O Portrait foi até o Vidigal para entrevistar uma atriz fofíssima, divertida e dedicada. Ela é brasiliense, apaixonada por artes cênicas e veio para o Rio em busca de novas oportunidades. Estudou em escolas conhecidas como a Martins Pena e a Nossa Senhora do Teatro, é integrante do grupo de teatro “Nós do Morro” e já fez diversos trabalhos no teatro, tv e cinema.

Vamos de Portrait com Samanta Lemos! 

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Aimée: Samanta, como, quando e por que você escolheu ser atriz?

Samanta: Se falar que foi sonho de infância estarei mentindo! Quando era mais jovem, e mãe, coloquei minha filha num curso de teatro e foi ali que aguçou minha curiosidade pela arte.

Aimée: Quais as dificuldades em seguir esse caminho?

Samanta: Primeiramente em ser desconhecido, a falta de patrocínios, dificuldades com pautas nos Teatros, o mercado televisivo fechado e a escassez de incentivos diversos.

Aimée: Você já percorreu uma longa estrada e fez diferentes trabalhos no meio artístico. Qual foi o que te tocou mais e por que? 

Samanta: Tive a missão de dar vida a personagem Sônia, no meio do processo por motivos de saúde me ausentei, mas não parava de pensar e, de alguma forma, ia dando vida a personagem. Foi necessário a substituição por outra atriz mas, perto da estreia, a mesma também teve problemas, o que me possibilitou chance de subir ao palco como a personagem.

Um grande mestre uma vez me disse uma frase que levo pra vida “O ator não escolhe o personagem é o personagem quem escolhe o ator.”

Aimée: Quais são as suas expectativas como atriz? O que gostaria de fazer que ainda não fez e qual seu objetivo?

Samanta: Uma delas é poder viver unicamente da renda do meu trabalho como atriz (tá difícil)! Estou projetando montar um Centro Cultural onde as diversas formas de arte possam se manifestar e, assim, poder semear mais sementinhas para que a arte seja difundida, que vire um ópio, uma droga boa…

Aimée: Bom, você foi mãe bem cedo! Como foi conciliar a carreira com a maternidade? E qual é a relação da sua filha com a sua carreira?

Samanta: Fui mãe aos 14 anos e, com isso, as responsabilidades vieram juntas! Na época, já trabalhava com o meu pai como sua assistente, assim fui ganhando o mercado na área de massoterapia, de onde tirei o nosso sustento durante 16 anos. Como trabalhava de forma autônoma, conseguia me desdobrar nas diversas funções: ser mãe, massoterapeuta, pedagoga (sou formada em pedagogia) e curiosa na arte de atuar (rsrsrs). Minha filha sempre foi minha parceira, desde pequena embarcava na minha viagem no mundo dos personagens e, de modo que foi crescendo, foi também se tornando minha maior critica e incentivadora. Ela vibra comigo a cada novo trabalho, a cada novo personagem.

Aimée: Todo mundo tem um ídolo ou alguém que se inspira ou admira o trabalho! Quem seria ou seriam essas pessoas para você?

Samanta: Sou grande admiradora da Meryl Streep e Whoopi Goldberg, elas são fantásticas!

Aimée: No teatro você fez diversos trabalhos com produções independentes. Como é trabalhar no Brasil com as atuais condições para quem não tem apoio do governo?

Samanta: É lamentável! Pois um povo sem cultura é um povo sem identidade mas, no fundo, o lastimável na cultura brasileira é ter que depender do Governo. Em países desenvolvidos a cultura é de cunho privado, o empresariado investe fundo nos projetos. Aqui temos que nos adequar a várias Leis de “Incentivo” culturais para, só depois, sairmos de pires na mão suplicando investimentos. Esse é o famoso teatro de guerrilha, onde praticamente pagamos para trabalhar, por amor a arte.

Aimée: Nosso mercado, atualmente, nos obriga a exercer várias funções além daquela que nós escolhemos por vocação. Como você faz para lidar com tudo isso e ainda manter o foco na atuação?

Samanta: Além de Pedagoga tenho formação em Artes Cênicas e ministro aulas de produção artística e cultural.

Aimée: Para atores conhecidos ou desconhecidos a situação mercadológica não está nada favorável. Qual a dica que você poderia dar para não desistir e permanecer na carreira?

Samanta: Foco, trabalho, trabalho e fé em Deus!

Aimée: Você faz parte do Nós do Morro, que é uma associação cultural, idealizada por Guti Fraga, muito conhecida na cidade do Rio de Janeiro. Como foi seu ingresso e como é estar trabalhando com eles depois de passar pelo processo de aprendizagem? 

Samanta: Integrei ao grupo em 2011 e tive o prazer de passar por vários processos e montagens do mesmo. Tive a oportunidade de conhecer e trabalhar nas mais diversas áreas como: produção, iluminação, contra regra, cenário e tive também a oportunidade de viagens internacionais, com o grupo inclusive, e só tenho a agradecer ao Guti Fraga por todo conhecimento lá adquirido.

Aimée: Antes de finalizarmos nossa entrevista, gostaria de saber qual é a sua preferência, Teatro, Cinema ou TV?

Samanta: A TV te aproxima do grande publico, embora ele não esteja presente no momento da atuação. Por sua vez,  no teatro você tem a proximidade a troca com pequenos grupos e, já no cinema… há o cinema…

Aimée: E, enfim, fale um pouco mais sobre você. Quem é a Samanta Lemos?

Samanta: É muito confuso e ao mesmo tempo mágico. Falar sobre mim é como ver através do espelho nua e crua.
Eu sou essa menina, mulher, mãe, sonhadora, várias personagens em uma só e a cada dia, mais uma nova atuação dos meus personagem. Essa sou EU.

Nosso Portrait da Samanta!
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Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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