Nosso Portrait de hoje foi à terra da garoa (São Paulo) conversar com um artista da cidade que esteve em: novelas, filmes, séries de tv, peças de teatro e por aí vai! Nascido em uma família de alfaiates, e super bem relacionado com o mundo, ele já fez de tudo um pouco e, desde então, é apaixonado pela arte em todas as sua vertentes. Vamos conhecer um bocadinho do queridíssimo ator, diretor e produtor, Wagner Molina! 

Foto: Ivan Berger
Foto: Ivan Berger
Aimée: Wagner, você já trabalhou em diversas áreas. O que fez você ingressar nesse mundo das artes cênicas?

Wagner: Acredito que não tenha uma explicação lógica para responder essa pergunta.
Talvez esteja na magia em acreditar que possamos através dessa arte, desse ofício, exercitar o tanto que somos. Ou o tanto que não somos.

Aimée: Você começou a se dedicar e conhecer essa profissão já mais velho. Você acha que isso te ajudou por ser mais experiente ou atrapalhou?

Wagner: Nem uma coisa nem outra, apenas teve o seu tempo! Tudo acaba acontecendo no tempo de acontecer, não existe uma regra, existem opções em varias áreas, mas o artista não segue uma regra cronológica. Existem vários exemplos na história da arte.

Aimée: Entrando um pouco na vida pessoal. Você é ator, produtor, diretor… Como consegue conciliar tudo e ainda dedicar um tempo à família?

Wagner: Administrar tudo não é tarefa fácil, mas tenho todo amor e compreensão dos meus filhos que entendem e compartilham comigo que a felicidade de cada um de nós forma a felicidade de todos. Somos muito unidos e nos ajudamos mutuamente.

Aimée: Cinema, TV e Teatro, todos tem uma ligação e ainda assim são bem diferentes! O que você mais gosta e qual a diferença entre eles na sua opinião?

Wagner: Ouvi um dia, não recordo de quem, “O ator DEVE fazer Teatro, PRECISA fazer Tv, e MERECE fazer Cinema. Isso reponde a sua pergunta sobre o que me levou a ingressar nesse universo.
Fui movido pelo Cinema e Tv, e só depois descobri o Teatro, A VERDADEIRA Casa do ator.
Não existe sensação igual a de respirar em um palco, junto do público, tudo é vivo, tudo pulsa. A troca é imediata, a mensagem e a resposta dividem o espaço no agora.
O Cinema é a magia de se contar uma história montada por tantos elementos que te conduzem, te tiram do aqui e do agora, te transportam através de uma imagem, de uma luz, de um som, de uma música. Mágico!
E a Tv na sua dinâmica, sua velocidade, onde a prontidão é elemento fundamental. As técnicas para cada uma delas se fundem e somam para o resultado final. Sou grato em poder exercer o meu ofício em todos eles.
Atuar é o que eu mais gosto de fazer, entendo as diferenças e sou feliz no palco, no set, no estúdio, assim como sobre um caixote postado em uma praça qualquer onde eu possa contar ou ajudar a contar a historia,

Aimée: Seguindo a pergunta anterior: Dirigir, Atuar e Produzir. O que implica mais dificuldades, qual é o mais prazeroso e o que rende mais? Ou todos sofrem de tudo um pouco?

Wagner: Sou ator e diretor, produzir é um dos caminhos na possibilidade de trabalhar como ator ou diretor. Meu prazer está em atuar, dar vida, dar espaço para que outra vida resida em mim. Aprendo com meus personagens nessa troca sempre intensa.
Me sinto também feliz em dirigir. Consigo acessar o ator, tirar dele o que preciso pra cena, percebo muitos diretores preocupados com o resultado da cena, mas sem conseguir acessar, sem o comprometimento devido que um ator merece para poder dar mais.

Aimée: O cinema independente brasileiro vem ganhando, aos poucos, seu espaço. Porém, sempre com algumas dificuldades. Você como produtor, o que acha que impede esse mercado de crescer mais depressa?

Wagner: Dificuldade e cultura andam juntas em um país como o nosso, quando pensamos em cinema, onde já tivemos bons momentos no passado, percebemos que a máquina engole a arte, e ainda assim sobrevivemos. O Brasil está descobrindo lentamente o seu cinema, a sua cara no cinema, e já iniciamos esse processo, mesmo com o baixo incentivo fiscal que ainda beneficia um setor empresarial que domina o mercado, seguimos adiante. Na Guerrilha, como se diz no Cinema, se realiza um cinema de muita qualidade artística, e aí estamos plenos artisticamente, mas a distribuição também não sede espaço. O sistema e seus órgãos com critérios que fogem ao controle de quem faz cinema impede o mesmo de caminhar em maior velocidade.

Aimée: Nesse momento, o que o Wagner (Ator, produtor e diretor) tem aprontado?

Wagner: Acabei de produzir, atuar, e dirigir dois curta-metragens que deverão estar finalizados até novembro. Como ator, terminei de filmar um longa-metragem e já estou trabalhando para filmar outro em Outubro.
Venho também trabalhando em séries para canais como HBO, SONY, e HISTORY CHANEL.
No Teatro, atuarei em duas produções que estão em andamento com estréias previstas para inicio de 2016.

Aimée: Observando o nosso atual mercado, qual seria a dica para os novos artistas?

Wagner: O Artista deve estar preparado em qualquer tempo!
Dar sempre o seu melhor. Estudo, dedicação, disciplina, e importante, criar suas próprias oportunidades, realizar é fundamental. A sorte pode chegar, e se chegar pode não ser o que esteja esperando, então não espere. Faça a sua sorte você mesmo.

Aimée: E agora minha perguntinha final! Quem o Wagner Molina aos seus olhos? 

Wagner: Um ator na busca do seu personagem, um pai babão, um amante apaixonado pelo riso.
Curioso e que se propõe a dar sempre o seu melhor.

Finalizando com o nosso Portrait do Wagner! 🙂

image-e1443985552633

#meuportrait #umportraitcomvoce #wagnermolina


Apoia-se

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

Previous Crítica: Operações Especiais
Next Crítica: Horas de Desespero

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close