Já ouviu o ditado “Santo de casa não faz milagre”? Eu como boa leitora de livros, ávida até, nunca fui fã da literatura brasileira contemporânea até uns dois ou três anos atrás. De lá pra cá o mercado brasileiro andou dando um BOOM!, acompanhando o mercado internacional: a literatura Young Adult cresceu, fazendo o Brasil acompanhar esse segmento.

As Batidas Perdidas do Coração, acabou dando tão certo que virou uma série de livros. A premissa é bem parecida com as histórias estrangeiras: uma garota certinha se apaixona por um cara rebelde. O fato de passar em São Paulo aproxima a história à nossa realidade. Lembro que a primeira vez que li pensei: “Gente, podia acontecer comigo ou alguém que eu conheça”. Não é algo impensável para nós.

Pelo contrário, as festas, a faculdade, o amigo que mora fora, a violência, a proximidade com as drogas… Esses são assuntos bem presentes na nossa vida, no nosso dia a dia. Então, acompanhar a história de Rafael e Viviane era um pouco como se reconhecer com eles ou com seus amigos, que acabaram virando protagonistas das sequências: além de As Batidas, Briones lançou uma parte dois com Rafa e Vivi chamada: A Escolha Perfeita do Coração, e mais dois livros que acompanham personagens diferentes da série, O Descompasso Infinitos do Coração e O Desapego Rebelde do Coração. Provavelmente, ainda há mais a caminho e quem sabe daqui algum tempo não saia um filme sobre? A verdade é que essa série é uma das mais populares já lançadas, tem uma boa base de fãs e um argumento bom para projetos criativos sobre seus livros.

Outra boa pedida e 100% brazuca é Carina Rissi, que tem uma quantidade de livros lançados e eu escolhi falar sobre Procura-se Um Marido. É uma história bem batida e até um pouco retrógrada: a mocinha é uma herdeira sem nada na cabeça e o avô exige que ela se case ou a tira do testamento. Em livros mais antigos já lemos isso, mas esse inova um pouquinho ao deixar a protagonista Alicia ter poder de tomar todas as decisões. Ela acaba crescendo no meio de tudo e virando uma pessoa muito mais responsável (ela nunca foi insegura, era só imatura!). Tudo bem que havia milhares de outras maneiras de fazer a personagem crescer, mas é uma boa história.

Outro da mesma autora que envolve um pouco mais de magia e encantamento é Perdida. Sofia, a protagonista, vive uma vida como muitas jovens, trabalha, namora e em um momento complicado acaba comprando um celular que a transporta para o meio do século XIX. Com ideias muito feministas e completamente diferentes do seu tempo, ela acaba se envolvendo em uma confusão atrás da outra para então se apaixonar por alguém que nunca pensou ser possível. Esse livro também deu tão certo que virou uma série e até há boatos sobre um possível filme. Rissi trabalha bem as mocinhas, todas seguras de si, com pensamentos firmes e bastante força de vontade. É fácil se reconhecer e criar vínculos com elas.

A terceira e ultima indicação é Lu Piras com seu intenso Um Herói Para Ela. O título pode parecer meio duvidoso, mas a história é realmente legal. Bianca vai para Nova York realizar o sonho de estudar teatro. Lá ela escapa do perigo duas vezes, mas não sabe quem a ajudou. Decidida a encontrar seu salvador, ela se arrisca bastante. O legal da história é que Bianca é uma menina super decidida e focada, que no meio do caminho se apaixonou, mas não desistiu do que quis a vida toda. A autora ainda tem alguns livros que constam na minha lista de livros que quero ler, tais como: Além do Tempo e Mais Um Dia e A Última Nota.

Outras autoras também merecem citações, tais como Martha Medeiros, ela é meio que obrigatório ler: todo mundo que se diz leitor deve pelo menos ter um livro dela no currículo, eu já li Doidas e Santas. Medeiros é mais sem classificação de idade sua leitura, boa tanto para gente mais jovem, quanto para mais velhos. Tati Bernardi também tem  sua série de livros já lançados, tipo A Menina Que Pensava Demais. Tem também Clarice Freire e seu Pó de Lua que já acumulam mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, entre muitas outras autoras que cada vez mais chegam ao mercado nacional com bons conteúdos e histórias criativas, atuais e que tenham a cara do Brasil.

Ao poucos e com bons argumentos, muita gente têm chegado as livrarias e feito o gosto do público jovem brasileiro. Ainda somos poucos leitores, mas temos uma boa base de fãs e alguns estão abertos a ler as boas histórias nacionais que vêm surgindo.

 


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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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