12 de dezembro de 2019

Considerada como uma das palavras mais utilizadas nos últimos tempos, o termo coaching vem do inglês e indica uma atividade de formação pessoal. Em uma das versões mais conhecidas sobre seu surgimento, conta-se que a primeira vez que o vocábulo apareceu foi na Hungria, no condado de Komárom-Esztergom para designar as coches – ou carruagens – de 4 rodas. Essas coches começaram a ser produzidas no século XVI e eram feitas com suspensão de molas de aço. Como consequência, tornaram-se as mais cobiçadas da época. Com isso, os responsáveis por conduzir as carruagens, começaram a ficar conhecidos como cocheiros, que eram também especialistas em treinar os cavalos para que puxassem as coches.

Mas o conceito coaching, da forma como conhecemos e empregamos atualmente, surgiu na verdade por volta de 1830, na universidade britânica de Oxford, quando os nobres universitários da Inglaterra iam para as suas aulas em carruagens conduzidas pelos cocheiros. Com o passar do tempo, uma comparação começou a ser feita entre a carruagem – que levava as pessoas a diversos lugares – e o coach – que conduzia o indivíduo pelos campos do conhecimento. Sendo assim, o termo então passou a ser utilizado como gíria, para definir um tutor particular, ou seja, aquele que “conduz”, que “carrega”, que prepara o estudante para seus exames, que leva o tutorado à direção do objetivo que ele deseja alcançar.

Nos dias de hoje, o serviço de coaching consiste em orientar e ajudar as pessoas a alcançarem suas metas com dedicação e entusiasmo. Esse termo começou a ser usado para se referir a um instrutor ou treinador de cantores, atores, atletas e muitas outras profissões. Aliás, podemos encontrar coachs para praticamente tudo hoje em dia, né?! E dentre todas as carreiras, é claro, incluímos também a de escritor, onde o mais recente coaching literário começa a entrar em cena.

Com a mesma finalidade de auxiliar o indivíduo em suas conquistas na trajetória profissional, o coaching literário também carrega a missão de ajudar o escritor a encontrar seu dom e a mostrá-lo ao mundo em forma de escritos e de livros. Ele ainda trabalha para que a capacidade para autonomia seja desenvolvida e assim todos possam conhecer melhor o autor e sua literatura. Ele acompanha o escritor que deseja produzir uma obra e não sabe muito bem como e nem por onde começar.

Mas se você pensa que só ter o desejo de se tornar coach literário basta para exercer essa função, fique sabendo que não é assim que funciona. Além da formação em Coaching, é necessário que o especialista também domine conhecimentos editoriais, textuais, ortográficos e do mercado editorial. E ele ainda precisa ter cursos e experiências práticas, que confiram ao seu cliente a possibilidade de desenvolver trabalho de ficção e não ficção ou qualquer projeto editorial com sucesso. Como perito no assunto, ele também tem como incumbência dar subsídios para a construção do seu conteúdo, orientações específicas e feedbacks que ajudem o futuro escritor a organizar suas ideias. As sessões de orientação ao cliente podem ser semanais ou quinzenais e geralmente levam uma hora de duração. Podem ser feitas pessoalmente, por chamada de WhatsApp ou via Skype. A quantidade de sessões depende, claro, das necessidades e objetivos de cada autor. Tudo é conversado e combinado.

Pode levar um bom tempo até que as duas partes se ajustem. No entanto, pode funcionar muito e ainda pode dar resultados surpreendentes para o escritor e ainda a sensação de dever cumprido para o coach.

E para você, qual a sua opinião sobre esse profissional? Acha que realmente vale a pena o investimento de tempo e dinheiro ou acha que é irrelevante? Você contrataria um coach? Tem alguma experiência sobre isso que queira nos contar?

Deixe nos comentários o que você acha!!

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Erika Kohler

Jornalista (com diploma), escritora metida a cronista e decoradora. Não necessariamente nessa ordem. É uma artista múltipla! Tem a arte no DNA e por isso é amante do mundo das artes. De todas as formas: Cênicas, Visuais e Plásticas.
Carioca, já foi rata de praia, mas hoje prefere o inverno. É gateira de carteirinha e apaixonada por pinguins. Os livros fazem parte da sua vida e estão sempre por perto. Talvez tenha nascido no século errado porque ama o Vintage e o retrô. Adora assistir filmes e séries, sempre acompanhada por um baldão de pipoca. Torce para encontrar com o gato da Alice, pra ele indicar a estrada dos tijolinhos amarelos, que vai direto para a Fantástica Fábrica de Chocolate!!

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