Esses pais ninguém gostaria de ter, e todos amam odiar ler
Fazer uma lista de melhores pais é até fácil, mas fazer uma lista com pais detestáveis, é muito mais divertido. Aqui vou colocar a minha opinião em alguns homens que não deveriam serem pais e não estavam preparados para isso. Claro, que alguns dessa lista até conseguiram uma redenção, mas outros, eu só desejo tudo de pior para esses personagens, mas que bom que existem, porque assim eu consigo odiá-los e acrescentam uma ótima intriga para a trama e o enredo da história. Eu vou deixar vários de fora, tive que escolher só cinco. É pouco, eu sei, mas fazer o que, né.
1. O Pai (Um Milhão de Finais Felizes)
Se em algum momento esse desgraçado tem o nome citado no livro, eu não me recordo. Ele é mencionado como o pai do Jonas, o protagonista do livro. Ele é um homem autoritário e que exige respeito de seu filho, muito embora não faça nada para merecê-lo, uma vez que é retratado como uma pessoa grossa, de pavio curto, ignorante nos dois sentidos da palavra, e que claramente não estava preparado para ser pai. O personagem entra em confronto várias vezes com o filho e fica fazendo várias exigências para ele com sermões que são muitas das vezes desnecessárias.
O ápice é quando ele vê o Jonas beijando o seu namorado na porta de casa pela janela e o expulsa, xingando e humilhando o garoto, e a mãe não fica atrás; ela é uma fundamentalista religiosa que não defende, e ignora completamente a parte de “amar ao próximo” como o próprio Jonas cita. No final, Jonas teve exatamente o que plantou: amigos leais, um namorado lindo e que o ama, e a família que ele escolheu e não apenas genitores que compartilham laço de sangue.
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2. Keaton Hayworth Jr. (No Sigilo)
Não sei se ele é o pior pai da lista, o que talvez seja uma coisa boa. No final, ele aceita sim o seu filho ser bissexual, embora ainda faça algumas piadas homofóbicas e bifóbicas para o filho, mas como o próprio Keaton III diz “melhor escolher as suas batalhas”, embora Keaton Jr. dê sim amor, e ajude o seu filho — até contra a vontade dele —, já que quis comprar votos para o filho na campanha que ele estava concorrendo. Keaton Jr. vê mais o filho como um legado de família que ele deveria seguir e fazer, ou seja, ele tem um ideal do que o filho é e não o escuta e nem o vê.
O que torna o enredo bom é que ele melhora como pessoa, ao ter várias conversas com o filho, entendendo que ele é um ser individual e não uma extensão do seu próprio ego e vontades. E no final, o legado familiar que ele tanto queria acaba acontecendo já que o futuro genro dele entra para a empresa dele, enfim, tudo termina bem nessa história.
3. Valentim (Saga Instrumentos Mortais)

Ele teve TRÊS chances de ser pai, e conseguiu ser um merda em todas elas. Primeiro com Clary e Jace, onde com o Jace ele assassinou seu pai real e o criou como sendo o próprio filho, e ainda no útero da mãe do Jace injetou sangue angelical nele, e fez a mesma coisa com a Clary, injetando sangue angelical na sua esposa sem que ambas mulheres soubessem. Embora ele não tenha sido presente na vida da Clary quando ela crescia, ele conseguiu o desprazer de aparecer na adolescencia dela, tentar matá-la diversas vezes e ainda manipulá-la para se juntar aos planos de genocídio em massa de submundanos.
Com o Jace, ele traumatizou o garoto quando pequeno, fez o menino crescer para se tornar um lutador que não tem nenhum tipo de sentimento e emoções, para que ele repreendesse isso, uma vez que dizia que ter amor e empatia eram coisas que o tornavam fraco. E só com os Lightwood que o Jace começou a melhorar um pouco.
Com o seu filho biológico e irmão da Clary, ele foi ainda pior injetou sangue de demônio nele e criou o garoto para odiar Jace, o “anjinho loiro”, e fez os dois terem uma rixa de parte só de um deles. O garoto era um psicopatinha igual ao pai e por criação do pai.
4. Hank Millar (Saga Hush Hush)
Continuando com pais psicopatas que querem reinar sobre o mundo e criar uma guerra entre humanos, nefilins e anjos, temos o Hank Millar, pai biológico de Nora Grey. Ele é o principal antagonista da obra. Além de ficar com a mãe da Nora, ele manipula a mente dela para que ele se apaixone por ele, e passe a ter um desejo obsessivo e doentio por ele, fazendo com que voltasse de volta à vida da filha, e mesmo depois que ele morre no final, o efeito da manipulação não passa e a mulher vai ser obrigada a sentir amor e luto sem conseguir reconstruir a vida.
Ele também sequestra, tortura, causa um genocídio em massa dos anjos caídos. E mais: ele também tem outra filha, Marcie Millar, que é um “bitch” de escola, mas que também é uma Nefilim, só que com “falhas”. No final, ele conseguiu ferrar com a vida de ambas as filhas.
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5. Zeus (Percy Jackson e os Olimpianos)

Esse daqui é péssimo em tudo em qualquer mídia, até se lembrar do filme da Disney, ele continua sendo um péssimo irmão. Mas em Percy Jackson, pelo menos no começo da saga Os Olimpianos, Zeus é um personagem extremamente autoritário, e ele não parece demonstrar amor ou carinho pela sua filha, Thalia Grace, no máximo o que ele tem sobre ela é a expectativa que ela seja extraordinária como semideusa e que aumente a glória e o seu status, e até mesmo espera que ela seja a criança da profecia para que possa derrotar o seu pai Cronos.
A situação só muda mesmo com o final da guerra com Percy Jackson solicitando como recompensa que os deuses sejam melhores com seus filhos através do juramento mais sagrado que existe para os olimpianos, pelo rio Estíge. E ainda assim só lá pro final que ele consegue se redimir um pouco, e fica com a esperança de ter uma melhoria, que só pode ser vista nas demais sagas, mas não estamos falando dela, e sim da primeira onde ele é um péssimo pai.
Essa foi a minha lista com 5 pais horríveis da literatura, mas sei muito bem que tem mais. Existe algum que você acha que ficou de fora da lista de gostaria de falar sobre?
“5 Piores Pais da Literatura”. Imagem Destacada: Divulgação/Netflix


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