Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Eu, Daniel Blake

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
17 de março de 2017 3 Mins Read

Um filme kafkiano


15644379 10208229591194161 935834212 n“Eu, Daniel Blake” 
conta a história labiríntica na burocracia do Estado. Ou melhor, sem fim. Em inglês, labyrinth se refere a um labirinto que tem uma saída e entrada apenas. Já maze se refere a um labirinto com diversas saídas, entradas, caminhos e pontos sem-saída. Ainda que seja pouca a diferença, em “Eu, Daniel Blake” se retoma um outro tipo de labirinto, ou tipo de perdição: um em que se encontra dentro apenas para não se libertar, mas permanecer num constante estado de desencontro. Tal universo que pode ser visto em tantos livros de Kafka, como “O Castelo” e “O Processo”.

O filme é dirigido por Ken Loach (À Procura de Eric) e protagonizado por Dave John (Dogtown), como Daniel Blake, e Hayley Squires (Uma Noite Real), como Katie.

A história narra Daniel Blake lidando com a burocracia de um seguro desemprego, depois de saber que seu coração não o deixa mais apto para trabalhar no momento. No meio do caminho, encontra Katie também lutando para sobreviver e entrar nas roldanas da burocracia inglesa.

O personagem é construído dentro desse drama do coração: como ser – minimamente – e ainda participar de um sistema sem rosto e coração? No fundo, o seu coração se gladia com esta questão. E não poder trabalhar, ter seu coração fraquejando é o seu despertar para tal emancipação, ainda que esta o leve para a completa miséria.

“Dê a César o que é de César”, a famosa frase de Cristo parece encontrar eco em Daniel Blake. Outras relações – mais subjetivas – com o Novo Testamento também podem ser encontradas. Ele se encontra tomando conta de uma família que não é sua por compaixão. Os adota de certa maneira. É carpinteiro, a mesma profissão de José, marido de Maria, mãe de Jesus. E há um refrão quanto ao símbolo do peixe. Isto é, ao milagre da multiplicação, da partilha, da empatia. Além do mais, de uma forma ou de outra, se encontra perdido em uma ordem a qual não se sente pertencido e, como um revolucionário sozinho, se propõe a lutar contra a “farsa monumental”.

15631484 10208229591234162 1948550833 o

A direção e fotografia se preocuparam muito com duas coisas: A lentidão. Em diversas partes, Daniel Blake se vê a esperar inutilmente, sem qualquer resposta apenas a perder tempo de vida na falta de comunicação entre médicos e o sistema trabalhista. De maneira que, passagens de cena fade in, fade out em certa medida são constantes. A dimensão pública. O protagonista sempre está em lugares públicos, com muitas pessoas, quase que disfarçado na massa. Em grande parte, o figurino banal ajuda nesta questão.

Apesar de um filme inglês, “Eu, Daniel Blake” é uma história muito brasileira com nossa cultura de filas, burocracias, carimbos e tempo de espera. Como sociedade, nos acomodamos ao labirinto e muitas vezes se rejeita o novo com medo de destruir a ordem que se conhece, ou em termos mais filosóficos: os costumes. No entanto, Daniel Blake vem como um revolucionário ordinário, um cidadão da revolta comum e sua vitória não pode ser uma guerra, a moral ou a própria vida, mas a ética de viver pela bondade, pelo sacrifício, mas acima de tudo, a dignidade humana. Tal é a sua necessidade – em tempos onde o maior escudo da imoralidade é: “Estou apenas fazendo o meu trabalho”.

Por Paulo Abe

Reader Rating3 Votes
8.9
8

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Cinema

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

af ebook a equacao do amor 01 e1489522789298
Anterior

Resenha: A equação do amor de Alan Miranda e Vinicius Almeida

bright cópia
Próximo

Bright: Filme Netflix com humanos, orcs e Will Smith

Próximo
bright cópia
17 de março de 2017

Bright: Filme Netflix com humanos, orcs e Will Smith

Anterior
17 de março de 2017

Resenha: A equação do amor de Alan Miranda e Vinicius Almeida

af ebook a equacao do amor 01 e1489522789298

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    XBOX CEO 2
    Xbox Mira 1 Bilhão de Jogadores por Dia, Diz Nova CEO da Divisão de Games
    Gabriel Fernandes
    As decepções da Copa do Mundo 2026
    Copa do Mundo 2026 | As 5 Grandes Decepções do Torneio
    Amanda Moura
    Remo treino 03
    Remo Intensifica Preparação para Retorno da Temporada, e Patrick Destaca Evolução da Equipe
    Gabriel Fernandes
    Riquelmy Fluminense
    Fluminense Empata com o Vasco no Brasileirão Sub-17 e Segue na Vice-Liderança
    Gabriel Fernandes
    Flamengo Leonardo Jardim 4
    Flamengo Deve Ter Mudanças Contra o Lausanne-Sport, e Leonardo Jardim Pede Reforços
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Sintonia Nando Entre Dois Mundos Netflix 1

    Nando Entre Dois Mundos | Sintonia Ganha Filme na Netflix e Nando Retorna em Nova Jornada Marcada pelas Consequências do Passado

    Jéssica Meireles
    7 de julho de 2026
    James gunn 3

    A “Vigarice” Deu Errado: Por Que a Fórmula de James Gunn Afundou Supergirl e Ativou o Alerta da DC?

    Luís Gustavo Dias
    7 de julho de 2026
    Robbie

    Reforços de Peso Se Juntam à Prequela de Onze Homens e um Segredo, que Já Conta com Margot Robbie e Wagner Moura

    Rodrigo Chinchio
    6 de julho de 2026
    Camp rock 3 série Disney 1

    Camp Rock 3 Revela Novos Pôsteres dos Jonas Brothers e Apresenta Elenco da Nova Geração

    Gabriel Fernandes
    6 de julho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx