Seis astronautas explorando o espaço, tentando encontrar algo que comprove que existe vida em outro lugar além da Terra, um “belo” dia descobrem um ser unicelular que é acordado em uma determinada condição em sua estação espacial. Tudo vira “festa” com a novidade e é celebrado mundialmente, só que, surpreendentemente, o serzinho aparentemente “amigável” desenvolve habilidades inimagináveis. Essa é a sinopse do filme que estreou na última quinta feira nos cinemas, “Vida”.

Há muitos anos nos perguntamos se existe vida fora daqui e esses questionamentos surgem diretamente nos diversos filmes lançados sobre aliens, extraterrestres, enfim, como queiram chamar. Desde 1902, ano em que foi lançada a primeira produção audiovisual abordando o assunto, que vemos nas telonas esses seres surgirem de formas diferentes. O filme, “Viagem à Lua”, de Georges Méliès com assistência do irmão Gaston Méliès, foi extremamente popular, principalmente, por ser novidade para a época e até hoje é estudado e comentado não apenas por cineastas, mas,também, por amantes da 7ª arte. Provavelmente, foi também o primeiro filme de ficção científica que tivemos com animações e efeitos especiais. Além disso, ficou conhecido no mundo todo por sua cena espetacular do pouso no olho da lua.

A ideia de que existem seres além da Terra vai sempre estar em nossas mentes até que seja comprovado. Mas será que a curiosidade valerá a pena? O que essa grande descoberta mudará em nossas vidas, afinal, nós somos curiosos a ponto de trazer esses aliens para serem estudados aqui, ou você duvida disso? Será que iremos medir as consequências? E, se de fato, eles não forem seres “legais”? Quais são suas necessidades e o que eles poderão nos acrescentar? Essas são algumas perguntas que o filme “Vida” nos deixa ao terminar.

A vontade sempre foi tão grande que a necessidade por respostas gerou a famosa “Corrida Espacial” que fez com que o primeiro homem fosse ao espaço na segunda metade do século XX. Essa concorrência entre Estados Unidos e Rússia pela supremacia na exploração a tecnologia espacial foi positiva para novos avanços e abriu portas para competições que, além desses dois países, hoje temos a China em busca dessa evolução. No filme “Vida” isso é retratado de forma que as três potências estão unidas, sendo elas responsáveis pela estação espacial onde esses seis astronautas “moram”.

“Vida” surge como mais um dos representantes do “gênero alienígena”, abordando um assunto que não é novidade para ninguém mas que sempre vai despertar a curiosidade do espectador. Além dele, no mês de maio teremos o tão esperado “Alien: Covenant” que traz o retorno do sucesso da franquia “Alien”, de 1979, dirigido por Ridley Scott. O que nos abre uma pergunta: Por que lançar um filme que aborda o mesmo assunto semanas antes? Seria medo da competição caso fosse para os cinemas depois? Difícil falar sem ainda ter visto “Alien: Covenant” não é verdade?!

Além dele, tivemos outras produções no ano passado como “A Chegada”, que aborda o assunto com um outro olhar, e o famoso “Independence Day: O Ressurgimento”, que possui a mesma “pegada” do primeiro lançado em 1996, outra vez sem muitas novidades além da perseguição a nave alienígena.

Diferente dos citados acima, em “Vida”, podemos acompanhar o crescimento de uma criatura diferente no espaço, criar empatia, chegar a dizer que é “fofinha” e depois desenvolver um “ódio” mortal por ela. Então, existe uma história produzida através do nascimento dela. E o melhor, ela não vêm até nós, como quase sempre é mostrado, os seres humanos é que vão atrás dela, por ter aquela necessidade, citada acima, de respostas. Mas também, é algo que nos faz lembrar um pouco de “Alien”.

Com uma produção muito bem feita, atuações simples mas competentes, “Vida” está nos cinemas de todo Brasil para despertar antigas e novas curiosidades. Vale a pena conferir!