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Crítica: Ex Machina – Instinto Artificial

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Convidado Especial
31 de maio de 2017 3 Mins Read

18671666 1532218886828745 4917461599070451791 oJá faz tempo que o cinema vem “prevendo” diversas mudanças na vida em sociedade com relação à tecnologia, muitas delas chegam até a se tornar realidade com o passar dos anos. Os filmes de ficção científica despertam a imaginação de quem o assiste e, não é de hoje que o cinema tem brincado com a ideia de uma possível relação afetiva entre máquina e humano, especialmente quando se vive em uma geração em que smartphones e notebooks se transformaram em nossos melhores amigos, ou carregam uma “vida” dentro. Tratando dessa futura hipótese, é que se desenrola “Ex Machina- Instinto Artificial”.

A trama começa quando o programador Caleb (Domhnall Gleeson) é selecionado dentro da empresa em que trabalha, a Bluebook (uma espécie de Google) para participar de um novo projeto. Ele então, terá que passar uma semana na reclusa e luxuosa moradia do CEO Nathan (Oscar Isaac). Lá,  descobre que seu chefe criou uma avançada forma de inteligência artificial: a androide Ava (Alicia Vikander). A função do jovem será testar a capacidade da máquina de se passar por um humano (como no Teste de Turing, criado pelo matemático  Alan Turing, que sugere justamente essa capacidade de comportamento da máquina); mas as coisas acabam saindo de controle e confundindo Caleb, que cai em incertezas.

No inteligente longa, não estamos em outro planeta, nem precisamos enfrentar criaturas estranhas, mas, criamos robôs com informações, gostos e pensamentos reais, que podem vir a nos persuadir, quem sabe, com tanto conhecimento já programado. Estamos diante de questões mais próximas, como nossa relação com as máquinas e como elas estão a cada dia mais sofisticadas. Seria mesmo possível se apaixonar por um robô e tê-lo como nossa companhia, suprindo necessidades?

Sem um numeroso elenco, apenas com três personagens centrais, que dão um show de interpretação e convencem em seus papéis, principalmente a sueca Alicia Vikander, em sua atuação como a robô Ava, o longa é uma aula de efeitos especiais e, chegou a ganhar o Oscar em 2016 de melhor efeitos visuais, desbancando superproduções como “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Perdido em Marte”, “O Regresso” e “Star Wars: O Despertar da Força”.

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O escritor e roteirista Alex Garland (que já havia participado de roteiros como “O Extermínio”, “Sunshine”, “Não Me Abandone Jamais”, “Dredd” e, também foi autor do livro “A Praia”, com versão para os cinemas em 2000, protagonizado por Leonardo DiCaprio), faz sua estreia de ouro como diretor no longa, que não deixa nada a desejar. Alex conseguiu com maestria unir uma delicada ficção científica, com muito suspense e um toque sombrio que se encaixam perfeitamente.

A fotografia do longa foi muito feliz, fazendo do cenário e da troca de iluminação um show à parte. Ao retratá-lo em um local isolado, “exploram”  da  exuberante natureza mesmo em cenas dentro da casa-laboratório, que é toda feita de vidro, dando um ar ainda mais futurístico. Assim como a arte e o figurino, que ajudam a compor essa teia entre presente-futuro. A pouca e leve trilha sonora, em apenas algumas cenas, ajuda a sustentar todo o ar de suspense do filme.

“Ex Machina- Instinto Artificial”, sem sombra de dúvidas, pode se dizer que é daqueles filmes que cativam e prendem a atenção à cada detalhe, do início ao fim. É uma inteligente e questionadora ficção científica, capaz de gerar um interessante debate sobre a evolução da inteligência artificial e sua relação com o Homem. O filme teve sua estreia em 2015 e, atualmente pode ser encontrado no catálogo da Netflix.

Por Bruna Tinoco

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8.7
9.5

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CinemaFicção Científica

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