A política nos bastidores do cinema

O filme conta a história real do roteirista Dalton Trumbo, que foi preso após ter se recusado a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas, montada em 1947, que investigava a suposta infiltração de comunistas na indústria do cinema. Depois de sair da prisão precisou enfrentar outra batalha: a de se manter no mercado, pois sofreu boicote do governo, que proibia os estúdios de contratar qualquer um dos membros dos “10 de Hollywood” (os dez profissionais da indústria citados na lista negra do comitê, entre eles, Dalton Trumbo). Com isso, Trumbo escreveu vários sucessos sem poder assumir os créditos na época.

Um filme sobre roteiristas não poderia ter um roteiro ruim e este, felizmente, não deixa nem um pouco a desejar. Um trabalho belíssimo que é reforçado por um elenco de peso, a começar pelo protagonista, que a maioria deve conhecer como Walter White. Sim, Dalton Trumbo é interpretado por Bryan Cranston astro da série Breaking Bad, e continua a apresentar um trabalho impecável. Já Helen Mirren, maravilhosa como sempre, vive Hedda Hopper, atriz e colunista de fofoca, alguém que o público vai amar odiar, ou adiar amar, não sei, é uma confusão de sentimentos que só alguém com a genialidade de Helen Mirren pode provocar. Todo o elenco é fantástico, não tem ninguém que não mereça aplausos. Todo esse talento reunido é enriquecido com um conjunto de cenografia, maquiagem e figurino perfeitos.

Uma das coisas mais legais do longa, é que são inseridas algumas cenas de filmes clássicos da filmografia de Trumbo, além de transmissões do julgamento e das entrevistas, etc. Estas não foram as originais, mas sim, representadas de forma genial, mostradas em preto e branco, dando a sensação de realmente estar assistindo a televisão daquela época.

“Trumbo: Lista Negra”, promete agradar bastante, seja você um amante de cinema, um aficionado por política ou os dois.


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Gleicy Favacho

Gleicy Favacho é uma maquiadora com alma de artista. Quando pequena sonhava em descobrir um mundo fantástico através do armário muito antes de se ouvir falar em Nárnia. Essa imaginação a levou a seguir uma profissão onde ela pudesse participar da construção de vários mundos e histórias diferentes, sendo apaixonada por cinema, teatro e outras artes. Claro que, sendo adulta, já mantém um pouco mais os pés no chão, mas sempre olha dentro de um armário ou outro, afinal, vai que… né?

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