Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Ad Astra – Rumo às Estrelas

Avatar de João de Queiroz
João de Queiroz
25 de setembro de 2019 4 Mins Read

 

Ad Astra poster

Ciência e religião caminham lado a lado em “Ad Astra – Rumo às Estrelas”. Ao longo do filme, não é incomum ver astronautas orando para santos padroeiros, destacando a importância de pensar em Deus como forma de resistir ao isolamento no espaço e às frustrações do trabalho científico ou, até mesmo, comparando seus estudos a uma obra divina. Assim, o diretor e co-roteirista James Gray parece dizer que, apesar de serem constantemente postas em oposição, ciência e religião são forças complementares e, em certos aspectos, bastante parecidas. Não é coincidência que, por muito tempo, os religiosos foram os maiores detentores de conhecimento ou que alguns dos grandes cientistas da História eram pessoas crentes. Afinal de contas, o ponto de partida do estudo científico não deixa de ser a crença na existência de algo cuja realidade é questionada (ou desconhecida) pelo status quo. Pensando assim, “as estrelas” do título podem ser compreendidas tanto de forma literal, como também metáfora ao éter.

Essa interpretação ajuda a entender a escolha de Gray e seu parceiro de escrita Ethan Gross em investir em uma narração à la Terrence Malick durante toda a peregrinação de Roy McBride (Brad Pitt) pelo Sistema Solar em busca de seu pai desaparecido. Assim como Malick intercala textos em off que se assemelham a diálogos entre personagens terrenos e um ser divino desconhecido com imagens que, em teoria, não combinam com o caráter filosófico-religioso dessas palavras (festivais de música, festas hollywoodianas, o Big Bang), Gray sobrepõe a narração de McBride ao retrato da colonização terráquea do espaço sideral. A banalização do “desconhecido” representada pela exploração capitalista na Lua – transformada em gigantesco shopping center e campo de batalha entre potências econômicas pela exploração de minérios – contrasta com as indagações do protagonista, calcadas nos mais antigos (e misteriosos) dilemas humanos.

Nem sempre essa estratégia funciona, eventualmente caindo na redundância, reiterando aquilo que a imagem já explicita, algo desnecessário se tratando de um realizador tão astuto visualmente como Gray. Entretanto, como um todo, a narração, mesmo que muito baseada em lugares-comuns, ajuda a compreender a visão de mundo de Roy e, consequentemente, as escolhas feitas pelo diretor de como abordar a interação do protagonista com aquilo que o cerca. Conhecido pela sua constante aprovação em avaliações psicológicas e pela capacidade de manter os batimentos cardíacos controlados até mesmo em situações de risco, a personagem de Pitt é quase uma pedra de gelo em forma de gente. Isso explica não só o seu sucesso profissional e o seu fracasso matrimonial, como também justifica a escolha de James Gray em manter “Ad Astra” como um filme distante. Isso é perceptível, principalmente, nas cenas de ação. Ao invés de carrega-las de tensão e momentos catárticos, o diretor investe numa sisudez coerente com o comportamento de Roy, lhes envolvendo numa aura de “outro dia no trabalho”, e não de “extraordinária aventura interestelar”. A emoção dá lugar a um racionalismo extremo, preocupado em seguir protocolos que garantam o controle da situação.

Ad Astra 3

Contudo, à medida que a possibilidade de reencontrar o pai se torna mais concreta, os limites entre razão e religião ficam cada vez mais difusos para Roy, desconstruindo toda a forma como ele encara sua vida. Clifford McBride (Tommy Lee Jones) é apresentado pela SPACECOM (uma espécie de NASA ficcional) como um herói, responsável pelo desbravamento de cantos até então desconhecidos do Sistema Solar e tão dedicado à ciência que sumiu em meio a uma missão exploratória em Netuno. Para Roy, porém, seu pai não somente é um visionário como também é o norte que rege todas as suas escolhas. Quando o protagonista diz que está “sempre de saída” ou que a periculosidade de seu trabalho exige manter-se distante dos outros, ele está apenas usando as mesmas justificativas que seu pai usava para afundar-se no trabalho e abandonar a família. Entretanto, a partir do momento em que as semelhanças com o pai tornam-se especialmente perigosas, Roy percebe que toda a sua racionalidade e controle emocional são apenas um “teatro” montado para disfarçar a idolatria cega que alimenta por um homem que mal conhece de verdade – não muito distante de um fanático religioso.

A afirmação de Clifford de que “somos uma raça em extinção” carrega mais de uma interpretação possível. De maneira mais ampla, pode-se entende-la como uma referência ao fim da humanidade devido à sua ganância e às consequências que esta acarreta não só sobre a Terra, mas também sobre os territórios conquistados pelos terráqueos em outros planetas e satélites. A afirmação também pode aludir ao aumento da descrença na ciência e da falta de vontade dos próprios cientistas em levar a cabo suas pesquisas se estas acarretam na deterioração de sua saúde física e mental. Por fim, a “raça em extinção” pode ser também homens como Clifford e Roy, que fechados em seus objetivos, representam uma ameaça àqueles à sua volta, mesmo que, inicialmente, suas intenções sejam nobres.

São discussões como essa, cujas ramificações podem ser percebidas no cotidiano, desde o obscurantismo político até o debate sobre a separação entre indivíduo e artista, que fazem de “Ad Astra – Rumo às Estrelas” uma obra interessante, mesmo que não inteiramente bem-sucedida. Talvez como forma de garantir o orçamento de blockbuster necessário para contar sua história, o filme encontra-se num curioso meio-termo entre drama existencial e espetáculo hollywoodiano, o que o impede de alcançar plenamente seus objetivos tanto de um lado quanto de outro. Mesmo assim, é inegavelmente gratificante ver que projetos como esse ainda consigam ser aprovados em um cinema comercial cada vez mais homogeneizado e monopolizado; o que por si só, já merece atenção.


Imagens e vídeo: Divulgação/Fox Film do Brasil

Reader Rating0 Votes
0
7

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Brad PittCinema

Compartilhar artigo

Avatar de João de Queiroz
Me siga Escrito por

João de Queiroz

Passava tardes de final de semana na locadora. Estudou Cinema. Agora escreve sobre filmes.

Outros Artigos

anitta duotone
Anterior

Rock in Rio 2019: Conheça um Pouco de Anitta

Foro Íntimo
Próximo

Crítica: Foro Íntimo

Próximo
Foro Íntimo
25 de setembro de 2019

Crítica: Foro Íntimo

Anterior
25 de setembro de 2019

Rock in Rio 2019: Conheça um Pouco de Anitta

anitta duotone

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Duo Twenty One Pilots vem fazer história no Rock in Rio 2026
    Twenty One Pilots no Rock in Rio 2026 | A História da Banda de Ohio Que conquistou o Mundo
    Amanda Moura
    Brasil Japão Copa 2026 IA 2 Copa do Mundo
    Copa do Mundo | Mata-mata Começa com Favoritos Sob Pressão e Brasil com Confronto Difícil
    Aron Ferreira
    Dia do orgulho livros lgbt vozes queer capas
    Dia do Orgulho LGBTQIA+: 29 Livros Queers para Ler e Prestigiar
    Ana Laura Moura
    GP Áustria 2026 George Russell
    Russell Domina no Red Bull Ring, Vence o GP da Áustria e Retoma a Vice-liderança da Fórmula 1
    Bruno Baptista
    Portugal Colômbia copa do mundo 2026 cristiano ronaldo
    Portugal Avança aos 16 avos Após Empate Com a Colômbia em Noite Discreta de Cristiano Ronaldo
    Bruno Baptista

    Posts Relacionados

    Taxi Driver

    Taxi Driver | A Obra-prima Perturbadora que Transformou Solidão em Pesadelo

    Luís Gustavo Dias
    27 de junho de 2026
    Moana Live Action

    Moana Live Action | 10 Curiosidades Sobre o Novo Filme da Disney

    Aimée Borges
    27 de junho de 2026
    Matt Damon A odisseia universal pictures 1

    A Odisseia | Diretor Christopher Nolan proíbe sessões antecipadas para influenciadores

    Roberto Rezende
    27 de junho de 2026
    Segredo Obscuro Shell Paris Filmes 2

    Segredo Obscuro | Quando a Beleza é um Segredo Que Vem de Dentro da Casca (Literalmente)!

    Junior Fernandez
    26 de junho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx