Os Escolhidos

O que todos temíamos aconteceu. Após a Terceira Guerra Mundial, nosso Planeta foi dizimado e as poucas pessoas que conseguiram escapar, encontram no Espaço a sua nova morada e a chance de recomeçar do zero. Agora, passados três séculos desse período apocalítico, outro problema está acontecendo, e voltar à Terra pode ser suas únicas chances. Mas, será que os níveis de radiação já baixaram? Será que é seguro? Quem se prontifica?

“The 100” é o livro que inspirou a série homônima – hoje já indo para 5ª temporada -. “The 100 – Os Escolhidos” é o primeiro livro. Àqueles que nos apresenta Clarke, Bellamy, Octavia, Wells e outros personagens que não aparecem na série. Aliás, antes de começarmos de fato nossa resenha, queremos deixar claro que se você veio aqui encontrar algum spoiler sobre a série, sentimos muito… vamos nos ater somente ao livro. Mas é claro, entre uma escrita e o outra, você vai poder notar que muita coisa mudou.

Muitas pessoas não gostam de adaptações. Algumas deixam a desejar, outras mudam o sentido, o final, o começo… tem até aquelas que nos perguntamos, “mas porque mudaram tanto? ”. Se você viu a série e agora quer ler o livro, adiantamos: muita coisa está completamente diferente. E por mais incrível que isso pareça, não é que também ficou bom?!

Três séculos dentro de uma nave no Espaço Sideral foram o suficiente para se criar um novo tipo de política. O que todos queriam, e sobre isso não restava dúvidas, era sobreviver. Mas os recursos estavam ficando escassos, o oxigênio estava acabando e Jaha, o Chanceler daquele povo precisava fazer alguma coisa. Para salvar vidas, seria preciso sacrificar algumas delas.

A nave era dividida em três estações: Phoenix, a estação da elite. Era como se fosse a capital. Dali saíam as medidas protetivas, era onde vivia o chanceler, os cientistas, médicos, engenheiros e todo corpo intelectual da nave. Além de ter a única reserva de mantimentos de todo local. As outras duas estações eram Arcadia e Welden. Ali, se encontrava a mão de obra. As pessoas eram visivelmente mais pobres, seus mantimentos eram racionados e eles só podiam usar água uma vez por semana.

Para que as coisas não ficassem fora de controle, estabeleceu-se algumas medidas. Dentre elas: Casamentos só eram autorizados dentro das estações, ou seja, não podia haver mistura de cátedras. Não se podia ter mais de um filho, os livros não podiam ser retirados da biblioteca e somente as pessoas de Phoenix tinham acesso; adultos que não respeitassem as leis eram condenados à pena de morte e tinham seus corpos lançados na imensidão do espaço, e os menores de idade eram presos e recebiam um novo julgamento ao completar seus 18 anos.

Quando os recursos começaram a acabar também para a elite, o Chanceler viu que era hora de voltar para Terra, mas para que isso acontecesse, precisaria saber se já era seguro. Unindo a fome com a vontade de comer, ficou decidido que os 100 jovens que estavam aguardando seus julgamentos seriam enviados nessa expedição. E assim que houvesse garantia de segurança, toda a população desceria.

Dentre os jovens tínhamos Clarke uma quase médica – ela foi presa antes de conseguir se formar –, Wells – filhos do Chanceler Jaha –;  Bellamy e Actavia – irmãos -, Thalia – melhor amiga de Clarke – e Glass – uma menina de Phoenix que deu o azar de se apaixonar por um rapaz de Welden. Cada um tinha um motivo muito particular para estar preso. E agora, eles tinham a chance de começar do zero aqui na Terra. Se sobrevivessem, é claro.

“The 100 – Os Escolhidos” é um ótimo livro de introdução. É bem detalhado e os capítulos recebem o nome dos personagens que vão falar naquele momento. O leitor não se perde. E assim como acontece na série, ficamos querendo saber logo o que vai acontecer.

Morgan conduziu a história com uma ótima linha de pensamento. O assunto não fica arrastado e nem cai na mesmice. E ainda que diferente, quem gostou da série, vai gostar do livro também.

Lançado pela Editora Galera, os três primeiros livros já foram lançados aqui no Brasil, mas o quarto ainda não tem previsão de chegar.

E se você gostou de “The 100 – Os Escolhidos”, aguarde e confie. Já estamos preparando a segunda parte dessa resenha: “The 100 – 21 Dias.”


Sympla

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Kinha Fonteneles

Érica nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, mas deveria ter nascido nesses lugares onde se conversa com plantas, energiza-se cristais e incenso não é só pra dar cheirinho na casa.
Letrista na alma, e essa bem... é grande demais por corpinho de 1,55 que a abriga.
Pisciana com ascendente E lua em câncer. Chora quando está feliz, triste, com raiva e até mesmo com dúvida.
Ah! É uma nefelibata sem cura.

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