Antes de subir ao Palco Mundo, conheça histórias menos óbvias da trajetória do colombiano, da paixão por Nirvana aos trabalhos que teve nos Estados Unidos
J Balvin será uma das atrações do Palco Mundo do Rock in Rio 2026. O cantor colombiano se apresenta em 12 de setembro, no mesmo dia de Maroon 5, Demi Lovato e Pedro Sampaio. Os ingressos para a data já estão esgotados, aumentando a expectativa para um dos dias mais dançantes desta edição do festival.
Conhecido mundialmente por músicas como “Mi Gente”, “Ginza”, “Ay Vamos” e “Qué Más Pues?”, José Álvaro Osorio Balvin construiu uma carreira que ajudou o reggaeton colombiano a atravessar fronteiras. Sua história, porém, começou bem distante das grandes premiações, das parcerias internacionais e dos palcos para multidões.
Antes de acompanhar o show de J Balvin no Rock in Rio 2026, conheça algumas curiosidades que mostram outros lados do artista.
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J Balvin começou ouvindo Nirvana e Metallica
Quem conhece J Balvin principalmente pelo reggaeton pode se surpreender com suas primeiras referências musicais. Durante a adolescência, o colombiano era fascinado pelo rock dos anos 1990, especialmente por bandas como Nirvana e Metallica.
Essa influência chegou até seus shows. Em uma apresentação acompanhada pela revista The Fader, o cantor pegou uma guitarra e tocou a introdução de “Smells Like Teen Spirit”, um dos maiores clássicos do Nirvana. Anos depois, ele também gravou uma releitura de “Wherever I May Roam” para o projeto The Metallica Blacklist.
O reggaeton se tornou seu caminho profissional, mas o rock nunca desapareceu completamente de sua formação artística.

A passagem pelos Estados Unidos esteve longe do glamour
Antes de conquistar espaço na música, J Balvin viveu uma experiência bem diferente da imagem associada atualmente ao cantor.
Aos 17 anos, ele participou de um intercâmbio em Oklahoma, nos Estados Unidos. Depois, mudou-se para Nova York e passou um período na casa de uma tia em Staten Island. Para se manter, trabalhou passeando com cachorros e pintando casas.
Foi também nas ruas de Nova York que ele começou a observar como artistas do hip-hop expandiam suas carreiras para a moda, os negócios e o entretenimento. Os grandes anúncios com nomes como Jay-Z e Puff Daddy mostraram ao jovem colombiano que um músico poderia construir um universo muito maior ao redor de suas canções.
A falência do pai mudou sua maneira de enxergar o mundo
J Balvin cresceu em uma família com uma condição financeira confortável em Medellín. Essa realidade mudou quando os negócios de seu pai entraram em crise.
A família perdeu a casa e o carro e precisou se mudar para um bairro mais simples. O cantor contou que essa mudança fez com que aprendesse a circular entre realidades sociais diferentes. Em bairros populares, algumas pessoas ainda o enxergavam como alguém rico. Em ambientes mais abastados, era visto como o rapaz vindo da periferia.
A experiência influenciou sua visão sobre identidade, pertencimento e ambição. Também reforçou a preocupação de transformar a música em uma carreira capaz de oferecer estabilidade para sua família.

Antes da fama, ele se apresentava como “El Negocio”
Muito antes de se tornar uma marca global, J Balvin já demonstrava interesse pelo lado empresarial da música.
Quando retornou à Colômbia e começou a investir seriamente na carreira, o artista usava a apresentação J Balvin “El Negocio”, expressão que pode ser traduzida como “o negócio”. A escolha refletia a influência que ele havia recebido da cultura hip-hop norte-americana, na qual música, moda, imagem e empreendedorismo caminhavam juntos.
A estratégia apareceu posteriormente em diferentes áreas de sua carreira. Além dos discos, Balvin passou a desenvolver projetos ligados a moda, design, publicidade, tênis e experiências visuais.

O espanhol virou parte de sua estratégia global
Durante muito tempo, artistas latinos eram pressionados a gravar em inglês para conquistar o mercado internacional. J Balvin seguiu outro caminho.
O colombiano apostou que o reggaeton poderia alcançar diferentes países mantendo o espanhol como língua principal. Sua música foi construída para se comunicar por meio do ritmo, dos refrões e da identidade visual, sem esconder sua origem para se encaixar no pop norte-americano.
A escolha ajudou a ampliar a presença da música urbana latina em grandes festivais e mercados internacionais. O próprio artista passou a tratar sua carreira como uma forma de mudar a percepção global sobre Medellín e sobre os músicos latino-americanos.

Seus discos também são pensados como projetos visuais
Cores fortes, cabelos diferentes, roupas extravagantes e cenários que parecem instalações artísticas não aparecem por acaso na carreira de J Balvin.
No álbum “Colores”, lançado em 2020, cada faixa recebeu o nome de uma cor. O projeto envolveu videoclipes conectados a essa proposta e uma identidade visual desenvolvida para transformar o disco em uma experiência que ultrapassasse o áudio.
Na mesma época, o cantor revelou que estudava arquitetura e design. Esse interesse ajuda a explicar por que a estética ocupa tanto espaço em suas apresentações, capas, videoclipes e coleções de moda.
No Rock in Rio, essa atenção aos elementos visuais pode ser um dos pontos mais interessantes do espetáculo, principalmente em um palco com as dimensões do Palco Mundo.

J Balvin fez história com a linha Air Jordan
A relação de J Balvin com a moda também rendeu um feito importante fora da música.
Em 2020, ele se tornou o primeiro artista latino a trabalhar com a Nike na criação de um design original para um Air Jordan. O modelo apresentava cores intensas, diferentes texturas e símbolos ligados à identidade visual do colombiano.
A parceria continuou com outros lançamentos, incluindo versões do Air Jordan 2 e do Air Jordan 3. Mais do que produtos com o nome de um famoso, os tênis passaram a contar histórias relacionadas à família, à saúde emocional e às fases vividas pelo artista.

“Rayo” era o nome de seu primeiro carro
O título do álbum “Rayo”, lançado em 2024, guarda uma história pessoal.
Rayo era o apelido do primeiro carro que J Balvin ganhou de seu pai. Antes da carreira internacional, o veículo acompanhava o jovem artista em seus deslocamentos pela Colômbia enquanto ele procurava oportunidades para apresentar suas músicas.
Ao transformar o carro no conceito de um álbum, Balvin buscou se reconectar com o período em que ainda precisava convencer casas de shows, rádios e profissionais da indústria a apostarem em seu trabalho. O projeto foi pensado como uma lembrança do entusiasmo e da liberdade que ele sentia antes da fama mundial.
A saúde mental se tornou uma causa pessoal
Por trás das cores vibrantes e da energia dos shows, J Balvin fala publicamente sobre períodos de ansiedade e depressão.
O cantor já contou que precisou buscar ajuda profissional e passou a usar sua visibilidade para combater o estigma relacionado à saúde mental, especialmente entre homens e dentro da comunidade latina.
Em 2022, ele participou da criação da OYE, uma plataforma bilíngue voltada ao bem-estar emocional e à transformação de sentimentos em atividades criativas. O projeto nasceu a partir das próprias experiências do artista e oferece conteúdo em espanhol e inglês.
Essa abertura apresenta um contraste humano com a imagem de segurança e euforia transmitida no palco. Também mostra como sua carreira passou a incorporar questões que vão além dos lançamentos musicais.
J Balvin chega à Cidade do Rock como um artista que aprendeu a transformar suas referências, experiências pessoais e origens colombianas em uma linguagem global. No dia 12 de setembro, o público brasileiro terá a oportunidade de acompanhar esse percurso diante de um Palco Mundo lotado.APROVEITE JÁ
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Do rock ao reggaeton, J Balvin chega em nova fase ao festival
Em 2026, as antigas referências roqueiras de J Balvin voltaram a aparecer de forma inesperada. O cantor participou de uma nova versão de “Jump”, clássico do Van Halen, criada para a Copa do Mundo. A gravação reúne ainda Travis Barker, Steve Vai e Amber Mark, misturando guitarra, hip-hop, pop e elementos do funk brasileiro.
O colombiano também lançou Omerta, seu primeiro álbum colaborativo com Ryan Castro. O trabalho reúne dez músicas e atravessa reggaeton, dancehall, trap e hip-hop, atualizando o som de Medellín para uma nova geração.
Entre a história com o rock, os grandes sucessos do reggaeton e essa fase mais recente, o repertório disponível para o Rock in Rio é amplo. O festival destaca justamente os hits, a latinidade e o ritmo como características centrais da apresentação.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerado por Inteligência Artificial


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