7 de dezembro de 2019

Um musical está sendo cotado para ganhar as maiores premiações de 2017. Lalaland é um grande candidato para estar no mesmo patamar de outros filmes musicais como Chicago e Moulin Rouge. O cinema apostar na música para atrair o público não é novidade. A TV segue os mesmos passos.

Já falei aqui antes de Cheias de Charme, que além de usar a música uniu com usar outras plataformas para alçar as protagonistas ao papel de estrelas. A Globo segue apostando em novelas musicais e coloca na horário das 19 horas a produção Rock Story, que faz um mix de entre um decadente rockeiro, uma boy band e um cantor de pop chiclete. A história funciona, se não tivermos grandes expectativas, e é um alívio para o horário que antes passava romances insossos.

Malhação é uma novela que está no ar há muitos anos e já colocou em suas temporadas alguns enredos musicais. Sem dúvidas o que mais funcionou foi a temporada de 2004/5, de onde saiu Marjorie Estiano, que dava vida a Natasha. O roteiro foi o mesmo de todas as temporadas: a mocinha, o mocinho e a vilãzinha, e introduziram canções de uma banda fictícia que tinha como integrante a personagem de Marjorie, que fez tanto sucesso que acabou lançando um disco com as músicas que cantava lá.

Saindo do Brasil, o México é um país que já tem tradição com novelas musicais. Eles apostam muito nesse tipo de produção e acaba dando dão certo que várias vezes bandas formadas dentro de narrativas televisivas tiveram sobrevida no lado de fora. Provavelmente, a mais famosa de todas é Rebelde. A novela de 2004 contava a história de 6 adolescentes ricos que não tinham nada em comum a não ser o amor pela música. A banda vendeu seus produtos como alguém conseguiria vender água no deserto e as músicas deles foram cantadas a exaustão por milhares de crianças e adolescentes mundo afora. É, provavelmente, o maior produto latino até hoje e mesmo com outras versões, sem esquecer de citar a produção original argentina, conseguiu feitos inigualáveis até o momento.

Para terminar, vou aproveitar que citei a Argentina e continuar com ela. A autora de Rebelde Way, versão original de Rebelde, é também autora de muitas outras novelas musicais que fizeram sucesso, como Floricienta (Floribella no Brasil), Casi Angeles (Quase Anjos) e por fim Chiquititas. Ainda que quase todas as suas novelas tiveram um êxito enorme, vou me concentrar na que mais recordações me traz: Chiquititas. A novelinha que contava a história de oito meninas que viviam em um orfanato conquistou o Brasil e a Argentina e ganhou muitas temporadas nos dois países. As músicas, roupas e vários outros produtos tomaram conta dos dois países e colocaram tudo que passava dentro daquele universo como o mais top para as crianças que acompanhavam aquela história.

O cinema aproveita da música para fazer boas produções e a TV de vez em quando vai para o mesmo lado. Algumas vezes dá certo, algumas vezes é melhor esquecer. Mas é uma boa mostra de que todas as artes caminham em um mesmo sentido.

PS: Não falo da qualidade de nenhuma produção citada. E também não estou fazendo comparação entre elas.

 

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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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