Programa da Fifa vai distribuir recursos às equipes que cederam atletas ao Mundial. Ao todo, clubes da série A do Brasileirão cederam 32 atletas
A Copa do Mundo de 2026 não representa apenas prestígio esportivo para os clubes que veem seus jogadores defendendo seleções nacionais. O torneio também trará um retorno financeiro relevante por meio do Programa de Benefícios aos Clubes da Fifa, iniciativa que recompensa as equipes pela liberação de atletas para a competição.
Nesta edição, a entidade máxima do futebol prevê a distribuição de 250 milhões de dólares entre os clubes que tiverem jogadores convocados para o Mundial. O cálculo será feito com base no número de atletas cedidos e no período em que permanecerem vinculados às seleções durante a competição.
Embora o programa continue representando uma importante fonte de receita, os valores pagos por atleta sofreram redução em comparação à Copa de 2022. Desta vez, a diária prevista é de 5 mil dólares, cerca de R$ 25 mil na cotação atual. No último Mundial, o valor girava em torno de 10 mil dólares por dia.
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Como funcionará o repasse da Fifa
O pagamento será calculado individualmente para cada jogador convocado, considerando tanto sua presença na lista final da seleção quanto o tempo de permanência no torneio. A quantia mínima estimada é de 5 mil dólares por atleta por dia, mas os números definitivos só serão conhecidos após o encerramento da Copa.
Além dos recursos destinados ao Mundial, a Fifa também reservou parte do montante para recompensar os clubes que liberaram atletas durante as Eliminatórias. Nesse caso, os pagamentos ocorrerão de forma retroativa, com diárias de 2.360 dólares, valor equivalente a aproximadamente R$ 12 mil.
Ao todo, o programa movimentará 355 milhões de dólares, cerca de R$ 1,8 bilhão.
Flamengo aparece no topo entre os brasileiros

Entre os clubes do futebol brasileiro, o Flamengo é quem tem maior potencial de arrecadação. Dos 32 jogadores que atuam no Brasileirão e foram convocados para a Copa de 2026, nove pertencem ao elenco rubro-negro.
Com esse número de representantes, o clube carioca pode receber cerca de R$ 225 mil por dia enquanto seus atletas estiverem envolvidos na competição.
Logo atrás surge o Palmeiras, que teve sete jogadores chamados por suas seleções e projeta um retorno próximo de R$ 175 mil diários durante a participação dos convocados no Mundial.
O Atlético-MG também aparece entre os principais beneficiados. Com quatro atletas presentes na Copa, o clube mineiro poderá acumular aproximadamente R$ 100 mil por dia.
Grêmio e Internacional tiveram dois atletas convocados cada, o que representa uma receita estimada de R$ 50 mil por dia para ambos.
Já Athletico-PR, Botafogo, Bragantino, Corinthians, Fluminense, Santos, São Paulo e Vasco possuem um representante cada no torneio. Nessas situações, o valor projetado é de aproximadamente R$ 25 mil diários por clube.
Independentemente do desempenho dentro de campo, todos os convocados geram o mesmo retorno financeiro para suas equipes. A remuneração não varia de acordo com minutos jogados, titularidade ou participação efetiva nas partidas, sendo definida apenas pela convocação e pelo período em que o atleta permanecer ligado à seleção durante a Copa do Mundo.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerado por inteligência artificial


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