Entre memória afetiva, emoção no cinema e descoberta, fãs contam como Michael aproximou novas gerações do Rei do Pop.
Entre emoção, memória afetiva e descoberta, fãs revelam como o filme “Michael” reacendeu discussões sobre a obra de Michael Jackson e aproximou uma nova geração do artista. Com depoimentos de fãs, fã-clubes e artistas que mantêm viva a memória do Rei do Pop, esta reportagem mostra como a produção ultrapassou as telas e se transformou em uma experiência emocional coletiva.
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“Ela cresceu ouvindo que Michael Jackson era um monstro – hoje, se emociona ao ouvir suas músicas” | A história de Isabela e a força do legado do Rei do Pop
Entre os relatos reunidos para esta reportagem, uma das histórias que mais chama atenção é a compartilhada por Thays Lima sobre sua amiga Isabela. Amigas há mais de 13 anos, as duas cresceram próximas, frequentando a casa uma da outra desde a infância. Mas, apesar da convivência com uma fã de Michael Jackson, Isabela nunca demonstrou interesse pelo artista.
Segundo Thays, a amiga conhecia apenas alguns videoclipes mais populares do cantor, principalmente “Thriller”, exibido frequentemente na MTV durante a infância das duas. Fora isso, Michael Jackson sempre esteve distante de sua realidade, especialmente pelas opiniões negativas que ouviu dentro da própria família. “Ela cresceu ouvindo que o Michael era uma pessoa ruim”, relata Thays.
As polêmicas envolvendo o artista acabaram influenciando diretamente a forma como Isabela enxergava sua imagem, fazendo com que ela evitasse conhecer mais profundamente sua história, carreira ou trajetória artística.
As lembranças da infância ainda permanecem vivas para Thays. Ela recorda que costumava ouvir músicas do álbum “Bad” em um pequeno MP3 que ganhou da mãe quando tinha cerca de nove anos. No entanto, sempre que Isabela percebia que as músicas de Michael Jackson estavam tocando, a reação era imediata.
“Ela desligava e dizia para eu não ouvir aquilo”, conta.
Thays Lima
Segundo Thays, a amiga demonstrava medo e desconforto sempre que o nome do artista surgia em conversas ou músicas. A visão construída durante a infância havia feito com que, para ela, Michael Jackson fosse associado apenas às acusações e polêmicas divulgadas pela mídia na época.
Em 2009, com a morte de Michael Jackson, a relação das duas amigas com o artista ficou ainda mais evidente. Enquanto Thays enfrentava o luto pela perda do cantor, Isabela não conseguia compreender a dimensão daquela dor.
“Ela perguntava por que eu estava chorando por alguém que, na visão dela, era uma pessoa ruim”, relembra Thays.

O distanciamento entre as duas se intensificou algum tempo depois, quando o SBT exibiu uma homenagem ao artista com a transmissão de “Moonwalker”. Na mesma noite, acontecia uma festa infantil na casa de Thays, mas ela preferiu passar horas em frente à televisão para assistir ao filme.
“Ela ficou muito chateada porque eu escolhi assistir ao Michael em vez de participar da festa com ela”, conta.
Os anos passaram, e a amizade das duas também atravessou mudanças importantes. Em 2015, após a morte do pai de Isabela, Thays decidiu apresentar à amiga um outro lado de Michael Jackson – distante das imagens negativas que ela havia ouvido durante toda a infância.
Aos poucos, mostrou álbuns, entrevistas, fotografias e histórias sobre a trajetória do cantor. “Eu queria que ela conhecesse quem era o Michael além da imagem que tinham criado para ela”, explica.
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Apesar da resistência inicial, Isabela começou lentamente a ouvir as músicas e conhecer mais sobre a vida do artista. Ainda não existia uma conexão emocional forte, mas aquele primeiro contato já começava a abrir espaço para uma nova percepção.
A aproximação mais profunda de Isabela com a trajetória de Michael Jackson aconteceu alguns anos depois, durante um trabalho da faculdade. Segundo Thays, a amiga precisava desenvolver uma pesquisa sobre um artista de grande relevância cultural, mas ainda não sabia qual nome escolher.
“Eu falei que ninguém tinha uma história tão grandiosa quanto o Michael”, relembra.
Foi então que Thays começou a apresentar à amiga entrevistas, apresentações, fotografias e momentos marcantes da carreira do cantor. Aos poucos, Isabela passou a enxergar uma imagem completamente diferente daquela construída durante sua infância.
“Ela ficou paralisada ouvindo as histórias”, conta.
O impacto aumentou quando Isabela assistiu a entrevistas antigas concedidas por Michael Jackson e conheceu detalhes sobre sua história pessoal e artística. Segundo Thays, aquele foi o momento em que a amiga começou a perceber o artista além das polêmicas e manchetes que marcaram sua visão durante anos.
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A mudança definitiva, no entanto, aconteceu com a experiência no cinema durante a exibição de “Michael”.
Mesmo sem se considerar fã naquele momento, Isabela aceitou assistir ao longa ao lado da amiga. E foi justamente dentro da sala de cinema, cercada por fãs cantando, emocionados e vestidos com referências ao artista, que ela finalmente compreendeu a dimensão do impacto cultural deixado por Michael Jackson.
“Ela conseguiu sentir a energia das pessoas”, relata Thays.
Durante cenas emocionantes do filme, principalmente nos momentos que retratam a dor física e emocional vivida pelo cantor após o acidente durante a gravação de um comercial da Pepsi.
“Ela começou a chorar junto”, lembra.
Thays Lima
Ao final da sessão, a transformação já parecia evidente. Segundo Thays, a amiga saiu do cinema emocionada, cantando músicas do artista e observando com outros olhos o carinho demonstrado pelos fãs presentes na sala.
“Ela disse que finalmente entendeu por que as pessoas amam tanto o Michael”, conta.
Hoje, de acordo com Thays, Isabela vive uma relação completamente diferente com a obra do artista. “Ela se emociona quando vê fotos, roupas ou escuta qualquer música dele”, afirma.
A antiga resistência deu lugar à admiração profunda. Isabela passou a revisitar filmes antigos como “Moonwalker”, se encantar com os videoclipes e enxergar nas produções de Michael Jackson muito mais do que entretenimento. “Ela fala sobre como era bonito ver o Michael protegendo crianças nos clipes e filmes. Ela percebeu que ele queria transmitir amor, fantasia e esperança”, relata Thays.
Para a amiga, a experiência de acompanhar a transformação de Isabela também foi emocional. Mais do que descobrir um artista, ela acredita que a amiga passou a compreender a sensibilidade, a dor e a humanidade presentes na trajetória de Michael Jackson.
“Hoje ela entende o quanto ele foi especial para o mundo”, conclui.

“A Michael Mania renascendo” | Gabriel Reis fala sobre emoção, legado e a conexão de novas gerações com Michael Jackson
Nas redes sociais, um dos vídeos que ganhou atenção entre fãs de Michael Jackson foi o do criador de conteúdo Gabriel Reis, que se emocionou ao assistir ao filme “Michael”. Conhecido por compartilhar vídeos descontraídos sobre música e por manter vivo o legado do artista por meio de conteúdos dedicados à sua obra, Gabriel viralizou ao demonstrar a emoção que sentiu durante a experiência no cinema.
Para ele, acompanhar esse novo momento vivido pelos fãs do Rei do Pop tem sido algo especial.
“Pra mim, viver esse momento com o filme do Michael Jackson está sendo algo muito especial e até emocionante. Porque eu sempre fui aquele fã que defendia, estudava e consumia o trabalho dele mesmo quando muita gente já não falava tanto sobre o legado artístico dele”, afirma.
Segundo Gabriel, o lançamento do longa também trouxe de volta uma movimentação que lembra a chamada “Michael Mania”, aproximando novas gerações da música, dos videoclipes e da trajetória do artista.
“Ver agora uma nova geração descobrindo as músicas, os clipes, o estilo, a genialidade e toda a energia que ele transmitia é como ver a Michael Mania renascendo diante dos nossos olhos.”
Mais do que um cantor, Gabriel acredita que Michael Jackson representa autenticidade, excelência artística e conexão emocional com o público. “Você escuta uma música dele e automaticamente entra em outra vibe. É impossível falar de música, performance e impacto cultural sem citar o nome dele.”
Para o criador de conteúdo, um dos aspectos mais marcantes desse novo momento é perceber que o legado do artista continua alcançando pessoas de maneira natural.
“As pessoas simplesmente redescobrem o Michael e entendem por conta própria o tamanho da genialidade dele. Isso mostra que artistas assim não envelhecem. O impacto atravessa gerações.”
Gabriel Reis
Gabriel também afirma que, como fã e criador de conteúdo, sente que compartilhar vídeos sobre Michael Jackson se tornou uma forma de manter viva a conexão emocional que muitos fãs possuem com o artista.
“Poder transmitir essa energia para outras pessoas através dos meus vídeos é algo muito especial pra mim.”
“Parecia que eu perdia um ente querido” | A fã Faby Oliveira relembra sua conexão com Michael Jackson
Entre as histórias reunidas para esta reportagem, a história da fã Faby Oliveira também traduz o impacto emocional que Michael Jackson continua causando em diferentes gerações. A conexão da fã com o artista começou ainda na infância, dentro de casa, através da música.
Criada em uma família humilde, Faby relembra que as tardes eram embaladas pelos discos colocados pelas irmãs mais velhas. Entre diferentes artistas, Michael Jackson sempre ocupava um espaço especial.
“Ouvíamos desde ‘Ben’ até ‘Bad’. O som do Michael fazia parte da nossa casa”, conta.
A influência musical também vinha da mãe, radialista de formação, e do tio Barbosa, apaixonado por música e responsável por apresentar novos sucessos através de fitas e VHS que levava para a família.
As memórias envolvendo os videoclipes do cantor permanecem vivas até hoje.
“Quando começava ‘Thriller’, eu ficava assustada e encantada ao mesmo tempo. Achava aquele artista brilhante”, relembra.
Faby Oliveira
Com o passar dos anos, o carinho pelo artista permaneceu presente mesmo diante das responsabilidades da vida adulta. Em 2009, quando Michael Jackson anunciou a turnê “This Is It”, Faby viveu um dos momentos mais marcantes como fã.
“Fiquei eufórica. No fundo, tinha esperança de que ele viesse ao Brasil e eu pudesse assistir, nem que fosse de longe.”

Mesmo em meio às polêmicas e acusações que marcaram parte da trajetória do cantor, ela afirma que nunca deixou de acreditar na inocência do artista.
“Eu sabia que aquele ‘monstro’ que a mídia pregava não era o Michael que eu admirava.”
A morte do cantor, em junho de 2009, transformou completamente sua relação com o legado do Rei do Pop.
“Quando anunciaram a morte dele no Jornal Nacional, meu mundo desabou. Eu fiquei incrédula.”
Segundo Faby, o impacto emocional foi tão intenso que ela não conseguiu ir à escola e passou dias ouvindo músicas do artista enquanto tentava entender a perda. “Parecia que eu estava perdendo um ente querido.”
A partir daquele momento, ela começou a construir um acervo pessoal com revistas, CDs e DVDs relacionados ao cantor como uma forma de manter viva a memória de Michael Jackson.
Hoje, anos depois, Faby continua participando de eventos relacionados ao artista e acompanhando homenagens dedicadas ao Rei do Pop.
“É uma forma de manter o legado vivo dentro de mim”, afirma.

“Chorei do início ao fim” | Laura Laryssa fala sobre emoção e conexão com Michael Jackson
Para a fã Laura Laryssa, a conexão com Michael Jackson começou ainda na infância, influenciada pela própria família. Segundo ela, o artista sempre esteve presente dentro de casa através das músicas e da admiração compartilhada por parentes maternos.
Minha família, por parte de mãe, sempre foi fã de Michael Jackson. Então, quando nasci, automaticamente me tornei uma também”, conta
Desde pequena, Laura afirma que Michael Jackson sempre ocupou um lugar especial em sua vida, sendo além de seu artista favorito, uma presença constante em momentos difíceis.
“Tenho muito carinho por ele porque, nos meus piores momentos, suas músicas me ajudavam bastante.”
Laura Laryssa
A expectativa para o lançamento do filme “Michael” começou ainda nos primeiros anúncios da produção. Fã declarada do artista, Laura acompanhou todas as novidades sobre o longa até a estreia oficial nos cinemas. “Eu estava muito ansiosa”, relembra.
Segundo ela, a experiência de assistir ao filme foi marcada pela emoção do início ao fim. “Chorei do começo ao final porque foi espetacular. Para mim, foi o melhor filme do ano.”
Para Laura, revisitar a trajetória do artista através das telas também reforçou sua admiração pela sensibilidade e humanidade de Michael Jackson.
“MJ era uma pessoa incrível e não merecia passar pelo que passou. Eu o admiro e amo muito”, afirma.

Imagem: Divulgação/Laura Laryssa (Gentilmente, cedido pela fã @moeh_die)
“O estádio do Morumbi tremeu” | Izelia Neuma relembra a emoção de ver Michael Jackson ao vivo em 1993
Para Izelia Neuma, de 58 anos, a conexão com Michael Jackson atravessa gerações e acompanha praticamente toda a sua vida. Fã desde 1977, ela relembra que os primeiros contatos com a música do artista aconteceram ainda na infância, através das novelas, das rádios e do desenho dos “Jackson 5” exibido na televisão.
“As músicas do Michael tocavam muito nas rádios e eu assistia ao desenho dos ‘Jackson 5’ na TV”, conta.
Segundo Izelia, o fenômeno mundial envolvendo Michael Jackson ganhou ainda mais força em 1982, período que ela define como o auge da “Michael Mania”.
“Era uma loucura e uma emoção enorme a cada vinil, revista ou pôster que conseguíamos comprar.”
Ela relembra que a expectativa em torno dos lançamentos do artista mobilizava famílias inteiras diante da televisão, principalmente quando o programa Fantástico anunciava a estreia de um novo videoclipe. “Parecia que tudo parava para assistir.”
Clássicos como “Thriller”, “Beat It” e “Billie Jean” marcaram festas, encontros e momentos especiais da vida da fã ao longo dos anos.

O sonho de ver Michael Jackson ao vivo finalmente se tornou realidade em 1993, quando o cantor anunciou shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
“Eu disse aos meus pais que precisava realizar aquele sonho.”
Izelia Neuma
A viagem do Piauí até São Paulo durou três dias de ônibus, mas, segundo ela, todo o esforço valeu a pena. “São Paulo respirava o show. Havia outdoors gigantes pela cidade inteira.”
Izelia assistiu às duas apresentações ao lado da prima e afirma que a entrada do artista no palco continua sendo uma das memórias mais marcantes de sua vida.
“Quando ele surgiu no palco e ficou parado por alguns minutos, o Morumbi inteiro tremeu de emoção.”
Para ela, foram as duas horas mais impressionantes e elétricas que já presenciou.
“Michael tinha uma presença de palco e um domínio que só ele conseguia ter.”
A morte do artista, em 2009, também marcou profundamente sua trajetória como fã. “Eu fiquei sem acreditar. Chorei muito.”
Agora, com o lançamento do filme “Michael”, Izelia afirma estar emocionada ao perceber que o legado do Rei do Pop continua alcançando novas gerações. “É emocionante ver a Michael Mania voltando.”
Segundo ela, as redes sociais e o entusiasmo do público nos cinemas mostram que a obra de Michael Jackson permanece mais viva do que nunca.
“As pessoas estão indo ao cinema como se fossem assistir a um show dele novamente. Isso é emocionante demais.”

“Fui moldada pelo Michael” | Maria Eduarda relembra como Michael Jackson marcou sua vida desde a infância
Para Maria Eduarda, de 18 anos, moradora de Salvador, a relação com Michael Jackson começou ainda na infância e acabou se tornando uma das conexões mais importantes da sua vida.
Ela relembra que conheceu o artista em 2012, aos quatro anos de idade, enquanto assistia a uma reportagem exibida na televisão sobre Michael Jackson. “Estavam falando das bizarrices que ele fez, mas também do artista que ele foi”, conta.
Mesmo diante dos comentários sobre a aparência do cantor, algo chamou sua atenção de maneira diferente.
“Enquanto todo mundo falava da aparência dele, eu achei o Michael lindo.”
Na mesma noite, Maria Eduarda assistiu ao filme “Michael Jackson’s This Is It” ao lado do padrinho e do pai de criação, que passaram a contar mais sobre a trajetória do artista. “Eu me apaixonei.”
Segundo ela, aquele momento marcou o início de uma conexão profunda com Michael Jackson, que rapidamente passou a fazer parte do seu cotidiano.
“Depois disso, foi Michael Jackson o tempo inteiro.”
Maria Eduarda
A admiração pelo cantor influenciou gostos pessoais, hábitos e até mesmo a relação com a música dentro de casa. “Minha família já não aguentava mais”, relembra entre risos.
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Ao longo dos anos, Maria Eduarda passou a pesquisar mais sobre a vida do artista, conhecendo detalhes sobre sua carreira, doenças como vitiligo e lúpus, além de momentos pessoais e familiares.
No aniversário de 10 anos, ganhou presentes temáticos de Michael Jackson e teve uma festa totalmente inspirada no artista.
“Só tocava Michael Jackson. As pessoas pediam para trocar as músicas e eu estava lá dançando.”
Mas foi em um dos momentos mais delicados da vida que sua conexão com o artista ganhou um significado ainda maior.
Maria Eduarda relata que, durante uma fase difícil emocionalmente, sonhou com Michael Jackson após uma tentativa contra a própria vida. No sonho, segundo ela, o cantor a abraçava enquanto dizia frases de conforto.
Ela afirma que aquele momento representou um reencontro emocional com o artista e com a própria vontade de continuar seguindo em frente.
“Depois disso, eu voltei para o Michael de forma oficial.”
A fã acredita que Michael Jackson influenciou diretamente sua personalidade, sua relação com a música e até mesmo o aprendizado do inglês. “Aprendi a cantar por causa dele.”
Recentemente, ao assistir ao filme “Michael” nos cinemas, Maria Eduarda afirma ter revivido toda a admiração construída ao longo da vida. “Naquela noite, eu fui genuinamente feliz.”
Ao mesmo tempo, a emoção também veio acompanhada da saudade pela ausência do artista.
“Depois do filme, eu me peguei chorando porque meu anjo não estava mais aqui.”
Maria Eduarda
Hoje, ela afirma carregar Michael Jackson como uma figura de inspiração permanente em sua vida.
“Eu tenho o Michael como meu anjo da guarda. Fui criada pelo Michael. Fui moldada por ele.”

Michael Jackson continua sendo uma memória afetiva compartilhada entre diferentes gerações. Entre histórias de infância, lágrimas dentro do cinema, coleções guardadas ao longo de décadas e novas descobertas através das redes sociais, o legado do Rei do Pop segue atravessando o tempo e encontrando espaço no coração de milhões de pessoas ao redor do mundo.
Mesmo após 17 anos de sua morte, sua música, sua imagem e sua mensagem seguem funcionando como ponto de encontro entre fãs antigos e novos admiradores.
E essa história continua. Em breve, a Woo! Magazine publica a segunda parte desta reportagem especial, com novos depoimentos de fã-clubes, artistas e pessoas que seguem mantendo vivo o legado de Michael Jackson por meio da música, da arte e da paixão compartilhada pelo Rei do Pop.
Imagem Destacada: Divulgação/Universal Pictures


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