Não há dúvidas que a comédia é o gênero brasileiro que mais movimenta o público e tem um apelo popular enorme. Não por acaso são os filmes mais populares entre as produções brasileiras, o que é o caso desse aqui também.

Hermínia é hoje apresentadora de um programa pra família, com três filhos, desbocada, com um ex que volta e meia aparece e que não larga do pé. O único filho que parece estar encaminhado é o mais velho, os outros dois só passam a vida sobrevivendo ás custas da mãe.

Ela também tem que lidar com a tia que está envelhecendo e com duas irmãs que são tão ou mais loucas que ela. No meio dessa bagunça, Hermínia tem que organizar sua vida, as vizinhas, o síndico chato do condomínio, a empregada, tudo sempre sobra pra essa mãe nada normal cuidar.

Ok, vou falar que a parte mais difícil do texto foi essa: falar do enredo do filme. Minha Mãe é Uma Peça funcionaria mais como sitcom, não como filme. Ele simplesmente não tem história que se explique. Você ri do que vê, mas se for pra contar do longa, não saberá o que falar sobre ele.

Não tem roteiro, só um amontoado de piadas, que às vezes funciona e às vezes não – mais nada. É como se tivessem juntado um monte de esquetes da TV e feito o filme. Chegou uma hora que eu nem sabia se uma personagem continuava em cena ou se já havia saído e eu perdi sua despedida, só para muitos minutos depois ela aparecer novamente.

Paulo Gustavo é engraçado e sua sátira cria empatia. Se a gente não tem uma mãe assim, conhece uma que é. O humorista se sente a vontade no papel e o texto segue seu inegável talento para piadas. Alexandra Richter e Patrycia Travassos como as tresloucadas irmãs de Hermínia são ótimas e ambas têm um tino para a comédia maravilhoso. Rodrigo Pandolfo e Mariana Xavier também estão muito bem como irmãos e os filhos flopados de Hermínia. De quebra ainda temos as participações pequenas, porém estrelares de Suely Franco, Herson Capri e Samantha Schmütz.

A fotografia segue o que já estamos acostumados de ver na programação da Multishow: os enquadramentos são parecidos, os filtros também, até mesmo algumas movimentações são as mesmas dos quadros de lá. Bem como a trilha sonora, que em sua maior parte é bem brazuca e causa certo reconhecimento.

O diretor César Rodrigues usou de sua experiência nos quadros que já trabalha nos vários seriados cômicos para fazer esse filme, deixando sempre Paulo Gustavo brilhar.

Minha Mãe É Uma Peça estreia dia 22 de dezembro em todo Brasil.


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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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2 thoughts on “Crítica: Minha Mãe É Uma Peça 2

  1. Oi Gente, estou fazendo uma visitinha por aqui.
    Gostei bastante do site, vou ver se acompanho toda semana suas postagens
    Gosto muito desse tipo de conteúdo um Abraço 🙂

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