanhados de um dos melhores shows do dia, sem dúvida alguma. A grande catarse do show foi quando recebeu Yasmin Amaral da banda Eskrota para tocar a música “Mantra” e Dani Buarque da banda The Monic em “Bitch, Eu Sou Incrível”. MC Taya é a prova de que lugar de mulher é onde ela quiser.
Korzus e a tradição do thrash metal no Global Village

Fundada em São Paulo em 1983, a Korzus é reconhecida como um dos grandes pilares do thrash metal nacional. Atualmente, a banda está na chamada “Flesh Machine Era”, trazendo uma formação renovada e altamente técnica que reúne os veteranos Marcello Pompeu e Dick Siebert ao lado do baterista Rodrigo Oliveira e dos guitarristas Jean Patton e Jéssica Falchi (ex-Crypta), que entrou para o grupo esse ano. Eles subiram ao Palco Global Village, atraindo um grande público, que se manteve fiel mesmo diante de alguns problemas técnicos e chuva. Inclusive, a apresentação aconteceu simultaneamente ao show de MGK, o que foi uma alternativa muito melhor para os fãs de metal mais raiz.
Mesmo com pouco tempo e um alcance de som limitado, entregaram um bom resumo dos quase 40 anos de história e apontando para o futuro, incluindo lançamentos recentes e inéditas. Uma banda grande demais para esse palco, esperamos que retornem numa próxima edição em um palco com estrutura melhor para receber o público.
Imagem: Divulgação/Rock in Rio (Crédito: @MorivaFilms/DopamineBlur)


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