Guitarrista, compositor e coautor de clássicos da Legião Urbana retorna à Cidade do Rock como convidado especial no Palco Sunset
O Dado Villa-Lobos ajudou a construir algumas das músicas mais conhecidas da Legião Urbana. Guitarrista, compositor e produtor musical, ele participou da formação que levou a banda ao reconhecimento nacional e deixou sua assinatura em canções que continuam sendo tocadas, regravadas e cantadas por diferentes gerações.
Em 2026, essa trajetória ganhará um novo capítulo. Dado Villa-Lobos estará no Rock in Rio como convidado do Capital Inicial, em uma apresentação marcada para o dia 4 de setembro, no Palco Sunset. Antes desse encontro, vale conhecer algumas das histórias que ajudaram a formar sua carreira.
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Dado Villa-Lobos nasceu na Bélgica
Apesar da forte ligação com Brasília e com o rock brasileiro, Eduardo Dutra Villa-Lobos nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 29 de junho de 1965.
Filho de diplomata, Dado passou parte da infância fora do Brasil. Morou em Belgrado, na antiga Iugoslávia, em Montevidéu, no Uruguai, e em Paris, na França. A mudança para Brasília aconteceu quando ele tinha 14 anos.
A experiência internacional fez parte de sua formação antes mesmo de ele encontrar a movimentada cena musical que se desenvolvia na capital federal durante o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980.

O parentesco com Heitor Villa-Lobos
O sobrenome conhecido da música brasileira não é uma coincidência. Dado é sobrinho-neto de Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor que se tornou uma das principais referências da música erudita brasileira.
A influência musical também estava presente dentro de casa. Segundo a biografia publicada no site da Legião Urbana, Dado passou a infância ouvindo o pai tocar piano clássico. Mais tarde, encontrou no punk e no rock uma linguagem própria para desenvolver sua carreira.

A entrada de Dado na Legião Urbana
Dado Villa-Lobos não participou da primeira formação da Legião Urbana.
A banda surgiu em 1982 com Renato Russo, Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. No ano seguinte, Paraná e Paulista deixaram o grupo, abrindo espaço para que Dado assumisse a guitarra.
Foi a partir de 1983 que ele passou a integrar a formação responsável pela gravação dos discos e pela consolidação da Legião Urbana no cenário nacional. O primeiro álbum da banda chegou em 1985, impulsionado por músicas como “Será”, “Ainda É Cedo” e “Geração Coca-Cola”.

O trabalho de Dado como compositor
A participação de Dado Villa-Lobos na Legião Urbana foi muito além das guitarras, dos riffs e dos arranjos.
Ele aparece como coautor de músicas como “Será”, “Pais e Filhos”, “Quase sem Querer”, “Há Tempos”, “Vento no Litoral”, “Ainda É Cedo” e “O Teatro dos Vampiros”.
Um levantamento divulgado pelo Ecad em 2025 apontou que Dado tinha 578 obras musicais e 701 gravações cadastradas na base da entidade. “Será”, composta com Renato Russo e Marcelo Bonfá, liderava tanto a lista de músicas mais executadas quanto a de composições mais regravadas do artista.
Os números ajudam a dimensionar uma contribuição que nem sempre é percebida pelo público. Dado não estava apenas interpretando as canções da Legião Urbana. Ele participava diretamente da criação de parte daquele repertório.
O estilo de guitarra que marcou a Legião
A guitarra de Dado Villa-Lobos se tornou uma peça importante da identidade musical da Legião Urbana.
Em muitas faixas, os arranjos não buscavam ocupar todos os espaços da música. As guitarras ajudavam a construir o clima das composições, acompanhando a intensidade das letras e da interpretação de Renato Russo.
Essa combinação pode ser percebida tanto nas músicas mais diretas do início da banda quanto nos trabalhos mais densos lançados posteriormente. O resultado foi uma sonoridade reconhecível, capaz de conectar o peso das palavras com melodias que permaneceram na memória do público.
A carreira depois da Legião Urbana
As atividades da Legião Urbana foram encerradas em 1996, após a morte de Renato Russo.
Dado continuou trabalhando como cantor, compositor, produtor e instrumentista. Ao longo dos anos, lançou projetos próprios, participou de turnês comemorativas e colaborou com diferentes artistas da música brasileira.
Sua discografia solo inclui trabalhos como “Jardim de Cactus”, “O Passo do Colapso” e “EXIT“. Em 28 de maio de 2026, o músico lançou “O Que Você Quiser“, seu quarto álbum de estúdio. O projeto chegou quase dez anos depois de “EXIT” e reuniu participações como Tiago Iorc, Humberto Gessinger e Herbert Vianna.

Dado Villa-Lobos também criou trilhas para o cinema
A trajetória do guitarrista também chegou às telas.
Dado compôs trilhas sonoras para produções do cinema e da televisão. Seu primeiro trabalho para um longa-metragem foi “Bufo & Spallanzani“, lançado em 2001. A composição recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.
A atuação no audiovisual mostrou outra dimensão de seu trabalho como compositor, utilizando a música para construir atmosferas, acompanhar personagens e ajudar a conduzir narrativas.

Interpretado pelo próprio filho no cinema
Uma das curiosidades mais pessoais da trajetória de Dado aconteceu no filme “Somos Tão Jovens”.
Lançado em 2013, o longa acompanha a juventude de Renato Russo e o começo da cena musical de Brasília. Na produção, Dado Villa-Lobos foi interpretado pelo próprio filho, Nicolau Villa-Lobos.
Nicolau não tinha experiência anterior como ator e afirmou, durante o lançamento do filme, que buscou representar o pai da maneira mais natural possível.
Quando Dado Villa-Lobos toca no Rock in Rio 2026?
Dado Villa-Lobos estará no Rock in Rio 2026 no dia 4 de setembro, como convidado do Capital Inicial.
A apresentação acontecerá no Palco Sunset e reunirá músicos diretamente ligados à geração que transformou Brasília em um dos principais centros do rock brasileiro.
A programação oficial do festival também traz Foo Fighters, Rise Against, The Hives e Nova Twins no Palco Mundo durante a mesma data. No Sunset, além do encontro entre Capital Inicial e Dado Villa-Lobos, estão confirmados Hot Milk, Detonautas com Biquini e Di Ferrero.

Um encontro entre diferentes capítulos do rock brasileiro
A participação de Dado Villa-Lobos com o Capital Inicial carrega um forte componente histórico e afetivo.
Os artistas surgiram dentro da mesma movimentação cultural de Brasília e ajudaram a levar o rock produzido na capital para todo o Brasil. Décadas depois, estarão juntos diante de um público formado por pessoas que conheceram essas músicas em momentos diferentes.
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Para quem estiver na Cidade do Rock, vale preparar a voz. O repertório deve trazer canções que já fazem parte da história do rock nacional e que dificilmente serão ouvidas em silêncio.
O público não estará apenas diante de um show. Estará diante de um encontro entre artistas, memórias e músicas que continuam atravessando gerações.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerado por Inteligência Artificial


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