Segundo uma matéria da Variety, a Netflix está encorajando os críticos a assistir ao filme “Cuties“. A empresa o defende contra a acusação de sexualização de menores, já que há meninas menores de idade executando danças tidas como eróticas.  A história é centrada em Amy, uma garota senegalesa de 11 anos que mora em Paris e se junta a um grupo de dança (chamado de “Cuties”) para se rebelar contra o que ela percebe como os costumes opressivos de sua família.

O filme ainda está disponível na plataforma mesmo com a petição online para que as pessoas cancelem seus planos na Netflix, que ganhou ainda mais força com a movimentação “#CancelNetflix” no Twitter.

Em resposta às críticas, um porta-voz da Netflix enviou o seguinte comunicado à Variety:

“’Cuties’ é um comentário social contra a sexualização de crianças. É um filme premiado e uma história poderosa sobre a pressão que as meninas enfrentam nas redes sociais e da sociedade em geral — e nós encorajaríamos qualquer pessoa que se preocupa com essas questões importantes a assistir ao filme. ‘Cuties’ (“Mignonnes”) estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2019, onde a escritora e diretora Maïmouna Doucouré ganhou o prêmio de direção dramática do cinema mundial.”

O próprio Doucouré diz, durante um vídeo intitulado “Why I Made Cuties“, que acompanha o filme:

“Nossas meninas veem que quanto mais uma mulher é sexualizada nas redes sociais, mais ela tem sucesso. E sim, é perigoso. Amy está navegando entre dois modelos de feminilidade — um representado pelas crenças tradicionais de sua mãe muçulmana e o outro pelo esquadrão de dança Cuties. Amy acredita que pode encontrar sua liberdade por meio desse grupo de dançarinas e de sua hiper sexualização. Mas isso é realmente a verdadeira liberdade? Especialmente quando você é criança? Claro que não.”

Maïmouna Doucouré, nascida e criada em Paris em uma família senegalesa, ainda acrescenta:

“Eu coloquei meu coração neste filme porque esta é a minha história”.

(Fonte: Variety)


Vídeo e Imagem: Divulgação/Netflix


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Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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