Como a tecnologia promete transformar a Copa de 2026 em uma experiência única de imersão digital
Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o futebol se prepara para o maior torneio de seleções que o mundo já viu. Pela primeira vez, serão 48 seleções disputando o título em três países de forma simultânea: Estados Unidos, México e Canadá. Com mais jogos, distâncias continentais e uma logística de escala continental, o Mundial já nasce histórico.
Contudo, o verdadeiro salto desta vez não está apenas no tamanho do evento, mas também em como a tecnologia vai mudar o jogo de verdade, tanto dentro quanto fora de campo. Se em 2018 o público acompanhou a estreia do VAR e em 2022 o impedimento semiautomático com sensores na bola, a promessa para 2026 é ir muito além da arbitragem. O cenário agora envolve inteligência artificial, estádios hiperconectados e transmissões que pretendem levar o torcedor para dentro do gramado.
De acordo com o presidente da FIFA Gianni Infantino: “O Mundial de 2026 será como 104 Super Bowls em um único mês. A tecnologia é o que nos permitirá entregar essa escala sem perder a qualidade.”
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FIFA + LENOVO: O futuro do futebol já chegou

Entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026, Las Vegas recebeu a CES (Consumer Electronics Show), uma das maiores feiras de tecnologia do mundo. Foi nesse ambiente que a Lenovo apresentou algumas das soluções digitais que devem sustentar a Copa de 2026, com sistemas de inteligência artificial, análise de dados e recursos voltados tanto para o jogo quanto para a experiência dos torcedores.
A parceria entre FIFA e Lenovo aparece como uma das principais responsáveis por transformar a Copa de 2026 em um laboratório tecnológico do futebol. Como parceira oficial de tecnologia do torneio, a empresa será peça-chave no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial, análise de desempenho, avatares 3D e novas formas de transmissão, aproximando a tecnologia não apenas das decisões dentro de campo, mas também da experiência de quem acompanha o Mundial.
Football AI Pro
Ferramenta voltada para seleções e comissões técnicas. Ela usa IA para analisar dados dos jogos, estudar adversários e ajudar na preparação tática das equipes.
Referee View
Recurso que mostra imagens pela perspectiva do árbitro, aproximando o torcedor da visão de quem está em campo e tornando a transmissão mais imersiva.
IA, avatares 3D e VAR mais visual e intuitivo Com a parceria entre FIFA e Lenovo, a Copa de 2026 deve contar com soluções de inteligência artificial aplicadas diretamente ao jogo. Entre elas estão o Football AI, os avatares 3D dos jogadores e um VAR mais visual, capaz de usar imagens
tridimensionais e dados mais precisos para auxiliar a arbitragem e tornar as decisões mais claras para o público.
Cuidados com os gramados
A tecnologia da Copa também estará no gramado. Para garantir campos naturais em estádios com estruturas e climas diferentes, pesquisadores testaram tipos de grama, drenagem, resistência ao calor e até o quique da bola. Em arenas cobertas ou acostumadas ao piso sintético, o desafio será criar condições de luz, ventilação e irrigação para manter a grama saudável e padronizada durante o torneio.
Segurança inteligente nos estádio
A segurança da Copa de 2026 também deve ser marcada por uma operação integrada entre tecnologia, autoridades locais e órgãos de segurança nacional. Tendo em vista a magnitude do evento e a circulação de torcedores por diferentes cidades e países, o torneio exigirá monitoramento constante não apenas nos estádios, mas também em áreas de transporte, espaços fechados e locais de grande concentração de público.
De acordo com a CNN Brasil, relatórios de inteligência produzidos por autoridades federais e estaduais dos Estados Unidos, além da FIFA, apontam riscos relacionados a ataques extremistas, infraestrutura de transporte e grandes aglomerações. Já a Revista Segurança Eletrônica e a InfraFM destacam que sistemas de vídeo com inteligência artificial poderão integrar câmeras, sensores, drones, controle de acesso e análise preditiva para identificar movimentações
incomuns e antecipar situações de risco.
Outro recurso citado pelo Terra são os gêmeos digitais, réplicas virtuais em 3D dos estádios que podem acompanhar o movimento dos torcedores em tempo real, prever pontos de superlotação e ajudar na coordenação das equipes de segurança. Com isso, a tecnologia deve atuar não apenas como ferramenta de vigilância, mas como parte de uma estratégia preventiva para organizar fluxos, reduzir riscos e acelerar respostas durante o torneio.
Transmissão em ultra definição
A cobertura da Copa de 2026 também deve reforçar o caráter tecnológico do torneio. De acordo com a Dallas Sports Commission, o Centro Internacional de Transmissão do Mundial será instalado em Dallas e terá a HBS como host broadcaster nomeada pela FIFA, responsável pela operação do sinal-base das partidas.
Esse conteúdo oficial será distribuído para emissoras detentoras dos direitos de transmissão em diferentes países. No Brasil, o Grupo Globo recebe esse sinal e adapta a cobertura para o público nacional, com narração, comentários, estúdios e plataformas digitais. Por isso, possíveis experiências em 4K ou 8K devem ser entendidas como parte de uma cadeia tecnológica maior: a produção internacional começa com a FIFA/HBS e chega ao torcedor por meio das emissoras locais.
Além do Grupo Globo, a Copa de 2026 no Brasil terá outros protagonistas. A CazéTV será a única plataforma brasileira a exibir todos os 104 jogos do torneio ao vivo e gratuitamente pelo YouTube, enquanto o SBT retorna à cobertura de Copas em parceria com a N Sports. Segundo a Máquina do Esporte, a parceria prevê 32 partidas, incluindo todos os jogos da Seleção Brasileira. A divisão dos direitos mostra como o Mundial deve alcançar o público em diferentes telas, da TV aberta
ao streaming.
Experiência imersiva

A Copa de 2026 não quer ser apenas assistida, mas vivida em diferentes telas. Com redes sociais, vídeos curtos, bastidores e recursos interativos, o torcedor deve acompanhar o Mundial muito além dos 90 minutos de jogo.
Essa aposta aparece na parceria entre FIFA e TikTok, que prevê um espaço exclusivo da Copa dentro do aplicativo, com conteúdos especiais, informações sobre partidas, filtros, stickers e recursos de interação. A iniciativa também inclui os Creator Correspondents, um grupo de 30 criadores globais convidados para mostrar o torneio por uma perspectiva mais próxima dos fãs, com acesso à bastidores, treinos, coletivas, chegadas das equipes e momentos que normalmente ficam longe da transmissão tradicional.
De acordo com a Exame, a Geração Z gosta do esporte, mas muitas vezes prefere acompanhar por conteúdos rápidos em vez de assistir à partida inteira ao vivo. Além disso, recursos como o Referee View, que mostra imagens pela perspectiva do árbitro, devem tornar a transmissão mais próxima e imersiva, fazendo o torcedor se sentir dentro do campo.
Tecnologia e sustentabilidade
A tecnologia também deve aparecer na tentativa de tornar a Copa de 2026 mais eficiente e sustentável. De acordo com a FIFA, a estratégia de sustentabilidade do torneio prevê ações para reduzir impactos ambientais, promover infraestrutura mais sustentável e ampliar a conscientização climática. Em uma competição espalhada por três países, isso envolve desde gestão de energia, água e resíduos até soluções de transporte e operação mais inteligente dos estádios.
Ainda assim, o discurso de inovação também vem acompanhado de desafios. Em uma Copa espalhada por três países, com grandes deslocamentos e operação continental, a tecnologia pode reduzir desperdícios e melhorar a eficiência, mas não apaga os impactos ambientais de um evento dessa magnitude.
O Mundial dos algoritmos
A Copa de 2026 já é histórica pelo tamanho, mas o verdadeiro divisor de águas está nos bastidores. A tecnologia assumiu toda a espinha dorsal do torneio: dita o tratamento milimétrico dos gramados, gerencia a segurança dos estádios, monitora o desempenho dos atletas em tempo real e molda transmissões cada vez mais imersivas. O futebol virou um ecossistema digital.
Toda essa inovação, no entanto, não resolve os problemas estruturais de um torneio desse porte. Cruzar três países continentais e acolher milhões de torcedores impõe desafios complexos de logística e sustentabilidade. Os algoritmos ajudam a organizar a engrenagem, mas não apagam o impacto ambiental e a complexidade de um evento dessa magnitude.
Se 2018 foi a Copa do VAR e 2022 o ano do impedimento semiautomático, a Copa do Mundo de 2026 se consolida como “os novos tempos” do futebol. A bola continua no centro do espetáculo, mas agora divide espaço com dados e inteligência artificial. O futebol entrou de vez na era da imersão tecnológica e inteligência artificial.
Imagem Destacada: Divulgação/Gemini (gerado por inteligência artificial)


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