Crítica: Grace and Frankie (1ª Temporada)

Lançada em 2015 pela Netflix, “Grace and Frankie” é um vício do primeiro ao décimo terceiro episódio da primeira temporada, que passam tão rápido quanto o tempo do episódio, em torno de vinte minutos cada um. A criação de Marta Kauffman (de “Friends”), aqui divide sua glória com Howard J. Morris e apresentam uma série de comédia diferente, com atores veteranos, piadas e uma bela lição de moral sobre a beleza da vida na terceira idade.

Na história, os maridos de Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin), Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston) respectivamente, anunciam após quarenta anos que são homossexuais e que vão se casar. A notícia surpreende também os filhos dos casais, Brianna (June Diane Raphael) e Mallory (Brooklyn Decker), que são as filhas de Grace e Robert e Coyote (Ethan Embry) e Bud (Baron Vaughn), os filhos de Frankie e Sol. Assim, as duas esposas vão morar juntas e seguem seus dias se adaptando a nova mudança.

A série é protagonizada por um elenco de peso e os veteranos, todos, possuem mais de setenta anos. Inicialmente a série foi feita para esse público, mas alcançou também os mais jovens que gostam de ver a maturidade passada pelos atores nas situações vividas pelos seus personagens. Um casamento de quarenta anos mudar de um dia pro outro cria diversas ramificações a serem exploradas pelo roteiro, que investe fortemente nas piadas sem perder o individualismo de seus personagens, que são bem diferentes entre si.

Grace é uma mulher séria, caracterização que se percebe desde seu figurino à brilhante atuação de Jane Fonda. É uma personagem discreta que não procura chamar atenção e que vive presa ao passado indiferente que viveu com o marido. É o oposto de Frankie, que é hippie e descontraída, e que tinha com Sol uma verdadeira amizade e construção familiar. A atuação de Lily Tomlin com Frankie é o que dá a parte de comédia da série e seu jeito livre de viver a vida antes e após o divórcio é uma extensa e bela mensagem para aqueles que assistem.

Martin Sheen e Sam Waterston não ficam atrás de Fonda e Tomlin e constroem bem os recém assumidos Robert e Sol. Os personagens também são bem diferentes entre si, muito pelos quarenta anos em seus antigos casamentos que refletiam em seus personalidades. O casal é cativante, é puro e passa aquela urgência de viver livremente um amor que há anos estava escondido. Contudo, Sol parece muito mais presente do que Robert, um ponto da atuação de Sheen que muitas vezes se basta apenas de poucas frases ditas por episódio.

Os filhos também merecem seu destaque e possuem histórias a serem exploradas, apesar do roteiro dos criadores ser bem direto ao ponto e não perder tempo com o passado dos personagens. Mesmo com histórias por trás dos recentes acontecimentos, os herdeiros é quem muitas vezes assumem o papel dos pais, apesar de serem bem diferentes entre si e uma mistura de seus progenitores. Adequando os mais velhos ao mundo moderno, são os filhos que mostram aos pais que não existe idade para se viver ao máximo.

Por fim, a série consegue equilibrar bem seus argumentos e adequar seus personagens a modernidade proposta na trama. Nessa primeira temporada, a adaptação da família a notícia é o foco, e o final abre margem para mais uma cadeia de situações a serem absorvidas pelos protagonistas. E, claro, como em toda boa série, a música de abertura não sai da cabeça. Confira o trailer da primeira temporada:

 

Crítica: Grace and Frankie (1ª Temporada)
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