Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Eu matei minha mãe

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
7 de janeiro de 2017 3 Mins Read
Édipo às avessas

21044479 20130926191745012

“Talvez sua mãe não tenha sido feita para ter um filho.”

Esta frase, dita ao adolescente Hubert (Xavier Dolan) por sua professora Julie (Suzanne Clément), pode ou não corresponder à realidade da personagem citada, mas levanta uma ótima discussão.

Hubert vive em eterno conflito com sua mãe, Chantal (Anne Dorval). Ambos tinham um bom relacionamento quando ele era criança, mas depois tudo mudou. Para o adolescente, sua mãe casou e teve filho apenas porque era isso que se esperava dela. A raiva que se sente por Chantal é tanta que ele chega ao ponto de mentir na escola dizendo que ela havia morrido (daí o título do filme).

A obra tem vários aspectos positivos do ponto de vista estético. Não fosse por isso, seria uma sequência de brigas homéricas entre mãe e filho. A histeria de Hubert chega a ser irritante e cansativa. “Eu matei minha mãe” é o longa de estreia de Xavier Dolan como diretor – ele também assina a produção e o roteiro, escrito aos 16 anos e em parte autobiográfico, como ele mesmo admitiu.

As atuações que merecem destaque são de Anne Dorval (Chantal) e Patricia Tulasne (Helène). Esta última interpreta a mãe do namorado do protagonista e é o extremo oposto de Chantal: liberal, moderna e bem resolvida, tanto em relação à própria sexualidade quanto à sexualidade do filho. Já Chantal irrita Hubert por suas atitudes manipuladoras, seu mau gosto ao vestir-se, seu comportamento de “mater dolorosa” (inclusive retratado literalmente quando ela aparece como uma santa que verte lágrimas de sangue). Anne Dorval brilha na interpretação por dosar bem momentos de contenção e de histeria, chegando a ser cômica ao adentrar ambientes apontando o dedo de forma dramática. A cena em que conversa ao telefone com o diretor do colégio interno de onde Hubert foge é capaz de lavar a alma de qualquer mãe que se desdobra para criar um filho sozinha e, ainda assim, é criticada por quem mal a conhece.O figurino desta personagem também merece atenção especial por retratar perfeitamente o gosto kitsch de Chantal que tanto irrita Hubert. O close na boca da mãe, enquanto ela mastiga e se suja ao comer, é filmado em câmera lenta e alternado com o close dos olhos do filho, mostrando bem a irritação que ele sente. Aliás, o enquadramento da cena em que ambos jantam – com cada personagem em um canto do quadro – é ótimo para representar a separação que existe entre os dois, mesmo estando juntos à mesma mesa.

Xavier Dolan faz bom uso de recursos como câmera lenta e o contraponto com a mais nervosa; eles ilustram os sentimentos do protagonista, assim como o que se passa em sua mente. Também interessante é a inserção – em preto e branco – de depoimentos que o adolescente grava sobre sua mãe. Essas imagens contrastam com as de uma infância feliz e colorida que ficou no passado. A trilha sonora também tem presença importante, destacando-se a música “Noir désir”, com o duo de eletropop belga Vive La Fête, na cena em que Hubert e seu namorado fazem arte – e sexo – à la Jackson Pollock.

Apesar do tom histérico em boa parte das falas do filme, isso não parece ter prejudicado sua recepção pela crítica e pelo público: foi aclamado em Cannes, recebeu vários prêmios e foi o candidato canadense ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010. Certamente é um filme para ser visto e apreciado – mas recomenda-se manter o volume baixo.


Neuza Rodrigues

Reader Rating1 Vote
10
8.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

AdolescênciaCannesCinema IndependenteNetflixrelacionamento familiarrelacionamento gay

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

15909795 1634517610175980 987638556 n
Anterior

Crítica: A Criada

Covers MixTape Microfone
Próximo

Let’s Make Covers

Próximo
Covers MixTape Microfone
7 de janeiro de 2017

Let’s Make Covers

Anterior
7 de janeiro de 2017

Crítica: A Criada

15909795 1634517610175980 987638556 n

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Pochettino Vitória
    Vitória Intensifica Preparação Para Enfrentar o Vasco e Apresenta Pochettino
    Gabriel Fernandes
    Aprendendo a lição
    Você sabia? | Aprendendo a Lição veio de um webtoon
    Mariana Centurion
    Moana capa
    Crítica: Live-Action de ‘Moana’ Consolida a Era do Rebranding Corporativo da Disney
    Cesar Monteiro
    vexames da Copa do Mundo
    7 a 1 | Quem marcou o único gol brasileiro no fatídico jogo?
    Cesar Monteiro
    Chapecoense Max Alves 1
    Chapecoense Confirma Lesão de Max Alves e Perde Reforço Antes da Estreia
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    Aprendendo a lição

    Você sabia? | Aprendendo a Lição veio de um webtoon

    Mariana Centurion
    8 de julho de 2026
    Moana capa

    Crítica: Live-Action de ‘Moana’ Consolida a Era do Rebranding Corporativo da Disney

    Cesar Monteiro
    8 de julho de 2026
    Sintonia Nando Entre Dois Mundos Netflix 1

    Nando Entre Dois Mundos | Sintonia Ganha Filme na Netflix e Nando Retorna em Nova Jornada Marcada pelas Consequências do Passado

    Jéssica Meireles
    7 de julho de 2026
    James gunn 3

    A “Vigarice” Deu Errado: Por Que a Fórmula de James Gunn Afundou Supergirl e Ativou o Alerta da DC?

    Luís Gustavo Dias
    7 de julho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx