Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Maria Madalena

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
13 de março de 2018 3 Mins Read

5445593.jpg r 1920 1080 f jpg q xUma das mais devotas seguidoras de Jesus, Maria Madalena aparece no cinema frequentemente reduzida à imagem de uma mulher adúltera. Filmes como “Jesus Cristo Superstar” (Jesus Christ Superstar, 1973), “A Última Tentação de Cristo” (The Last Temptation of Christ, 1988) e “A Paixão de Cristo” (The Passion of the Christ, 2004) figuram entre os mais famosos exemplos dessa representação.

A confusão teve início em 591 d. C. Durante uma de suas homilias, o papa Gregório Magno associou Madalena a outra personagem do Evangelho de Lucas, uma prostituta. No contexto de seu discurso, o cristianismo tentava decidir se mulheres poderiam ou não receber a ordem sacerdotal. A vinculação da discípula a práticas condenadas pela Igreja e a consequente negação de seu papel como apóstola atendiam, portanto, a objetivos estratégicos. Apesar da condição de santa estabelecida no século XIX, a imagem anterior de uma libertina convertida povoa até hoje o imaginário popular.

Diante desse equívoco milenar, “Maria Madalena” (Mary Magdalene, 2018), novo longa-metragem da Universal Pictures, propõe-se à difícil missão de reconstruir uma figura histórica. O filme apresenta, dessa forma, a jovem Maria (Rooney Mara), nascida em Magdala, como a mais lúcida dentre os seguidores de Jesus de Nazaré (Joaquin Phoenix). Sua fé inabalável e sua caridade irrestrita servem de ensinamento até mesmo para Pedro (Chiwetel Ejiofor) e os demais apóstolos, movidos quase exclusivamente pela esperança de uma recompensa divina.

A importante iniciativa revisionista, contudo, perde sua potência nas mãos de Helen Edmundson (estreante no cinema) e de Philippa Goslett (Poucas Cinzas: Salvador Dalí, How to Talk to Girls at Parties). Ao abusarem de diálogos autoexplicativos e de cartelas e letreiros desnecessários, as roteiristas britânicas aproximam-se das narrativas televisivas e reservam, assim, pouco espaço para uma linguagem propriamente cinematográfica. O didatismo, característica maior de seu texto, manifesta-se, entretanto, com ainda maior intensidade no tratamento sonoro do longa-metragem.

src 1516697144mariya magdalina

Assinada pelo recentemente falecido Jóhann Jóhannsson (Sicario: Terra de Ninguém, A Teoria de Tudo, Os Suspeitos, A Chegada) e pela também islandesa Hildur Guðnadóttir (Strong Island), a trilha musical ininterrupta tenta constantemente guiar as emoções dos espectadores e imprimir uma certa grandiosidade aos eventos retratados. A pretensa imponência desse recurso contrasta-se com a modesta direção de Garth Davis.

Capaz de transitar entre o sentimentalismo kitsch de “Lion: Uma Jornada Para Casa” (Lion, 2016) e a beleza sutil de “Top of the Lake” (2013), o cineasta australiano opta por uma contida abordagem, traduzida em atuações genéricas e em um visual de tons pastéis. As performances de Mara e Phoenix permanecem, desse modo, na zona de conforto dos atores, ao passo que a fotografia de Greig Fraser (Lion: Uma Jornada para Casa, Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Rogue One: Uma História Star Wars, A Hora Mais Escura) e o figurino de Jacqueline Durran (Anna Karenina, Desejo e Reparação, A Bela e a Fera, Orgulho & Preconceito) transmitem a aridez do deserto com paletas dessaturadas.

Em seu anseio por resgatar a verdadeira trajetória de sua protagonista e livrá-la de preconceitos e machismos históricos, “Maria Madalena” consiste, por fim, em uma produção repleta de boas intenções. O elogio, porém, não se repete em relação ao superficial resultado. Ainda que constitua um acerto a ênfase na não conformidade entre a personagem e o papel social esperado das mulheres de seu tempo, chama atenção a falta de repertório dos realizadores. Como consequência desse vazio criativo, qualquer tentativa de discurso metafórico fica perdida em meio a um universo óbvio e linear. Passadas, então, suas duas longas e enfadonhas horas, pouco resta no filme além do interessante tema, preguiçosamente enunciado por cartelas explicativas.

* O filme estreia dia 15, quinta-feira.

 

Reader Rating0 Votes
0
4

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

JesusJoaquin Phoenixmachismoreligiao

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

em pedacos filme em cartaz
Anterior

Crítica (2): Em Pedaços

ANIMAIS
Próximo

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald saiu o primeiro trailer

Próximo
ANIMAIS
13 de março de 2018

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald saiu o primeiro trailer

Anterior
12 de março de 2018

Crítica (2): Em Pedaços

em pedacos filme em cartaz

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Flamengo X Cusco
    Flamengo x Cusco | Rubro-Negro Supera Vaias, Goleia e Mira Melhor Campanha da Libertadores
    Gabriel Fernandes
    Experimental Rap
    JPEGMAFIA Mantém Seu Rap Experimental em Novo Álbum Experimental Rap
    Enzo Lang
    Marvel Noir
    Marvel Noir Explicado | Guia Definitivo do Universo Sombrio da Marvel
    Luís Gustavo Dias
    Gabriel Ganley fisiculturista brasileiro e influenciador fitness
    Conheça Gabriel Ganley | A Promessa Que Não Pôde Se Cumprir
    Aron Ferreira
    Andrés Sanchez do Corinthians
    Andrés Sanchez é Expulso do Corinthians Após Decisão Histórica do Conselho Deliberativo
    Rodrigo Lanza

    Posts Relacionados

    A Revolução dos Bichos

    A Revolução dos Bichos Moderniza Clássico de Orwell e Aposta em Nova Geração de Espectadores

    Gabriel Fernandes
    26 de maio de 2026
    documentário Buenos Aires

    Buenos Aires acerta na sensibilidade, mas evita mergulhos profundos

    Ithalo Alves
    26 de maio de 2026
    O Mandaloriano e Grogu

    Star Wars | O Mandaloriano e Grogu Abraça a Nostalgia e Apresenta uma Inovação Impecável

    Junior Fernandez
    25 de maio de 2026
    Esta imagem é do filme Supergirl: Mulher do Amanhã, que tem estreia prevista para junho de 2026. A atriz Milly Alcock interpreta Kara Zor-El, a Supergirl. Ao lado dela está o cãozinho Krypto.

    Supergirl Revela Novas Imagens Inéditas e Destaca Visual da Heroína em Meio ao Caos de Uma Guerra Galáctica

    Gabriel Fernandes
    23 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx