Nem só de séries e filmes vive o audiovisual nos dias de hoje. Você já ouviu falar das webséries? Com curta duração, são pequenos vídeos disponibilizados em plataformas como o Youtube e existem bem antes dos “youtubers”. Com a proposta de não sobrecarregar e nem exigir uma obrigatoriedade de “estar em dia” com os episódios, as webséries continuam a ganhar espaço desde que começaram a surgir, em 1995.

Conta-se que a primeira websérie foi criada pelo americano Scott Zakarin, e se chamava “The Spot”, logo, o conceito não é atual, mas hoje é bem mais fácil de criar e produzir do que era em 1995. Agora, com a variedade de recursos tecnológicos, qualquer coisa pode ser produzida e disponibilizada na internet, em qualquer lugar do mundo.

Uma websérie não é necessariamente uma história nova. Existem várias séries que criam spin-off e disponibilizam no Youtube e até o contrário, como em 3%. A série teve seu primeiro episódio lançado em 2009. Em 2015, a Netflix comprou os direitos autorais e a transformou no sucesso mundial que é hoje.

O alcance de público dentro do youtube é tão grande que uma websérie pode explorar diversas temáticas. Com isso, existe uma gama de programas diferentes que, por serem pequenos, são assistidos rapidamente. Apesar do conceito ser originalmente americano, no Brasil, as webséries não param de existir. Em 2011, um dos grandes sucessos da época era “#E_VC”, que trazia à tona questões adolescentes de futuro e escolhas. Com 9 episódios, a série durou até 2012.

A internet permite que tudo, que antes era um tabu, seja conversado hoje. Ainda que alguns assuntos recebam críticas negativas por uma parte conservadora da sociedade, a grande maioria das pessoas possuem uma opinião diferente. Não existe mais um “tabu social” como existia antigamente. Inclusive, diversos programas tratam de mais de uma temática em seus episódios.

Diferentemente das séries de televisão, não existe uma obrigatoriedade de estar sempre em dia ou de correr o risco de pegar um spoiler. No Youtube, o vídeo está lá e pode ser assistido a qualquer hora e em qualquer lugar. E não só servem para entreter, mas também funcionam para marketing, como a websérie “Marias”, criação da Intimus, marca de produtos de higiene íntima feminina, que apresenta as diversas situações que as meninas lidam no dia a dia com o conceito: “Somos Marias, mas não vamos com as outras”.

O projeto inicial de “Marias” se baseou em seis curtas, exibidos nos intervalos dos canais Telecine e por isso, não podem ser encontrados no Youtube. Mas, o sucesso foi tão grande que a Intimus deu continuidade a série, hoje em sua terceira temporada.

Engana-se quem pensa que as webséries necessariamente são feitas com atores. A prova disso é o sucesso de Raony Phillips, “Girls In The House”, que utiliza sims, do jogo “The Sims” para contar uma história. Em GITH, as meninas tomam conta da pensão da Tia Ruiva, com muito humor, ironia e um “quê” de suspense.

“The Sims” é um jogo da Maxis, criado por Will Wright nos anos 2000. No jogo, é possível criar uma família, construir casas e interagir com outros personagens, quase como uma realidade virtual. O sucesso é tão grande que GITH não poderia ser diferente, uma vez que prova não haver limites para a imaginação.

Na internet e nas redes sociais, o destaque de “Girls In The House” é para a personagem Duny, confundida constantemente com um “travesti” por sua voz e seu jeito de agir. Não só Duny ganhou sua própria websérie, o “Disk Duny”, que mostra a personagem em situações referentes a cultura pop, como também aparece em vídeos na página do TNT, dando opinião sobre as premiações como o Grammy, o Oscar e outros.

Até mesmo a Rede Globo aposta nas webséries. Em “Malhação”, por exemplo, a emissora costuma pegar um personagem que faça sucesso com o público e cria para ele um blog ou um canal, e também disponibiliza episódios extras no GShow. Uma das grandes sacadas foi a websérie de “Verdades Secretas”, minissérie que deu uma grande audiência para a Globo e lançou a atriz Camilla Queiroz. As criações da Rede Globo podem ser acessadas aqui.

As vantagens de se produzir uma websérie vão além da questão financeira. É óbvio que realizar um conteúdo para o Youtube é mais barato e mais prático do que para a Netflix, por exemplo, mas o que faz as webséries caírem no gosto popular é também a interação imediata com o público. Através dos comentários e dos likes e deslikes, fica mais fácil adequar um produto ao público e criar uma identificação.

Nós não poderíamos ficar de fora dessa, por isso, fizemos uma parceria com a WooMaxx”, um canal diferente de tudo que você já viu. São diversas entrevistas, séries, programas de entretenimento e tudo mais.


Apoia-se

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Júlia Cruz

Acredita ser uma criação do Projeto Leda enquanto espera o Doutor com a sua Tardis. É apaixonada por cachorros, gosta de acender incensos, observar estátuas e tomar café. Descobriu que tudo é passível de crítica e desconstrói os enredos das mais de cem séries que já viu, para os leitores da Woo Magazine.

Previous Crítica: RENT, O musical
Next Porque cuidar de uma fazenda (virtual) com Stardew Valley

40 thoughts on “Dê uma chance as webséries!

  1. Unico que eu ouvi falar foi Girls In The House, é tanta tirinha que sai que as vezes sinto que assisti varias vezes kkk eu ja acompanhei uma webseries mas isso tem 05 anos atrás e era musical tipo HSM e encontrei no youtube mesmo, americano, nem entendia nada mas amava as cenas kkk

    1. Girls In The House é muito bom, uma proposta totalmente diferente. Não conheço essa websérie que você falou, mas vou procurar, Fernanda. Beijos e obrigada pelo comentário.

    1. Poucas pessoas sabem que 3% foi uma websérie, mas o projeto não é atual. Claro que é impossível comparar uma produção da dimensão da netflix com um vídeo no youtube, mas é interessante ver que a abordagem não se difere tanto assim. Também adoro a Duny. Beijos.

  2. Se existe uma pessoa chata para séries em geral sou eu, webseries então eu avalio mil vezes antes de realmente me entregar ahahha. Marias eu assisti com uma amiga e adorei. “Girls In The House” eu sempre vejo memes na internet mas nunca parei para realmente assistir, acho tão diferente e genial esse lance de usarem os ‘sims’ como personagens.

  3. Aiiii! Pensei que eu era a única que assistia direto “marias”! Melhor webserie da vida! Sua dica é maravilhosa, é bem legal relembrar que o mundo não gira apenas ao redor de séries e filmes!

    1. Eu adoro Marias <3 muito bom, né? Obrigada pelo comentário, Thally, acho que temos que acompanhar de tudo um pouco e sempre procurar coisas novas! Beijos.

    1. Eu também gosto mais de histórias longas porque me apego, mas webséries também conseguem entreter e passar o tempo. Obrigada pelo comentário, Vitória.

  4. Como não amar Girls In The House ? Duny rainha sim, ai gente amo muito! Sem contar que tem os melhores memes da vida e tudo se passa no meu jogo favorito que sou mega viciada desde sempre!

    1. Sim!!! Não tem como não amar Girls In The House, é muito engraçado, mesmo que os eps demorem muito pra sair. Também adoro os memes, tenho vários no meu celular. Beijos.

  5. Confesso que tenho um pouco de dificuldades com web séries, acho que ainda me causa certo estranhamento em assistir rsrsrrs… Massss já vi uma e deixo ela aqui como dica: Lizzie Bennet diaries, é tipo uma releitura contemporânea de Orgulho e Preconceito… Muito boa!

  6. Uma ótima dica para pessoas que assim como eu não tem paciência para seguir seres longas. Eu até começo a assistir, mas acabo desistindo. Com certeza vou seguir essa maravilhosa dica e dar uma chance para as webséries ❤

  7. Eu vejo muita gente comentando sobre webséries, principalmente essa “marias”, mas nunca tive a curiosidade de assistir, nós já estamos condicionadas a netflix e séries famosas, né? Depois da sua matéria acho que vou dar uma chance!

    1. Exatamente, Nathália! Estamos tão fissurados nos streamings e na tv que às vezes esquecemos de procurar por séries em outros lugares. Dê uma chance sim, você vai gostar. Beijos.

  8. Adorei o post! Eu comecei assistir 3% e acabei abandonando a série, mas quero voltar a assistir logo, logo. “Marias” e “Girls In The House” eu já assisti e amei demais! São muito boas! AAH, e não vou nem mencionar os menes do “Girls In The House”, né! hahaha Melhores impossíveis!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close