Crítica: O Protetor 2

Denzel Washington sempre foi sinônimo de qualidade, pois já venceu o Oscar de ator coadjuvante pelo ótimo “Tempo de Glória” e de Melhor Ator pelo excelente “Dia de Treinamento”. É incrível a presença e seu carisma em cena. Denzel é o tipo de ator que não decepciona, independente do filme, já que consegue conquistar o público.

Em 2014, ele lançou o filme “O Protetor”, uma produção tensa, com ótimas cenas de ação e com personagens bem desenvolvidos. Destaca-se que o ator nasceu para fazer esse tipo de personagem e agora com um bom roteiro e uma direção correta, “O Protetor 2” surpreende ainda mais o espectador. O longa foi dirigido por Antoine Fuqua que já trabalhou outras duas vezes com o próprio Denzel (“Dia de Treinamento” e “Sete Homens e um Destino”). Fuqua trouxe uma direção segura e correta, características claras de um bom diretor.

“O Protetor 2” vem quatro anos depois do lançamento do primeiro filme, na história Robert McCall (Denzel Washigton) trabalha como motorista particular, sempre ajudando as pessoas. Mas precisa voltar à ativa quando algo trágico acontece com uma pessoa próxima a ele. Nessa continuação, temos a volta dos personagens de Melissa Leo e Bill Puman, faltou uma participação de Chloë Grace Moretz, pois seria ótimo ver sua personagem em cena. Além  desses, temos a presença de novos personagens interpretados por Pedro Pascal e Ashton Sanders.

Vale salientar, nessa continuação, o peso dramático que o filme ganha. É dado um grande destaque à relação de McCall (Dezen Washigton) e Milles (Ashton Sanders), e podemos dizer que a química entre os dois é incrível. Ashton Sanders é um ator que teve uma excelente atuação no maravilhoso “Moonlight”, aqui ele também tem uma atuação de destaque e suas cenas com Denzel são tensas e emocionantes, sendo um dos pontos positivos do filme. O público pode reclamar que é dada muita ênfase a esses dois, mas tudo o que acontece é necessário e importante para o mesmo.

O grande problema da trama é o fato de ser mais dramático e sentimental do que normalmente um filme de ação é. Dessa forma, percebe-se que demora um pouco para a história engrenar. O começo é promissor, com uma cena de ação espetacular e uma tomada que mostra em câmera lenta toda a ação do personagem, deixando tudo ainda mais interessante. Entretanto, após isso, o filme entra em marcha lenta, tem ótimas cenas dramáticas e diálogos bem escritos, mas se o público está procurando algo com muita ação e violência pode se decepcionar. Outro problema é ele ser previsível, a história não traz novidades ou surpresas ao longo do filme, o vilão é fraco e sem o aprofundamento necessário.

O grande destaque é o final, as cenas de ação são muito bem realizadas, e Antoine Fuqua se supera ainda mais com um terceiro ato sensacional, nos fazendo recordar dos antigos filmes de faroeste, do mocinho contra vários vilões, e que em nenhum momento se torna confuso. Sem falar da incrível fotografia, que não abusa de cenas escuras para criar mistério, e das notável trabalho realizado com a coreografia.

O filme chega aos cinemas no dia 16 de agosto.


Por Eduardo Chaves

Crítica: O Protetor 2
7.5Pontuação geral
Votação do leitor 0 Votos
0.0