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Literatura

Resenha: Vidas muito boas, de J.K. Rowling


“Eu era o maior fracasso que conhecia.”

Difícil acreditar que essa frase tenha sido dita por um dos maiores sucessos do mundo literário, não é?! Mas contradizendo toda certeza da mentira, pode acreditar porque é a mais pura verdade. E sabe quem foi que disse?! J.K. Rowling, a mundialmente famosa criadora da saga do bruxinho mais querido de todos os tempos, Harry Potter.

Essa e outras frases estão no livro “Vidas muito Boas”, a mais recente obra da autora, que chegou às livrarias brasileiras em Outubro.

“Vidas muito boas” é a versão em livro do famoso discurso de paraninfa que J.K. fez para os formandos da Universidade de Harvard, em 2008. Em sua exposição, ela usa pitadas de humor para contar suas próprias experiências, com a esperança de servir de inspiração para os formandos, inclusive citando sua própria formatura. Baseado em histórias de seus próprios anos como estudante universitária, a autora aborda algumas das mais importantes questões da vida, como sucesso, fracasso, autorrealização e imaginação. Como podemos tirar proveito do fracasso?”, “Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nossa vida e a dos outros?” Ela responde essas e outras perguntas com exemplos da sua própria vida, contando como não tinha nada, apenas sonhos e aos poucos foi conseguindo realizá-los. Também relata que foi dos piores momentos de sua vida que tirou forças para seguir em frente e continuar lutando pelo que acreditava.

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“Existe um prazo de validade para culpar os pais por guiarem vocês para o lado errado; no momento em que vocês têm idade para assumir o controle, a responsabilidade é sua.”

 

O texto segue falando sobre a importância de assumir riscos, enfrentar obstáculos e de sempre ser capaz de imaginar uma realidade melhor. J.K. conta situações que teve que enfrentar em sua vida pessoal e profissional. E assim, sendo bem sincera, ela nos faz refletir sobre nossa própria vida a cada nova fase, nos encorajando a tomar decisões que podem mudar nossa vida completamente.

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“Não precisamos de magia para transformar nosso mundo; todos já temos dentro de nós o poder de que precisamos: o poder de imaginar melhor.”

 

É impossível falar de J.K Rowling sem exaltar sua vasta e rica imaginação, característica fundamental para a criação e grandiosidade de Harry Potter. E como é um fator muito importante, não só na escrita, mas também na vida real, Rowling faz questão de pontuar que a imaginação tem relação direta com o sucesso. Da mesma forma, o fracasso tem sua parcela de contribuição. Ambos fizeram a ponte para Hogwarts que consagrou a autora. E apesar do enorme fenômeno, antes de ser publicado há 20 anos, foi rejeitado por diversas editoras. Um exemplo de fracasso, que serviu também como vantagem. Isso mostra que não foi por simples acaso que as palavras Sucesso e Fracasso entraram como subtítulo do livro. Elas são reais e caminham juntas nas nossas lutas e conquistas.

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“E já que vocês estão no limiar do que às vezes chamamos de “vida real”, quero exaltar a importância fundamental da imaginação.”

Outro ponto que vale a pena citar aqui é que a edição. O design gráfico já causa um grande impacto logo de cara na arte visual do livro. A impressão é em capa dura com Jacket – que é também conhecido como luva – e consegue trazer um toque todo especial. O projeto de capa é de Mário J. Police. Além disso, o livro têm ilustrações muito interessantes que foram adaptadas para a edição brasileira por Jorge Paes, sempre nas cores predominantes vermelho, preto, branco e cinza. Todos artifícios que enriquecem a obra de Rowling e tornam seu discurso mais singular.

Com apenas cerca de 80 páginas, “Vidas Muito Boas” é curtinho, desses que você consegue ler em um dia, porém muito impactante. É direto e de extrema importância, principalmente em uma fase da vida onde a maioria se sente perdida e desacreditada. É o momento da formação, onde muitos acreditam ser de fato o passo final antes de suas vidas adultas.

É um texto cheio de valor para os fãs da escritora e surpreende a todos que estão em busca de palavras inspiradas para co tinham na caminhada. Há muito do que absorver dessa obra, que combina muito bem como livrinho de cabeceira.

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Assista o vídeo do discurso:

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Jornalista (com diploma), escritora metida a cronista e decoradora. Não necessariamente nessa ordem. É uma artista múltipla! Tem a arte no DNA e por isso é amante do mundo das artes. De todas as formas: Cênicas, Visuais e Plásticas. Carioca, já foi rata de praia, mas hoje prefere o inverno. É gateira de carteirinha e apaixonada por pinguins. Os livros fazem parte da sua vida e estão sempre por perto. Talvez tenha nascido no século errado porque ama o Vintage e o retrô. Adora assistir filmes e séries, sempre acompanhada por um baldão de pipoca. Torce para encontrar com o gato da Alice, pra ele indicar a estrada dos tijolinhos amarelos, que vai direto para a Fantástica Fábrica de Chocolate!!

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