De cidades tomadas por criaturas grotescas a hotéis assombrados, confira 15 jogos para aproveitar o Dia das Bruxas diante da tela
O Halloween chegou e, convenhamos, poucas coisas combinam tanto com a noite de 31 de outubro quanto apagar as luzes, colocar o fone de ouvido e ligar o videogame. Seja pela tensão de explorar lugares abandonados, pelo arrepio de dar de cara com uma criatura bizarra ou pelo medo constante do que se esconde atrás da próxima porta, os games têm um jeito único de colocar a gente dentro de um filme de terror.
E o melhor: você nem precisa ser fã daqueles sustos repentinos que fazem o coração sair pela boca para aproveitar a data. O horror nos jogos vai muito além de monstros e perseguições implacáveis, abrindo espaço para tramas psicológicas densas, investigações paranormais e até aventuras bem-humoradas cheias de fantasmas.
Para ajudar na escolha do que jogar hoje, separamos 15 títulos que merecem entrar na sua programação de Halloween — com opções que vão do pavor absoluto a uma diversão mais leve com um toque sombrio.
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1. Resident Evil Requiem
Poucas franquias representam tão bem o terror nos videogames quanto Resident Evil. Em Resident Evil Requiem, a Capcom reúne duas perspectivas distintas do gênero ao colocar Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy no centro da narrativa.
De um lado, Grace enfrenta situações em que cada recurso pode fazer a diferença entre sobreviver e se tornar mais uma vítima. Do outro, Leon traz confrontos mais intensos, sem abandonar o clima de perigo que acompanha a série. Essa alternância entre vulnerabilidade e ação dá ao jogo uma dinâmica interessante, especialmente para quem gosta de explorar ambientes sombrios enquanto tenta descobrir o que está por trás dos acontecimentos.
Com criaturas grotescas, cenários perturbadores e a tradicional escassez de recursos da franquia, o título é uma escolha natural para uma noite dedicada ao horror.
2. Silent Hill f
Uma cidade japonesa tomada por flores vermelhas e criaturas deformadas é o cenário de Silent Hill f, uma das experiências mais inquietantes da franquia. Ambientado no Japão da década de 1960, o jogo acompanha Hinako Shimizu, uma jovem que precisa lidar com acontecimentos sobrenaturais em Ebisugaoka.
A mudança de cenário traz uma identidade própria à aventura. Em vez das paisagens urbanas tradicionalmente associadas à série, o jogador encontra ruas, construções e ambientes rurais contaminados por uma vegetação que parece esconder algo muito pior.
O horror corporal também ocupa um papel importante na experiência, com transformações e criaturas que exploram o desconforto visual. É um jogo que aposta na estranheza e na tensão para construir seus momentos mais assustadores.
3. Alan Wake 2
E se o próprio ato de escrever pudesse transformar uma história de terror em realidade? Essa é uma das ideias centrais de Alan Wake 2, continuação da jornada do escritor que dá nome ao jogo.
Desta vez, a narrativa acompanha também Saga Anderson, uma agente do FBI encarregada de investigar assassinatos em uma pequena cidade. Sua investigação acaba cruzando o caminho de Alan, que permanece preso em uma dimensão sobrenatural na qual a realidade parece obedecer às regras de uma história de horror.
O resultado é uma experiência que mistura investigação criminal, suspense e elementos sobrenaturais. A floresta, os ambientes isolados e as mudanças inesperadas de realidade ajudam a construir uma atmosfera que lembra os melhores thrillers de terror. Uma excelente pedida para quem prefere histórias que deixam mais perguntas do que respostas.
4. Silent Hill 2 Remake
Uma carta enviada por alguém que já morreu é suficiente para levar James Sunderland de volta a Silent Hill. O problema é que sua esposa, Mary, faleceu há três anos. Ainda assim, ele decide procurar por ela na cidade envolta em neblina.
O remake de Silent Hill 2, desenvolvido pela Bloober Team, recupera uma das narrativas mais importantes da história do terror nos videogames. A jornada de James é marcada por encontros com criaturas perturbadoras, lugares abandonados e acontecimentos que parecem refletir seus próprios conflitos.
Mais do que provocar sustos, o jogo trabalha com temas como culpa, luto e negação. É justamente essa dimensão psicológica que torna a experiência tão desconfortável. A cidade não esconde apenas monstros, mas também partes de uma história que James talvez não esteja preparado para enfrentar.
5. Phasmophobia
Reunir os amigos para investigar uma casa mal-assombrada parece uma boa programação de Halloween. Até que as luzes começam a piscar e alguma coisa resolve responder pelo rádio.
Em Phasmophobia, os jogadores formam equipes de investigadores paranormais e visitam diferentes locais para identificar a entidade responsável pelas manifestações sobrenaturais. Para isso, precisam utilizar equipamentos específicos, procurar evidências e registrar o comportamento dos fantasmas.
O detalhe é que nem toda investigação termina bem. Algumas entidades podem perseguir os jogadores, transformando uma simples busca por pistas em uma tentativa desesperada de encontrar um esconderijo.
O jogo ganha ainda mais força quando aproveitado em grupo, principalmente pela comunicação entre os participantes. Afinal, dividir o medo com os amigos nem sempre significa sentir menos medo.
6. Halloween: The Game
Michael Myers dispensa apresentações para os fãs do cinema de terror. Desde sua primeira aparição nos cinemas, o assassino mascarado se tornou um dos rostos mais reconhecidos do Halloween, e Halloween: The Game leva esse universo para os videogames.
A produção aposta no terror assimétrico, colocando jogadores em lados opostos de uma perseguição. Enquanto um deles assume o papel de Michael Myers, os demais precisam encontrar maneiras de escapar e sobreviver à ameaça em Haddonfield.
A proposta recupera elementos que ajudaram a transformar a franquia cinematográfica em um clássico, especialmente a sensação de que o perigo pode aparecer a qualquer momento. Para quem costuma reservar uma maratona de filmes de terror no dia 31 de outubro, a experiência também oferece uma maneira diferente de revisitar esse universo.
7. Clive Barker’s Hellraiser: Revival
O universo de Hellraiser nunca foi exatamente conhecido por economizar no horror. Em Clive Barker’s Hellraiser: Revival, essa identidade ganha uma nova adaptação para os videogames, com uma aventura de terror de sobrevivência em primeira pessoa.
A produção leva o jogador a um mundo marcado por sofrimento, criaturas grotescas e elementos sobrenaturais associados aos Cenobitas. A exploração de ambientes perturbadores e os confrontos com ameaças perigosas formam a base da experiência.
A franquia criada por Clive Barker sempre explorou os limites entre prazer, dor e horror corporal. Essa combinação torna o jogo especialmente indicado para quem não se incomoda com cenas explícitas e procura algo mais extremo do que o terror convencional.
8. Little Nightmares III
Nem sempre é preciso recorrer a monstros gigantes ou cenas violentas para criar uma experiência assustadora. Little Nightmares III encontra seu diferencial justamente na maneira como transforma situações aparentemente simples em verdadeiros pesadelos.
A aventura acompanha Low e Alone, dois jovens que precisam atravessar a Espiral, um mundo repleto de lugares estranhos e habitantes ameaçadores. A diferença de tamanho entre os protagonistas e as criaturas que encontram reforça constantemente a sensação de vulnerabilidade.
Outro destaque é a possibilidade de jogar em cooperação, com cada personagem utilizando habilidades próprias para superar obstáculos. A direção artística, os cenários opressivos e o design das criaturas fazem do jogo uma das experiências mais interessantes para quem gosta de terror com uma identidade visual marcante.
9. Amnesia: The Bunker
Existe algo particularmente assustador em estar preso em um lugar escuro sem saber o que está dividindo o espaço com você. Amnesia: The Bunker transforma essa sensação no centro de sua experiência.
Ambientado durante a Primeira Guerra Mundial, o jogo coloca o protagonista dentro de um bunker militar onde uma criatura perigosa circula pelos corredores. Sem armas ou recursos suficientes para enfrentar diretamente a ameaça, sobreviver depende de exploração, planejamento e, principalmente, saber quando fugir.
O funcionamento parcialmente imprevisível da criatura também impede que o jogador se sinta completamente seguro. Mesmo em momentos de aparente tranquilidade, qualquer ruído pode indicar que o perigo está próximo.
É uma experiência que entende muito bem uma das principais características do terror: muitas vezes, imaginar o que está no escuro é pior do que enxergar.
10. Dead Space Remake
O espaço deveria ser um dos lugares mais silenciosos do universo. Em Dead Space Remake, entretanto, o silêncio da nave USG Ishimura é interrompido por ruídos metálicos, sinais de destruição e criaturas que não deveriam existir.
Na pele do engenheiro Isaac Clarke, o jogador precisa investigar o que aconteceu com a tripulação da embarcação e encontrar uma maneira de escapar. O problema é que os corredores estão infestados pelos Necromorfos, seres grotescos que exigem estratégias específicas para serem derrotados.
A possibilidade de desmembrar os inimigos, em vez de simplesmente disparar contra eles, é uma das marcas da jogabilidade. Com ambientes claustrofóbicos e uma atmosfera de isolamento constante, o remake continua sendo uma das experiências mais interessantes para quem gosta de terror misturado à ficção científica.
11. Luigi’s Mansion 3
Depois de tantas criaturas grotescas e cenários perturbadores, talvez seja interessante dar uma pausa nos pesadelos mais intensos. É aí que entra Luigi’s Mansion 3, uma aventura que transforma um hotel assombrado em palco para situações divertidas e encontros com fantasmas.
Na história, Luigi e seus amigos são convidados para passar alguns dias em um luxuoso estabelecimento. A recepção, porém, esconde uma armadilha, e o protagonista acaba precisando explorar os diferentes andares do hotel para resgatar seus companheiros.
Com a ajuda do Poltergust G-00, um aspirador capaz de capturar fantasmas e interagir com o cenário, Luigi enfrenta inimigos e resolve quebra-cabeças. Cada andar apresenta uma temática própria, tornando a exploração bastante variada.
É uma das melhores alternativas para quem quer celebrar o Halloween sem abrir mão do humor e de uma aventura mais leve.
12. DREDGE
Durante o dia, pescar pode parecer uma atividade bastante tranquila. Em DREDGE, essa impressão desaparece assim que o sol começa a se pôr.
O jogo coloca o jogador no comando de uma pequena embarcação responsável por explorar um arquipélago misterioso. A rotina envolve capturar peixes, negociar mercadorias e melhorar o barco, mas existe um problema: as águas escondem criaturas que desafiam qualquer explicação natural.
À noite, a navegação se torna muito mais perigosa. A escuridão, os fenômenos estranhos e os encontros com seres desconhecidos transformam cada viagem em uma aposta arriscada.
Com influências do horror cósmico e uma narrativa construída aos poucos, DREDGE prova que nem todo jogo de terror precisa fazer o jogador correr de monstros. Às vezes, basta navegar em direção ao desconhecido.
13. The Outlast Trials
Se os filmes de terror costumam apresentar personagens submetidos a experimentos cruéis, The Outlast Trials transforma essa ideia em uma experiência jogável. Ambientado durante a Guerra Fria, o título coloca os participantes nas mãos da Murkoff Corporation, uma organização que conduz testes psicológicos e físicos extremos.
Os jogadores precisam completar diferentes objetivos enquanto atravessam instalações perigosas e tentam escapar dos inimigos que circulam pelos ambientes. Ao contrário de muitos jogos de ação, aqui o confronto direto não é a solução: esconder-se e encontrar uma rota de fuga costuma ser muito mais importante.
É possível enfrentar os desafios sozinho ou formar uma equipe com outros jogadores. A segunda opção abre espaço para situações caóticas, principalmente quando todos precisam fugir de uma ameaça ao mesmo tempo.
14. Mouthwashing
Uma nave espacial à deriva, uma tripulação isolada e um acidente que transforma a rotina em um pesadelo. Essa é a premissa de Mouthwashing, uma produção independente que encontrou no horror psicológico sua principal força.
A história acompanha os integrantes da tripulação de uma cargueira espacial após a destruição da embarcação. Sem perspectivas de resgate e com recursos cada vez mais limitados, os personagens precisam lidar com a deterioração das condições de sobrevivência e com os conflitos que surgem entre eles.
A narrativa não entrega todas as respostas imediatamente. Pelo contrário, utiliza mudanças de perspectiva e acontecimentos perturbadores para revelar gradualmente o que aconteceu a bordo.
Com uma identidade visual marcante e uma abordagem bastante desconfortável, Mouthwashing é uma boa escolha para quem procura uma história de terror que continue provocando reflexões depois de terminada.
15. Costume Quest
Para fechar a lista, nada melhor do que um jogo que transforma o próprio Halloween em uma grande aventura. Em Costume Quest, o tradicional passeio de doces ou travessuras acaba dando lugar a uma missão muito maior quando criaturas monstruosas aparecem para ameaçar a celebração.
Desenvolvido pela Double Fine Productions, o RPG acompanha um grupo de crianças que utiliza suas fantasias para enfrentar inimigos em combates por turnos. O interessante é que cada roupa representa um personagem diferente durante as batalhas, com habilidades e características próprias.
A proposta mistura exploração, humor e referências às tradições do Dia das Bruxas. É uma aventura especialmente agradável para quem prefere uma celebração mais descontraída, com fantasias, monstros e muita diversão.
APROVEITE JÁ
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Prepare o controle para o Halloween!
Entre cidades abandonadas, criaturas sobrenaturais e histórias que brincam com os limites da realidade, os videogames oferecem opções bastante diferentes para celebrar o Dia das Bruxas. Enquanto alguns títulos apostam no medo e na tensão, outros encontram espaço para o humor, a fantasia e o espírito de aventura que também fazem parte da data.
Seja enfrentando os horrores de Resident Evil, investigando aparições em Phasmophobia ou explorando um hotel cheio de fantasmas ao lado de Luigi, o importante é encontrar uma experiência que combine com a sua noite. Afinal, no Halloween, até mesmo ficar em casa pode se transformar em uma grande aventura.


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