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Crítica

Crítica: Boneco de Neve

O mercado cinematográfico vem investindo em produções que já possuem um certo público cativo para garantir bilheteria. E com isso, muitos filmes que estão aparecendo nos cinemas são basados em livros que já tiveram algum tipo de sucesso. Assim como o novo “Assassinato no Expresso do Oriente”, que tem sua estreia marcada para o dia 30 de novembro, o recém chegado às telonas, “Boneco de Neve”, é baseado no livro homônimo de Jo NesbØ.

A história contada no filme é sobre uma investigação do desaparecimento de várias vítimas. O detetive Harry Hole, interpretado por Michael Fassbender, e a policial Katrine Bratt (Rebecca Fergunson) tentam desvendar esse mistério e acabam conectando com crimes do passado, descobrindo que o atual assassino é um antigo serial killer.

A produção que traz Martin Scorsese, Tomas Alfredson, Liza Chasin, Amelia Granger, Emma Tillinger Koskoff, entre outros, possui muitas complicações começando pelo roteiro que parece que não foi concluído. Escrito por Peter Straughan, Hossein Amini e Søren Sveistrup, a narrativa contém muitas falhas e pontas soltas. A montagem nos leva a acreditar que tudo será ligado com o passar do tempo e que teremos um encaixe das “peças” ao final. Porém, muito é inserido e pouco aproveitado, deixando o espectador desnorteado com informações que eram desnecessárias.

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A direção de Tomas Alfredson não é eficiente, colocando toda uma expectativa no público de algo que nunca acontece de fato. Ele acaba usando muitas cenas que não dizem para o que vieram e se fossem cortadas não fariam a mínima falta. O que implica na interligação da narrativa e deixa o ritmo do filme lento e entediante.

Para não agraciar a obra, o elenco é também pouco aproveitado. Com um ator de ponta como Michael Fassbender como protagonista, a direção realmente desperdiça mais do que aproveita. Michael se encaixa perfeitamente no papel de um detetive deprimido e desinteressado da vida, mas pouco lhe é dado para desenvolver seu potencial. E acaba sendo o mais do mesmo sem muito o que falar. Rebecca Fergunson vem com uma policial que poderia ter uma trama muito mais interessante para o contexto, mas novamente eles pegam a personagem e deixam de lado todas a possibilidades do crescimento dela. A grande decepção vem com Val Kilmer. O ator tem pouquíssimas cenas e as que aparece representa um antigo detetive alcoólatra que tentava solucionar o mesmo caso 9 anos antes. E a verdade, é que você agradece por ele quase não aparecer. Sua interpretação está péssima, em um nível assustador para a capacidade do mesmo. E o que falar sobre o vilão? É melhor nem fazer muitos comentários, uma vez que ele não nos intriga, nem entretém e não convence.

O que mais incomoda é a inserção de personagens que existem no livro e são bem desenvolvidos e aqui não fazem sentido para a história. Já o que realmente se salva é a belíssima fotografia feita por Dion Beebe (“13 horas: os soldados secretos de Benghazi”), a locação com certeza ajudou bastante, pois o visual da Noruega é incrível. Contudo, um filme não é feito somente com uma boa fotografia, exemplo disso é o também feito na neve “Depois daquela montanha” que não teve uma boa repercussão por motivos bem parecidos.

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Infelizmente não há como dizer que a produção é boa devido a tantos problemas. Ela até vai te levando a acreditar que o “futuro” será promissor, mas quando chega ao fim, você descobre que deu uma volta ao mundo para nada. E o tão esperado boneco de neve, vira apenas um título interessante para uma história que nem ele se enquadra.

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8.9
4
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Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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