De Wanda Maximoff e Agatha Harkness a Sabrina Spellman, Elphaba e Cuca, conheça as feiticeiras que marcaram o cinema, a televisão e os quadrinhos.
O Halloween é a oportunidade perfeita para revisitar algumas das figuras mais emblemáticas do universo sobrenatural. Ao longo das décadas, bruxas e feiticeiras conquistaram espaço na cultura pop, deixando de ocupar apenas o papel de vilãs dos contos de fadas para protagonizar histórias próprias, enfrentar ameaças sobrenaturais e conquistar gerações de fãs.
Seja por meio de feitiços ancestrais, poderes capazes de alterar a realidade ou conhecimentos ocultos, essas personagens ajudaram a construir diferentes representações da magia no entretenimento. Algumas são temidas por sua crueldade, outras conquistaram o público com carisma e personalidade, enquanto há aquelas que representam tradições e lendas que atravessaram gerações.
Para celebrar o Dia das Bruxas, reunimos algumas das feiticeiras mais marcantes da cultura pop, passando pelos universos da Marvel e DC, produções de fantasia, séries de terror e até personagens do folclore brasileiro.
LEIA MAIS
A Vigília | Tudo Sobre o Especial de Halloween de Ordem Paranormal
Do Arco do Teles ao Guarujá: 7 Histórias de Bruxas Brasileiras
Halloween | Lições de Vida Que Só Bruxas da Cultura Pop Poderiam Ensinar – Parte 2
As bruxas que conquistaram o universo Marvel
Quando o assunto é magia nos quadrinhos e no cinema, a Marvel possui algumas das personagens mais poderosas do gênero. Wanda Maximoff, conhecida como Feiticeira Escarlate, é um dos maiores exemplos. Introduzida no Universo Cinematográfico Marvel como integrante dos Vingadores, sua trajetória ganhou novos contornos em “WandaVision” e “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Com domínio sobre a magia do caos e capacidade de manipular a realidade, Wanda se tornou uma das figuras mais poderosas de seu universo.

Outra personagem que conquistou o público foi Agatha Harkness. Interpretada por Kathryn Hahn, a bruxa apareceu inicialmente em WandaVision, escondendo sua verdadeira identidade por trás de uma vizinha aparentemente inofensiva. Sua personalidade provocadora, experiência com as artes místicas e ambição por poder renderam uma produção própria, “Agatha Desde Sempre”, que aprofundou sua história e apresentou novas figuras do universo da bruxaria.
A magia da Marvel também possui representantes importantes nos quadrinhos. É o caso de Clea Strange, interpretada por Charlize Theron em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ligada à Dimensão Negra e aos acontecimentos envolvendo Dormammu, a personagem é uma poderosa feiticeira e possui uma relação importante com Stephen Strange.
Já Illyana Rasputina, conhecida como Magia, apresenta uma abordagem muito mais sombria. Irmã de Colossus, dos X-Men, ela passou parte da infância no Limbo, uma dimensão infernal que transformou sua vida e despertou suas habilidades místicas. Dona da Espada Espiritual, Illyana combina magia negra, poderes dimensionais e elementos de fantasia sombria, sendo uma das personagens mais interessantes dos Novos Mutantes.
As feiticeiras da DC Comics
A DC também possui figuras importantes quando o assunto são artes místicas. Zatanna Zatara é uma das mais conhecidas, combinando o trabalho de ilusionista com habilidades mágicas extraordinárias. Filha do mágico Giovanni Zatara, ela utiliza um método bastante particular para conjurar feitiços: pronuncia as palavras ao contrário, transformando comandos simples em manifestações sobrenaturais.
Outra figura importante é Circe, feiticeira inspirada na mitologia grega e uma das principais adversárias da Mulher-Maravilha. Na Odisseia, de Homero, a personagem ficou conhecida por transformar os companheiros de Odisseu em animais. Nos quadrinhos, ganhou uma interpretação própria, sendo retratada como uma poderosa imortal capaz de utilizar encantamentos e transformações para enfrentar suas inimigas.
A lista também conta com Magia, identidade sobrenatural de June Moone. Nos quadrinhos da DC, a personagem divide seu corpo com uma entidade mística extremamente poderosa, que pode assumir o controle e manifestar habilidades devastadoras. Sua dualidade entre humanidade e forças sobrenaturais tornou-se uma das características centrais de sua história.
Sabrina Spellman e as bruxas que marcaram a televisão
Poucas famílias fictícias são tão associadas à bruxaria quanto os Spellman. Sabrina Spellman atravessou gerações com diferentes versões televisivas, desde a interpretação de Melissa Joan Hart em “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” até a abordagem mais sombria de Kiernan Shipka em “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Metade humana e metade bruxa, a personagem precisa equilibrar os desafios da adolescência com as responsabilidades de seu legado mágico.

Suas tias também merecem destaque. Zelda Spellman, interpretada por Miranda Otto na produção da Netflix, representa o lado mais tradicional e rigoroso da família, enquanto Hilda Spellman, vivida por Lucy Davis, apresenta uma personalidade mais acolhedora e descontraída. Apesar das diferenças, ambas são fundamentais na formação de Sabrina e possuem conhecimentos importantes sobre as artes místicas.
Em “American Horror Story: Coven”, a bruxaria assume uma abordagem muito mais sombria. Fiona Goode, interpretada por Jessica Lange, é a Suprema de sua geração e uma mulher obcecada pela juventude e pela manutenção de seu poder. Sua relação conturbada com a filha e a disposição para eliminar qualquer ameaça fazem dela uma das personagens mais memoráveis da produção.
Sua filha, Cordelia Goode, vivida por Sarah Paulson, segue um caminho diferente. Inicialmente dedicada à formação de jovens bruxas na Academia Miss Robichaux, ela enfrenta conflitos familiares e desafios que a levam a descobrir sua verdadeira força. Ao assumir o posto de Suprema, Cordelia representa uma nova maneira de conduzir o coven.
Das histórias de fantasia aos grandes nomes da magia
O universo da fantasia também construiu algumas das feiticeiras mais reconhecidas da cultura pop. Em Harry Potter, Hermione Granger representa a inteligência e a dedicação ao conhecimento mágico. Interpretada por Emma Watson nos cinemas, a personagem nasceu em uma família trouxa, mas demonstrou uma aptidão extraordinária para os estudos de magia. Sua capacidade de dominar feitiços complexos e encontrar soluções em situações extremas foi fundamental na luta contra Voldemort.
Outra personagem de Hogwarts que conquistou os fãs foi Luna Lovegood, interpretada por Evanna Lynch. Estudante da Corvinal, a jovem bruxa possui uma personalidade excêntrica, imaginação fértil e uma maneira bastante particular de enxergar o mundo. Apesar de frequentemente ser considerada estranha pelos colegas, Luna demonstra coragem e lealdade durante a luta contra Voldemort, tornando-se uma das figuras mais carismáticas da franquia.
Já em “The Witcher“, Yennefer de Vengerberg apresenta uma trajetória marcada por sofrimento, transformação e ambição. Interpretada por Anya Chalotra na série da Netflix, a feiticeira nasceu com uma deformidade física e enfrentou uma infância difícil antes de passar por uma transformação mágica. Com o tempo, tornou-se uma das magas mais poderosas de seu mundo, construindo uma história marcada pela busca de independência e controle sobre o próprio destino.

O universo de Wicked também apresenta duas personagens fundamentais para a história da bruxaria na cultura pop. Elphaba, interpretada por Cynthia Erivo, é a jovem de pele verde que acaba sendo conhecida como a Bruxa Má do Oeste. Dona de habilidades mágicas extraordinárias, ela enfrenta preconceitos e injustiças em Oz, enquanto sua trajetória revela que a imagem de vilã construída ao seu redor está longe de representar toda a verdade.
Em contraste, Glinda, vivida por Ariana Grande, é apresentada como a Bruxa Boa, uma figura popular, elegante e inicialmente preocupada com sua reputação. A relação entre as duas começa de maneira conturbada, mas evolui para uma amizade que transforma suas vidas. Juntas, Elphaba e Glinda questionam a divisão entre o bem e o mal, mostrando que nem sempre as aparências revelam quem realmente merece ser chamada de vilã.
Entre as grandes antagonistas da fantasia, Malévola ocupa um lugar especial. Introduzida em “A Bela Adormecida“, da Disney, a personagem ficou conhecida pela maldição lançada contra a princesa Aurora e por seu visual inconfundível. Décadas depois, ganhou uma nova interpretação nos filmes protagonizados por Angelina Jolie, que exploraram suas origens e apresentaram uma perspectiva mais complexa sobre a personagem.
Abracadabra e Elvira: ícones do Halloween
Quando se fala em bruxas e Halloween, é impossível deixar de lado as personagens de Abracadabra. As irmãs Sanderson, Winifred, Sarah e Mary, interpretadas respectivamente por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy, são três feiticeiras que retornam à cidade de Salem após serem acidentalmente ressuscitadas. Determinadas a recuperar a juventude, elas protagonizam uma aventura repleta de feitiços, confusões e situações sobrenaturais.

Com personalidades completamente diferentes, o trio conquistou gerações e transformou o filme em um clássico das celebrações de Halloween. Seus figurinos, feitiços e rivalidade com os jovens protagonistas continuam presentes nas fantasias e referências à data.
Outra figura indispensável para a temporada é Elvira, a Rainha das Trevas. Interpretada por Cassandra Peterson, a personagem conquistou o público com seu visual gótico, humor sarcástico e paixão por filmes de terror. Embora não seja propriamente uma bruxa tradicional, sua ligação com o ocultismo e o sobrenatural, especialmente no filme “Elvira, a Rainha das Trevas” (1988), transformou-a em um dos grandes símbolos do Halloween.

JBL, Caixa de Som, Boombox 4, Bluetooth
Luz de vídeo ULANZI VL120 RGB, Luzes de vídeo de bolso LED On-Camera
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX)
O folclore brasileiro também tem suas bruxas
O imaginário sobrenatural brasileiro possui personagens que merecem tanto destaque quanto as feiticeiras internacionais. Em “Cidade Invisível“, a produção da Netflix que explora criaturas do folclore nacional, Cuca e Matinta Pereira ganham versões próprias, trazendo elementos das lendas brasileiras para uma narrativa contemporânea.
Interpretada por Alessandra Negrini, Cuca aparece como uma entidade sobrenatural poderosa, de personalidade misteriosa e conhecimentos ligados à magia. Já Matinta Pereira, vivida por Leticia Spiller, traz para Cidade Invisível uma representação contemporânea de uma das figuras mais conhecidas do folclore brasileiro, preservando sua atmosfera enigmática e sobrenatural.
A Cuca também possui uma representação bastante diferente em Sítio do Picapau Amarelo. Inspirada na criatura do folclore nacional, a personagem ficou conhecida por sua aparência de jacaré, seus planos contra os moradores do sítio e sua rivalidade com Emília. Com diferentes adaptações ao longo dos anos, tornou-se uma das vilãs mais lembradas da televisão brasileira, especialmente entre o público que cresceu acompanhando as histórias de Monteiro Lobato.
Outra personagem que marcou gerações foi Morgana, de Castelo Rá-Tim-Bum. Interpretada por Rosi Campos, a bruxa milenar vive no castelo e compartilha suas experiências com Nino e seus amigos. Com milhares de anos de existência, ela reúne conhecimentos sobre diferentes períodos da história e se tornou uma das figuras mais queridas da produção da TV Cultura.
Até mesmo a comédia mexicana Chaves encontrou espaço para uma personagem associada à bruxaria. Dona Clotilde, conhecida pelas crianças da vila como Bruxa do 71, é constantemente alvo de brincadeiras por causa de sua aparência e de sua casa. Interpretada por Angelines Fernández, a personagem nunca demonstra poderes mágicos, mas o apelido acabou se tornando uma de suas características mais marcantes.
Uma celebração da magia na cultura pop
De feiticeiras capazes de alterar a realidade a personagens inspiradas em antigas lendas populares, a cultura pop construiu um universo bastante diverso quando o assunto é bruxaria. Algumas dessas mulheres são lembradas pelo poder que carregam, outras pela personalidade e pelas histórias que protagonizaram, mas todas deixaram sua marca no imaginário do público.
Neste Halloween, revisitar essas personagens é também reconhecer como a magia atravessou diferentes gerações, culturas e formatos de entretenimento. Afinal, entre grimórios, poções, maldições e feitiços, sempre haverá espaço para mais uma bruxa roubando a cena.


Sem comentários! Seja o primeiro.