Nova produção da DC entrega ótima protagonista e bons aspectos técnicos, mas peca pela previsibilidade e falta de surpresas na narrativa
A Milly Alcock chega como uma das grandes apostas desse novo universo da DC. Depois de chamar atenção em sua rápida aparição no final de Superman, a atriz agora assume o protagonismo como Kara, a prima de Clark, também conhecida como Supergirl.
A DC decidiu investir em uma nova fase para o universo do Superman. Em 2025, lançou Superman e, agora, em 2026, veio com a proposta de expandir esse caminho trazendo uma heroína que, desde o início, já parecia sair completamente dos padrões.
Isso gerou muita expectativa justamente pela forma como Kara foi apresentada: uma Supergirl que gostava de curtir a vida, tinha uma postura mais rebelde e não parecia tão preocupada assim com suas responsabilidades.
E isso, desde então, passou a ser um enorme desafio para a Warner: diferenciar a personagem do Superman e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria para ela.
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Milly Alcock faz exatamente o que precisava fazer
Nada se pode falar da atuação de Milly Alcock que não seja elogio.
Ela abraçou completamente a proposta dessa nova Supergirl. O que foi pedido para ela fazer, ela executou de forma perfeita. O problema é que a história não consegue prender o espectador.
O grande motivo que move toda a trama não é suficiente para gerar grandes emoções ao longo do filme nem para fazer o público ficar realmente agitado ou satisfeito com cada cena que surge.
Ela precisa salvar Krypto porque é o cachorro dela, e tudo bem, isso comove o público, principalmente quem tem animais de estimação ou quem já se emociona com qualquer filme envolvendo cachorros. Mas falta um algo a mais para trazer o espectador para dentro da história e realmente segurá-lo até o final.

Faltou roteiro e sobraram previsibilidades
O principal problema do filme está justamente no roteiro. Faltaram quebras de expectativa, reviravoltas e surpresas. Nada disso acontece.
Se você assistiu ao trailer, provavelmente já consegue montar praticamente o filme inteiro na cabeça. E isso acaba sendo um problema, porque frustra quem esperava algo mais interessante.
Em tese, a ideia de produzir um filme da Supergirl faz sentido para construir uma base e expandir esse universo.
Porém, quando o assunto é universo compartilhado, a DC ainda parece não saber muito bem como fazer isso. O público espera uma direção há anos e acaba vendo filmes de Superman surgirem sem um motivo muito claro, sem continuidade e sem um grande planejamento aparente.

Criam, criam e criam, mas dificilmente dão sequência.
E a sensação deixada por Supergirl é justamente essa: parece que teremos mais um filme isolado, sem passar ao público a impressão de que existe uma continuação realmente planejada.
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Vilões e personagens funcionam bem
Se Milly Alcock entrega tudo o que se esperava, Matthias Schoenaerts também faz um excelente trabalho como Krem.
O principal vilão do filme possui presença de cena, transmite frieza e funciona muito bem como antagonista da Supergirl, sendo um dos pontos positivos da narrativa.
Ruthye, interpretada por Eve Ridley, também tem um papel importante no desenvolvimento da história. É uma das grandes responsáveis pelos acontecimentos do filme e, mesmo sendo jovem, entrega uma atuação convincente, sem deixar espaço para críticas relevantes.

Agora, se tem alguém que rouba a cena quando aparece, esse alguém é Lobo, interpretado por Jason Momoa. Mais uma vez ele arrebenta na atuação e cria um personagem extremamente divertido.
Por outro lado, sua participação praticamente não se justifica. Se retirassem suas cenas do filme, pouca coisa mudaria na história principal.
O fan service funciona e agrada, mas é totalmente desnecessário para a narrativa. Ainda assim, deixa uma boa impressão e até justifica um possível filme solo do personagem, que seria bastante interessante.

Aspectos técnicos salvam boa parte da experiência
Se existem problemas no roteiro, não existem problemas na fotografia.
Visualmente, o filme entrega exatamente o que se espera de uma grande produção. Os cenários são muito bem elaborados, a direção de arte faz um excelente trabalho e a coloração lembra bastante “Guardiões da Galáxia“, algo que claramente tem influência de James Gunn. Inclusive existem cenas que remetem diretamente ao estilo adotado nesses filmes.
Isso não chega a prejudicar Supergirl, mas tira um pouco da identidade própria que poderia estar sendo construída para essa nova fase da personagem.

Ana Nogueira também entrega um roteiro com alguns detalhes pensados para o público brasileiro, algo inesperado e que funciona bem dentro da proposta. Um ponto positivo para a produção.
Outro detalhe interessante é como o filme abandona quase completamente a pegada de humor vista em Superman, e isso parece passar diretamente pela mão de Craig Gillespie na direção. O cineasta conduz a história por um caminho mais sério, com poucos momentos de alívio cômico, quase todos concentrados nas cenas envolvendo Lobo. A escolha reforça que a intenção aqui não era repetir o tom mais leve do filme anterior, mas dar à Supergirl uma identidade própria, mais áspera, direta e menos preocupada em aliviar a tensão a todo momento.
A trilha sonora também merece elogios. É bem executada e combina totalmente com o clima que o filme tenta construir.
APROVEITE JÁ
JBL, Caixa de Som, Boombox 4, Bluetooth
Luz de vídeo ULANZI VL120 RGB, Luzes de vídeo de bolso LED On-Camera
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX)
No fim das contas…
Com tudo isso, o maior acerto de Supergirl provavelmente seja Milly Alcock.
Ela apresentou uma atuação espetacular e foi totalmente na contramão do que muita gente criticava quando seu nome foi anunciado para viver a personagem. Ela, sem dúvida, é o grande destaque do filme.

Já o maior problema é que a história acaba ficando cansativa em determinados momentos. Você sabe praticamente tudo o que vai acontecer desde o começo, e isso deixa algumas partes sonolentas.
Entretanto, o filme abre margem para um novo universo e até para uma continuação. Mas, vindo da DC, fica difícil não pensar que esses filmes podem acabar não levando a lugar nenhum e que, daqui a pouco, estaremos vendo um novo Superman e uma nova Supergirl, novamente com atores diferentes.
Imagem Destacada: Divulgação/DC Comics/Warner Bros. Pictures



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