Única edição do Rock in Rio em solo americano reuniu nomes de peso do rock e do pop
Em 2015, Rock in Rio chegou às terras do Tio Sam para mostrar como se faz um festival do jeito brasileiro. A Cidade do Rock se estabeleceu no hemisfério norte, pela primeira e única vez, na capital mundial do entretenimento: Las Vegas. Foi um movimento audacioso da família Medina, a exemplo de 1985. O evento ocupou uma área de 16 hectares chamada de Las Vegas Festival Grounds, na badalada Las Vegas Strip. Sem grandes inovações, a organização investiu na fórmula consolidada ao redor do mundo, com um line-up de peso e opções de entretenimento fora dos palcos. Relembre os principais fatos do Rock in Rio USA:
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A Estrutura e o “Brazilian Way”
A edição americana do festival seguiu à risca a fórmula que o consagrou: 3 palcos grandiosos, roda-gigante, e tradicional tirolesa de 19 metros de altura, que costuma conquistar o público e os artistas. A icônica Rock Street, também aconteceu e foi fundamental para a celebração dos 30 anos da marca, e se dividiu em três ruas temáticas representando Brasil, EUA e Reino Unido, onde artistas de rua e lojinhas reproduziam as culturas de cada local.

O evento foi dividido em dois fins de semana, com o primeiro mais dedicado ao rock (8 e 9 de maio) e o segundo ao pop (15 e 16 de maio). Todos os dias do evento contaram ainda com o Palco EDM, dedicado à música eletrônica.
Primeiro round: o peso do rock

A abertura, no dia 8 de maio, contou com o No Doubt como headliner, marcando o retorno da banda de Gwen Stefani aos grandes palcos. O segundo dia foi dominado pelo metal e rock alternativo, com apresentações memoráveis do Metallica, Linkin Park e Rise Against. Esse line-up de peso levou os fãs a especular se a organização manteria o mesmo nível na edição brasileira que aconteceria alguns meses mais tarde. O Palco Evolution também recebeu nomes de peso, como Deftones e uma emocionante colaboração entre a banda de metal brasileira Sepultura e o mago da guitarra Steve Vai.
Segundo round: a apoteose pop e o tombo de Ivete
O segundo fim de semana trouxe o brilho das maiores estrelas do mundo. Taylor Swift encerrou a sexta-feira (15) com uma superprodução impecável e carisma, combinação que viraria sua marca registrada anos depois. Antes dela, Ed Sheeran também apostou na simplicidade que encanta seu público, ao dominar o palco principal sozinho, acompanhado apenas de seu violão.

Mas o Brasil não decepciona nunca e é claro que um dos momentos mais comentados na época foi o show de Ivete Sangalo. Única brasileira no palco principal, Ivete teve uma queda logo na introdução de “Tempo de Alegria“. Com o seu característico bom humor, ela se levantou rapidamente, brincou com a situação em português e seguiu com um show que misturou axé, pop e covers de Stevie Wonder para uma plateia em sua maioria de brasileiros e alguns americanos curiosos.
O encerramento oficial do festival, no dia 16, ficou por conta de Bruno Mars. O cantor foi aclamado por sua apresentação magnética, entregando um desfile de hits como “Uptown Funk” e “Treasure“, que manteve o público engajado durante toda a apresentação. Outros destaques da noite de encerramento, incluem a apresentação cheia de soul de John Legend e o visual teatral da dupla australiana Empire of the Sun.
Saldo Financeiro e o Legado
Apesar do evento ter acontecido sem qualquer problema, com grandes apresentações nos palcos e da presença de cerca de 172 mil pessoas nos quatro dias, parte da crítica considerou o festival certinho e previsível demais. Na época, veículos noticiaram que o festival registrou prejuízo financeiro, talvez em função dos preços de alimentação e bebidas um pouco acima da média, mesmo para os padrões americanos.
Mesmo com os organizadores considerando o resultado financeiro dentro do esperado para uma estreia no mercado norte-americano, as duas edições previstas para 2017 e 2019 nunca aconteceram, a exemplo da Espanha. De lá pra cá, apenas Rio de Janeiro e Lisboa seguem recebendo o Rock in Rio em anos alternados.
Imagem Destacada: Divulgação/Rock in Rio


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