Hey ho, let’s go! Tá começando o nosso primeiro MixTape de 2017, trazendo mais um ano de muitas seleções musicais maragold. Para quem acompanha a coluna, na semana passada liberei uma lista de músicas que ouvi em 2016 e entre eles está um cover de “Hello”, da Adele, então, hoje eu resolvi começar o ano com covers que eu adoro e escuto sempre. Então, let’s listen to covers?

Começando aqui pelo Brasil mesmo, o queridinho do momento, no mundo da música nacional, é o Tiago Iorc. Com cinco álbuns lançados e um EP, ele já fez vários covers ao longo da carreira, como o último sucesso, com “Bang”, da Anitta. Mas eu não sou fã dela, então, escolhi a versão de “Tempo Perdido”, do Legião Urbana, que Tiago regravou e fez parte do CD Zeski, lançado em abril de 2013.

Quando o Claudinho, da dupla Claudinho e Buchecha, morreu em 2002, o Buchecha vez um tributo a ele com a música “Fico Assim Sem Você”, que foi um grande sucesso. Porém, mais tarde a cantora Adriana Calcanhoto regravou a música para seu álbum infantil “Adriana Partimpim”, em 2004, que fez com que a música voltasse a fazer um sucesso tremendo e hoje o cover é mais escutado do que a versão original.

Falando em regravações, os shows especiais da antiga MTV Brasil, como o Acústico MTV e o MTV Ao Vivo, eram mestres em reproduzir versões de músicas nacionais e internacionais à escolha do artista que se apresentava, um deles foi “Brasil”, do Cazuza, que ganhou novos arranjos para sua versão no Acústico MTV Kid Abelha.

No meio do caminho entre o nacional e o internacional, também em um Acústico MTV, tivemos a incrível Cássia Eller soltando seu vozeirão para cantar Edith Piaf. A versão de Eller para “Non, Je Ne Regrette Rien”, abriu o especial e foi uma das mais comentadas na época e ficou sensacional. Ok, que Bibi Ferreira cantando Piaf é de fazer morrer de chorar, mas Cássia tem seu lugar no primeiro e no segundo sol.

Já nas gringas, vou te falar que acompanho sempre o The Voice americano e já vi covers demais, afinal, quase ninguém ali canta música autoral. Mas na oitava temporada, apareceu uma mulher com uma voz, uma presença, que vou te falar que até hoje não aceito ela não ter ganho o reality. A nova iorquina Kimberly Nichole, ver versões maravilhosas ao longo do programa, como “What’s Up”, “House Of The Rising Sun” e a minha preferida “Creep”, do Radiohead.

Se tem um trem que rende no You Tube são covers e foi através dessa plataforma que várias pessoas já ficaram famosas, como o Boyce Avenue e o Pentatonix. O segundo, porém, tem um diferencial bem bacana, que é fazer os sons da melodia com a própria voz e o corpo. Além disso, a harmonia entre eles é surreal. Pois quando eu não achava que alguém superaria a versão de Hallelujah do Jeff Buckley, eles foram lá e fizeram uma mais foda ainda.

Para terminar, vamos fechar com chave de ouro, ouro hollywoodiano. Fred Astaire gravou a canção “Cheek To Cheek” para o filme Top Had, de 1935, e anos mais tarde ela ganhou uma versão incrível feita e interpretada por Lady Gaga e Tony Bennett, que chegou a ser apresentada durante o 57º Grammy Awards. Então, com muito glamour e jazz, dá o play!

Mais um MixTape chega ao fim, mas relaxa que ainda teremos muitos pela frente. Para ser mais exato, durante o ano, vocês terão que me aguentar e aguentar minhas seleções musicais durante 52 sábados. Hihihihi… Eu vou ficando por aqui, deixando, como sempre, um cheiro, muitos beijos molhados e muitos abraços apertados. E nada de “Que 2017 seja…”, o negócio é “Que nós sejamos em 2017…”. Luz, meus amores! Fui…

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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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