Provando que é o maior astro de ação no momento, Jason Statham bate e arrebenta vilões em “Código Vingança”
O cinema de ação consagrou um arquétipo inconfundível: o herói lendário de passado misterioso que tenta viver uma vida pacata até que o destino o força a reagir.
No centro desse fenômeno no audiovisual contemporâneo está o ator Jason Statham, que em seu lançamento mais recente, “Código: Vingança”, volta a colocar em prática a receita que o transformou em um sucesso do gênero.
Desta vez, o astro assume o papel de um discreto guarda-costas de um grande empresário do setor naval, provando que qualquer profissão cotidiana serve de fachada perfeita para um ex-agente mortal com habilidades letais.
A trajetória da carreira de Jason Statham tornou-se quase um subgênero próprio nas telas.
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Nos últimos anos, os roteiristas criaram para o ator uma espécie de “linha do tempo proletária”, na qual seu personagem surge aposentado de operações militares secretas para exercer os mais variados ofícios antes que o caos se instale.
Foi assim como o faroleiro do longa “Missão Refúgio”, o encarregado de obra em “Resgate Implacável” e o memorável apicultor de “Beekeeper – O Protetor”, sucesso estrondoso de bilheteria que terá em breve continuação e provou como o público adora essa premissa.
Revisitando papéis marcantes no passado do ator, essa mesma dinâmica de proteção e combate em alta velocidade apareceu no guarda-costas de “Jogo Duro”, no piloto gladiador do remake “Corrida Mortal” na franquia de velocidade “Velozes e Furiosos”, além de parcerias explosivas como “Os Mercenários” e “Infiltrado”.
No entanto, foi principalmente no clássico “Carga Explosiva”, no qual interpretou o icônico motorista e entregador Frank Martin, que ele se consagrou definitivamente como um dos maiores nomes da ação moderna. A essência do apelo popular de “Código: Vingança” reside justamente nesse conceito clássico do herói disfarçado de “gente como a gente”.
Quando figuras inocentes são ameaçadas por esquemas criminosos, o protagonista recorre a um repertório de artes marciais, combate corpo a corpo e uma dose massiva de violência física para aplicar uma punição implacável aos vilões.

Mais do que uma simples história de revanche, a nova produção dialoga diretamente com um dos pilares mais duradouros do cinema de ação: o conceito consagrado por “Duro de Matar”, estrelado por Bruce Willis no lendário edifício Nakatomi Plaza.
O formato do “herói isolado em espaço confinado enfrentando forças numéricas superiores” ditou os rumos de diversas produções de sucesso ao longo dos anos 1990 e 2000.
É o caso de “Velocidade Máxima” (o modelo aplicado a um ônibus em alta velocidade com Keanu Reeves), “Força em Alerta” (com o aposentado Steven Seagal enfrentando mercenários em um navio de guerra), “Passageiro 57” (com Wesley Snipes dominando um avião sequestrado) e “Força Aérea Um” (com Harrison Ford interpretando o presidente em um combate aéreo).
Em “Código: Vingança“, o cenário do confinamento sufocante é um navio cargueiro em alto-mar. Após ser acusado injustamente por um crime que não cometeu e ver seu empregador ser vítima de uma conspiração, o protagonista precisa se esconder na embarcação para investigar quem planejou a caçada humana contra ele.
No processo, descobre uma rede clandestina de tráfico humano operada nas sombras do navio. A trama ganha dinamismo com a presença da atriz Annabelle Wallis, que interpreta uma integrante da tripulação. Longe de ser retratada como a tradicional donzela em perigo dos clichês antigos, a personagem assume um papel ativo e corajoso na ação, unindo forças com o herói para combater os criminosos e libertar os inocentes aprisionados.
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Embora utilize convenções conhecidas de produções de médio porte que alternam lançamentos nas salas de cinema pela Universal Pictures, Lionsgate ou estreias diretas em plataformas de streaming como Netflix e Prime Video, a obra se destaca ao evitar o clichê recente do “herói cansado e desconstruído”, no limite do desinteresse que infelizmente está cada vez mais comum, descaracterizando personagens icônicos e apresentando histórias que não correspondem às adaptações que fazem parte da vida de pessoas que viveram durante anos esperando a chance de vê-los nas telas dos cinemas ou dos streamings.
Mas, não escapa dos diálogos sofríveis, sem detalhes que surpreendam minimamente a audiência e não tem nem mesmo uma trilha sonora elaborada que já foi regra há anos atrás para embalar filmes de ação que permanecem na memória, além do próprio Duro de Matar, o primeiro filme de Rambo e outra cinessérie famosa, Máquina Mortífera e outros exemplos.
Mantendo a forma física impecável, o vigor característicos e o carisma de durão calado de astros veteranos como Liam Neeson na franquia “Busca Implacável“, o novo longa de Jason entrega exatamente o que os fãs de ação buscam: sequências de combate visceral, coreografias impactantes e entretenimento puro sem enrolação, embora padeça dos clichês do gêneros e atitudes pouco inteligentes tanto dos protagonista quanto dos vilões.
Imagem Destacada: Divulgação/Paris Filmes



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