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CríticaFilmes

Crítica (2): Eu, Daniel Blake

Convidado Especial
17 de março de 2017 3 Mins Read

Um filme kafkiano


15644379 10208229591194161 935834212 n“Eu, Daniel Blake” 
conta a história labiríntica na burocracia do Estado. Ou melhor, sem fim. Em inglês, labyrinth se refere a um labirinto que tem uma saída e entrada apenas. Já maze se refere a um labirinto com diversas saídas, entradas, caminhos e pontos sem-saída. Ainda que seja pouca a diferença, em “Eu, Daniel Blake” se retoma um outro tipo de labirinto, ou tipo de perdição: um em que se encontra dentro apenas para não se libertar, mas permanecer num constante estado de desencontro. Tal universo que pode ser visto em tantos livros de Kafka, como “O Castelo” e “O Processo”.

O filme é dirigido por Ken Loach (À Procura de Eric) e protagonizado por Dave John (Dogtown), como Daniel Blake, e Hayley Squires (Uma Noite Real), como Katie.

A história narra Daniel Blake lidando com a burocracia de um seguro desemprego, depois de saber que seu coração não o deixa mais apto para trabalhar no momento. No meio do caminho, encontra Katie também lutando para sobreviver e entrar nas roldanas da burocracia inglesa.

O personagem é construído dentro desse drama do coração: como ser – minimamente – e ainda participar de um sistema sem rosto e coração? No fundo, o seu coração se gladia com esta questão. E não poder trabalhar, ter seu coração fraquejando é o seu despertar para tal emancipação, ainda que esta o leve para a completa miséria.

“Dê a César o que é de César”, a famosa frase de Cristo parece encontrar eco em Daniel Blake. Outras relações – mais subjetivas – com o Novo Testamento também podem ser encontradas. Ele se encontra tomando conta de uma família que não é sua por compaixão. Os adota de certa maneira. É carpinteiro, a mesma profissão de José, marido de Maria, mãe de Jesus. E há um refrão quanto ao símbolo do peixe. Isto é, ao milagre da multiplicação, da partilha, da empatia. Além do mais, de uma forma ou de outra, se encontra perdido em uma ordem a qual não se sente pertencido e, como um revolucionário sozinho, se propõe a lutar contra a “farsa monumental”.

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A direção e fotografia se preocuparam muito com duas coisas: A lentidão. Em diversas partes, Daniel Blake se vê a esperar inutilmente, sem qualquer resposta apenas a perder tempo de vida na falta de comunicação entre médicos e o sistema trabalhista. De maneira que, passagens de cena fade in, fade out em certa medida são constantes. A dimensão pública. O protagonista sempre está em lugares públicos, com muitas pessoas, quase que disfarçado na massa. Em grande parte, o figurino banal ajuda nesta questão.

Apesar de um filme inglês, “Eu, Daniel Blake” é uma história muito brasileira com nossa cultura de filas, burocracias, carimbos e tempo de espera. Como sociedade, nos acomodamos ao labirinto e muitas vezes se rejeita o novo com medo de destruir a ordem que se conhece, ou em termos mais filosóficos: os costumes. No entanto, Daniel Blake vem como um revolucionário ordinário, um cidadão da revolta comum e sua vitória não pode ser uma guerra, a moral ou a própria vida, mas a ética de viver pela bondade, pelo sacrifício, mas acima de tudo, a dignidade humana. Tal é a sua necessidade – em tempos onde o maior escudo da imoralidade é: “Estou apenas fazendo o meu trabalho”.

Por Paulo Abe

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