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CríticaFilmes

Crítica: Devoção

Rodrigo Chinchio
23 de outubro de 2018 3 Mins Read

Na vida selvagem, o macho protetor está sempre disposto a entrar em uma luta sangrenta para que sua fêmea não seja tomada por outro. O seu instinto diz que, caso perca o embate, mas se mantenha vivo, ainda assim será excluído do grupo por ser fraco. O ser humano desenvolveu consciência e construiu uma sociedade baseada em costumes e controlada por leis, porém, também possui um lado selvagem, que está à espreita, prestes a se libertar em situações de perigo, principalmente em casos que envolvem um homem que quer proteger sua mulher. Claro que, em muitas vezes, a mulher possui capacidade de se defender sozinha e nem quer que alguém intervenha por ela, no entanto, aqui, o conceito de macho alfa toma conta.

No filme alemão “Devoção” Julia e Franz estão apaixonados há pouco tempo. Ele é professor e ela está à procura de trabalho. Assim seguem uma vida tranquila e feliz em um confortável apartamento em Berlim. Tudo muda quando, depois de uma noite romântica em um bar, eles são abordados na rua por quatro delinquentes que cercam Julia, tocam em seu corpo e a ofendem diversas vezes. Franz se mantém imóvel e não esboça qualquer reação para defender a namorada e, depois do ocorrido, parece tentar esquecer-se de tudo e até sugere que a culpa pelo assedio é de Julia, já que foi ela que insistiu em sair de casa durante a “perigosa” noite Berlinense. Por ser mais velho, Franz tem uma visão de mundo diferente do de Julia, e isso agrava as suas contidas, mas constantes discussões.

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Os dois se distanciam e não conseguem mais se comunicar; o silêncio prepondera. A fotografia de cores frias ajuda a entender o momento que vive o casal, assim como os enquadramentos do diretor Pablo Kaes, que separam os corpos, sempre os mostrando em diferentes lados dos planos.  Mesmo quando estão abraçados, mantém os rostos tristes e virados para direções opostas. Quando se encaram, logo um deles abaixa a cabeça e se afasta. Julia começa a passar noites fora do apartamento e a encontrar as amigas para beber, Franz leva todo o nervosismo da situação de casa para a escola em que dá aula e desconta nos alunos. Os dois tratam a noite do assédio de maneira diferente: ela não queria que ele fosse um super-herói, só que se mostrasse mais incomodado com a situação e revelasse seus sentimentos, ele acha que é tido como um covarde por ela e por isso vê em seus devaneios violentos, onde encontra os assediadores e vinga a sua honra, a forma de reconciliação (como o animal selvagem citado no inicio do texto).

Seguindo um ritmo cadenciado e se aproximando do suspense, “Devoção” chega a ser tenso, como se algo muito grave fosse acontecer em sua conclusão. Dependendo do ponto de vista, esse algo acontece ou não. Só é preciso lembrar que, às vezes, uma palavra ou um gesto podem ser mais destrutivos que qualquer tipo de violência física. Se o dialogo não se impor, nunca haverá a certeza de que alguém não sairá machucado.

Essa crítica faz parte da cobertura da 42ª Mostra de Cinema de São Paulo

 

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Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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