Do quarto de Andy à chegada de um tablet na vida de Bonnie, relembre os acontecimentos dos quatro primeiros filmes e entenda por que Woody e Buzz Lightyear e Jessie precisam se reunir novamente
Toy Story começou com um caubói que tinha ciúmes de um astronauta e chegou ao quinto filme com uma questão que parece tirada diretamente da rotina de muitas famílias: o que acontece quando uma criança prefere brincar com uma tela? Trinta e um anos depois da estreia da primeira animação, Woody, Buzz Lightyear e Jessie precisam lidar com Lilypad, um tablet que chega à casa de Bonnie e ameaça ocupar o espaço que os brinquedos sempre tiveram na vida da menina.
O reencontro acontece depois de uma despedida que parecia definitiva. Em “Toy Story 4“, Woody decidiu deixar o quarto de Bonnie para seguir ao lado de Betty, enquanto Buzz e Jessie permaneceram com os outros brinquedos. A escolha encerrou uma etapa importante da vida do caubói, que passou boa parte da franquia acreditando que sua missão era pertencer a uma criança e cuidar dela.
Agora, o quinto filme coloca essa decisão à prova. Jessie assumiu a liderança dos brinquedos de Bonnie, Buzz se tornou seu braço direito e Woody continua ajudando outros brinquedos ao lado de Betty. Quando os antigos amigos enfrentam um problema envolvendo Lilypad, o grupo precisa se reunir.
A nova aventura, dirigida por Andrew Stanton, estreou nos cinemas brasileiros em junho de 2026 e chega ao Disney+ em 23 de setembro. Antes de acompanhar esse reencontro, vale lembrar como a Pixar construiu a relação entre os três personagens e por que cada filme modificou a maneira como eles enxergam seu lugar no mundo.
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Toy Story (1995): Woody descobre que não precisa ser o único favorito
O primeiro “Toy Story” apresentou uma ideia que continua sustentando toda a franquia: os brinquedos possuem uma vida secreta quando os humanos não estão olhando. No quarto de Andy, Woody era o líder do grupo e também o brinquedo preferido do menino. Sua posição parecia garantida até o aniversário do garoto, quando Buzz Lightyear apareceu dentro de uma caixa.
O astronauta trouxe um problema que Woody não sabia administrar. Além de conquistar rapidamente a atenção de Andy, Buzz acreditava ser um verdadeiro patrulheiro espacial, enviado para enfrentar o imperador Zurg. Para os outros brinquedos, aquela novidade era motivo de curiosidade. Para Woody, representava a possibilidade de perder o lugar que ocupava havia anos.
O ciúme acaba provocando uma sequência de acontecimentos que leva os dois para longe de casa. Eles precisam enfrentar Sid, o vizinho que desmonta e modifica brinquedos, e encontrar uma maneira de retornar a Andy antes da mudança da família.
É durante essa aventura que Buzz descobre que não é um astronauta de verdade. A revelação o deixa arrasado, mas também permite que ele comece a compreender sua própria existência. Woody, por sua vez, percebe que a chegada de outro brinquedo não significa necessariamente o fim de seu vínculo com Andy.
Os dois retornam para casa como amigos. Aquela rivalidade inicial se transforma na relação que sustentaria os filmes seguintes.
A Pixar apresenta o primeiro longa justamente a partir desse conflito entre o caubói e o patrulheiro espacial. A animação, lançada em 1995, também marcou a história do cinema por ser o primeiro longa-metragem inteiramente produzido por computação gráfica.
Mas sua importância para a franquia vai muito além da inovação técnica. Foi ali que Woody começou a aprender que ser amado por uma criança não significa precisar ocupar sozinho o centro de sua atenção.

Toy Story 2 (1999): a chegada de Jessie muda a história de Woody
Quatro anos depois, “Toy Story 2” ampliou o universo dos brinquedos ao revelar que Woody tinha uma história anterior à sua vida com Andy.
Depois de ser roubado por Al McWhiggin, proprietário de uma loja de brinquedos, o caubói descobre que foi o protagonista de “O Rodeio do Woody”, um antigo programa de televisão. Ele também conhece outros personagens daquela produção: a cowgirl Jessie, o cavalo Bala no Alvo e o garimpeiro Pete Fedido.
O colecionador pretende vender o grupo completo para um museu no Japão. Woody, inicialmente, resiste à ideia de abandonar Andy, mas começa a considerar a possibilidade de viver em um lugar onde nunca será esquecido ou descartado.
É Jessie quem torna essa decisão mais complicada. Ela conta que pertenceu a uma menina chamada Emily e que, depois de anos de brincadeiras, acabou sendo deixada para trás quando sua dona cresceu. Sua história ganha uma das sequências mais emocionantes da franquia ao mostrar como o vínculo entre uma criança e seu brinquedo pode terminar sem que nenhum dos dois tenha feito algo errado.
A experiência de Jessie apresenta a Woody um medo que ele ainda não havia enfrentado diretamente: Andy também vai crescer.
Enquanto isso, Buzz organiza uma missão para resgatar o amigo e acaba encontrando outra versão de si mesmo, ainda convencida de que é um patrulheiro espacial. A situação recupera o conflito do primeiro filme, mas agora Buzz está do outro lado, tentando explicar a um brinquedo recém-saído da caixa como o mundo realmente funciona.
No final, Woody decide voltar para Andy e convida Jessie e Bala no Alvo para viverem com o grupo. A cowgirl aceita, mesmo depois de ter sido profundamente magoada pela experiência com Emily.
Conforme explica a sinopse oficial de Toy Story 2, a escolha de Woody envolve decidir onde realmente pertence. O filme também estabelece a relação entre Jessie e Buzz, que ganharia mais espaço nas continuações.
Com a chegada dos novos integrantes, o grupo deixa de ser apenas a coleção de brinquedos apresentada em 1995. A história passa a reunir personagens que conheceram diferentes formas de abandono e que precisam aprender a confiar novamente em uma criança.

Toy Story 3 (2010): Andy cresce e os brinquedos precisam dizer adeus
O terceiro filme chegou aos cinemas onze anos depois de “Toy Story 2” e encontrou Andy prestes a entrar na faculdade. O menino que costumava criar aventuras com Woody, Buzz, Jessie e os outros brinquedos estava crescido e já não brincava com eles.
A mudança provoca uma crise dentro do grupo. Os brinquedos passam a acreditar que não possuem mais lugar na vida do antigo dono e acabam sendo levados para a creche Sunnyside, inicialmente apresentada como uma oportunidade de encontrar novas crianças.
O problema é que o local está sob o controle de Lotso, um urso de pelúcia que organiza os brinquedos de acordo com seus próprios interesses. A situação rapidamente se transforma em uma tentativa de fuga, com Woody trabalhando para reunir os amigos e levá-los de volta para casa.
Jessie também tem motivos particulares para temer o abandono. Sua experiência com Emily continua presente, e a perspectiva de ser deixada novamente desperta uma insegurança que o segundo filme já havia apresentado.
Buzz, por outro lado, está cada vez mais comprometido com a segurança do grupo. A amizade com Woody deixou de ser uma relação entre dois brinquedos que competem pela atenção de Andy e passou a funcionar como uma parceria construída ao longo dos anos.
A aventura culmina na sequência do depósito de lixo, quando os personagens enfrentam a possibilidade de serem destruídos. Depois de escaparem, retornam à casa de Andy, mas a história ainda reserva sua despedida mais importante.
Woody percebe que Bonnie, uma menina que conheceu durante a aventura, poderia oferecer um novo lar para os amigos. Andy acaba entregando seus brinquedos a ela, incluindo o caubói, em uma cena que encerra a relação construída desde o primeiro filme.
A Pixar descreve Toy Story 3 como uma aventura sobre o futuro incerto dos brinquedos diante da partida de Andy para a faculdade. A animação transforma esse momento em uma despedida que também dialoga com o público que cresceu acompanhando a franquia.
Pela primeira vez, Woody, Buzz e Jessie precisam aceitar que o menino ao qual dedicaram tantos anos seguirá sua vida sem eles. O novo quarto de Bonnie representa a possibilidade de continuar brincando, mesmo que isso signifique deixar para trás uma parte importante de sua história.

Toy Story 4 (2019): Woody escolhe outro caminho e Jessie assume seu lugar
Se o terceiro filme parecia encerrar a trajetória dos brinquedos de Andy, “Toy Story 4“ trouxe uma pergunta que a franquia ainda não havia explorado completamente: o que acontece quando um brinquedo já não ocupa um lugar importante na vida da criança à qual pertence?
Na casa de Bonnie, Woody percebe que não recebe a mesma atenção que tinha com Andy. Jessie passa a ocupar uma posição de destaque entre os brinquedos, enquanto o caubói começa a sentir que sua função dentro do grupo está mudando.
Tudo se complica quando Bonnie cria Garfinho durante uma atividade escolar. Feito com um utensílio descartável, o novo personagem acredita ser lixo e tenta constantemente escapar para uma lixeira. Woody assume a responsabilidade de protegê-lo porque entende o quanto ele é importante para a menina.
Durante uma viagem da família, o grupo acaba envolvido em uma aventura que leva Woody a reencontrar Betty, sua antiga companheira. Ela deixou de pertencer a uma criança e agora vive ajudando outros brinquedos, mostrando ao caubói uma maneira completamente diferente de existir.
A relação entre os dois faz Woody questionar se precisa continuar vinculado a um único dono para ter uma vida significativa.
No desfecho, ele decide permanecer com Betty e ajudar brinquedos que ainda procuram um lugar para pertencer. Antes de se despedir, entrega seu distintivo de xerife a Jessie, reconhecendo sua liderança entre os brinquedos de Bonnie.
Buzz compreende a escolha do amigo e aceita a separação, mesmo depois de tantas aventuras juntos.
A Pixar explica que Toy Story 4 foi construído em torno dessa descoberta de Woody: existe um mundo muito maior do que o quarto de uma criança.
Para Jessie, a despedida também representa uma mudança. A cowgirl que chegou à franquia marcada pelo medo de ser abandonada agora recebe a responsabilidade de cuidar de seus amigos. Sua história deixa de depender das decisões de Woody e ganha um caminho próprio.
É exatamente dessa configuração que o quinto filme parte.

Toy Story 5 (2026): o reencontro de Woody, Buzz e Jessie diante da tecnologia
Depois de enfrentar o ciúme, o abandono, o crescimento de Andy e a separação do grupo, os brinquedos encontram um problema bastante atual: a atenção de Bonnie está sendo disputada por um dispositivo eletrônico.
Em “Toy Story 5”, Lilypad chega à casa da menina com a aparência de um tablet em forma de sapo. A nova personagem possui recursos que despertam rapidamente o interesse da criança e apresenta suas próprias ideias sobre o que seria melhor para ela.
A situação coloca os brinquedos tradicionais diante de uma dúvida que também existe fora da ficção: qual é o espaço das brincadeiras físicas em uma infância cada vez mais cercada por telas?
Jessie está no centro desse conflito. Como nova xerife do quarto de Bonnie, ela precisa encontrar uma maneira de ajudar a menina e preservar o papel dos brinquedos em sua vida.
Buzz atua como seu braço direito e continua disposto a manter o grupo unido. Woody, que agora vive ao lado de Betty e participa de missões para ajudar outros brinquedos, recebe um chamado quando descobre que seus antigos amigos estão enfrentando dificuldades.
O reencontro coloca os dois parceiros novamente lado a lado. Mas a história não retorna simplesmente à configuração dos primeiros filmes: Jessie agora possui responsabilidades próprias e ocupa uma posição de liderança que não existia quando foi apresentada em 1999.
Segundo a descrição oficial da Pixar para Toy Story 5, a nova aventura acompanha os esforços dos personagens para ajudar Bonnie, enquanto Jessie e Bala no Alvo também enfrentam situações que os afastam temporariamente do restante do grupo.
O filme foi dirigido por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “WALL-E”, com codireção de Kenna Harris. No elenco original de vozes, Tom Hanks retorna como Woody, Tim Allen interpreta Buzz, Joan Cusack dá voz a Jessie e Greta Lee assume o papel de Lilypad.
A produção também conta com uma música original de Taylor Swift, “I Knew It, I Knew You”, inspirada na trajetória de Jessie. A canção foi escrita e produzida pela cantora em parceria com Jack Antonoff.
O tema tecnológico oferece à franquia uma maneira de atualizar sua pergunta central. Desde 1995, Toy Story acompanha personagens tentando entender por que existem, o que significa pertencer a alguém e como lidar com mudanças que não conseguem controlar. O quinto filme leva essas questões para uma época em que a disputa pela atenção infantil também envolve aplicativos, vídeos e jogos digitais.
E é justamente o caminho percorrido por Woody, Buzz e Jessie que torna esse novo conflito interessante. O caubói já precisou aprender a deixar Andy e depois Bonnie. Buzz abandonou a fantasia de ser um patrulheiro espacial para construir uma vida entre os brinquedos. Jessie enfrentou o abandono, encontrou uma nova família e passou a liderá-la.
Agora, os três voltam a se encontrar diante de uma situação que nenhum deles poderia imaginar quando a primeira aventura começou.
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Onde assistir a todos os filmes de Toy Story?
Os cinco longas da franquia fazem parte do catálogo do Disney+. Os quatro primeiros filmes estão disponíveis na plataforma, enquanto “Toy Story 5” chega ao streaming brasileiro em 23 de setembro de 2026, depois de sua passagem pelos cinemas.
O serviço também reúne curtas-metragens e especiais relacionados aos personagens. Entre os conteúdos está “Toy Story: 30 Anos e Além”, documentário que recupera os bastidores da franquia e sua trajetória na animação.
Para quem pretende rever os filmes antes da nova aventura, a ordem de lançamento é a maneira mais simples de acompanhar as mudanças dos personagens: “Toy Story” (1995), “Toy Story 2” (1999), “Toy Story 3” (2010), “Toy Story 4” (2019) e “Toy Story 5” (2026).
Trinta e um anos depois da primeira disputa entre um caubói e um astronauta, a Pixar continua encontrando novos problemas para seus brinquedos. A diferença é que, agora, eles carregam a experiência de quem já precisou mudar de casa, perder amigos, enfrentar o abandono e descobrir que crescer também significa aprender a se despedir.
Woody, Buzz e Jessie chegaram ao quinto filme por caminhos diferentes. O reencontro coloca os três diante de outra transformação na vida de Bonnie e mostra como aquela amizade construída no quarto de Andy continua sendo parte importante da história, mesmo depois de tantas mudanças.
Imagem Destacada: Divulgação/Walt Disney Studios Brasil


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