Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Cargo

Rita Constantino
30 de maio de 2018 3 Mins Read

Cargo 3 1O Outback australiano pode ser assustador. Em “Cargo”, porém, o perigo não vem da vastidão desértica, dos animais venenosos ou da ameaça de ladrões e sequestradores, mas sim da epidemia que contaminou a cultura pop nas últimas duas décadas e parece não dar sinais de melhora: os mortos-vivos.

Sorte que o longa de estreia de Ben Howling e Yolanda Ramke, novo título “Original Netflix”, surpreende pela consistência com que trabalha o imaginário do gênero. Adaptação do curta-metragem homônimo que viralizou na internet em 2013 – e foi finalista no maior festival de curtas do mundo, o Tropfest -, o filme visita fórmulas já conhecidas das ficções pós-apocalípticas, mas a partir delas faz um delicada reflexão sobre a força de laços familiares.

Andy (Martin Freeman) é um homem que ao lado da esposa, Kay (Susie Porter), e da filha pequena, Rosie (Finlay e Nova Sjoberg), tenta sobreviver a uma crise biológica em que os seres humanos estão se transformando em criaturas sem consciência, movidos apenas por um impulso canibal. Vivendo em um barco com destino à base militar mais próxima, a família tem sua razoável estabilidade perturbada quando a mãe é mordida ao procurar por suprimentos em um iate abandonado.

A partir daí, segue um efeito dominó: com 48 horas para a transformação total de Kay, Andy decide que a melhor solução é ir para terra firme atrás de ajuda médica, entretanto, antes desse tempo, acaba infectado pela própria mulher. Sozinho com seu bebê, resta a ele procurar alguém que possa ser responsável pela criança. Nessa busca, seu caminho cruza com o de Thoomi (Simone Landers), uma garota aborígene que cuida do pai (Bruce R. Carter), também zumbificado.Cargo

Transformar um projeto de sete minutos em outro de quase duas horas nem sempre é uma missão bem-sucedida – caso da também exclusiva produção da distribuidora de streaming, “Eu Não Sou um Homem Fácil” -, mas o roteiro assinado por Ramke alcança esse feito com dignidade. A partir da situação-problema, o pai que em breve se tornará um perigo para a própria prole, ela consegue entrelaça-la com êxito a questões como a fragilidade humana em conjunturas adversas e a repetição das relações de poder entre o homem branco e os nativos aborígenes, fantasmas do colonialismo na Austrália.

Discussões que ganham peso na tela com o trabalho de direção da dupla. Quase como o olhar de um entidade superior sobre os que vagam sem rumo no pós-apocalipse, a câmera passeia, através de planos aéreos, pela vegetação árida do Outback, materializando a pequenez dos protagonistas nessa realidade hostil. Silhuetas e o pouco foco resultado de uma profundidade de campo restrita, decisões também da fotografia de Geoffrey Simpson, tiram o holofote do ataque dos mortos-vivos, reforçando que “Cargo”, ainda que seja um filme de zumbis, é mais sobre pessoas tentando manter-se conectadas a sua própria humanidade.

Há, claro, os horrores em conviver por semelhantes que se alimentam de carne humana. Howling e Ramke, através da lógica de seu longa, trazem elementos interessantes para a mitologia desses monstros, como, por exemplo, sua necessidade de hibernar no escuro. Idiossincrasia que traz imagens fascinantes, já que para encontrar trevas no meio do deserto, eles instintivamente enterram suas cabeças na areia. Ainda assim, pouco vemos os infectados e sabemos sobre as origens do contágio; eles são mero instrumento para falar dos que vivem.

Sendo esse o objetivo, Martin Freeman e a estreante Simone Landers fazem um excelente trabalho. Honesto, o ator inglês interpreta o pai de família como uma figura conciliadora, que tenta se mostrar sob controle da situação, mas que por dentro sofre com a possibilidade de perder a esposa e machucar a própria filha. Em um ponto da trama, é melancólico ver ele, mesmo coberto de sangue e sabendo que está infectado por algo que matará sua consciência, se mostrar tranquilo para acalmar seu bebê. Já a jovem atriz impressiona por sua expressividade, ainda mais se pesarmos que o primeiro ato Thoomi pouco fala, e mesmo assim sabemos com ela se sente.

Entretanto, mesmo com muitas qualidades, “Cargo” não é perfeito. Sua sobriedade é admirável, mas talvez falte eloquência para ser lembrado como títulos do subgênero que vieram depois dos anos 2000, como “Extermínio”  (2002), “Todo Mundo Quase Morto” (2004) e até o recente “Invasão Zumbi” (2016). Ainda assim, em se tratando da qualidade dos últimos longa-metragens “Original Netflix”, é uma surpresa mais que bem-vinda.

Reader Rating2 Votes
8.25
7

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

AustráliahorrorNetflixZumbis

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

Outros Artigos

1610624.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx
Anterior

Crítica: No Olho do Furacão

33611680 1795880727158103 2388761420197003264 o
Próximo

Crítica: Carlota Joaquina – A princesa do Brazil

Próximo
33611680 1795880727158103 2388761420197003264 o
30 de maio de 2018

Crítica: Carlota Joaquina – A princesa do Brazil

Anterior
29 de maio de 2018

Crítica: No Olho do Furacão

1610624.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Cantora Lorde com uma camisa branca e colar em corrente de ouro com cabelos ao vento, roupa molhada, e câmera capturando-a sutilmente de um ângulo inferior, no clipe de "What Was That".
    Lollapalooza 2026 | O Que Esperar do Show da Lorde?
    Nick de Angelo
    Chappell Roan durante apresentação, maquiada como drag, em palco em tonalidade vermelha e cheio de brilho.
    Lollapalooza 2026 | O Que Esperar do Show de Chappell Roan?
    Nick de Angelo
    publico lollapalooza 2024 oxidany
    Lollapalooza 2026 | Quando a Música se Torna Expressão de Uma Geração
    Convidado Especial
    Imagem do palco Budweiser durante a apresentação de Girl In Red no Lollapalooza 2025.
    Do Jockey a Interlagos: a História do Lollapalooza Brasil Contada Por Quem Curte
    Convidado Especial
    Vista para um logo do Lollapalooza gigante no festival, especificamente na edição de 2025.
    Lollapalooza 2026 | Quatro Palcos, um Universo: o Guia Definitivo Para Não se Perder
    Convidado Especial

    Posts Relacionados

    Uma das primeiras imagens de 'Duna: Parte 3', revelando um exército interlagáctico em formação.

    Duna 3 | Uma das Maiores Estórias da Ficção Científica Tem Seu Final com a Direção de Dennis Villeneuve

    Roberto Rezende
    18 de março de 2026
    Eloy Pohu como Enzo no filme autointitulado, segurando um celular e preocupado sentado contra um muro de pedra.

    Enzo | A Descoberta da Sexualidade Envolta em Privilégios e Sentimentos

    Roberto Rezende
    17 de março de 2026
    Imagem promocional dos prêmios Oscar, com a estatueta em um fundo roxo, com cortinas na paleta de cores simulando o teatro da premiação.

    Oscar 2026 | Confira os Vencedores

    Cesar Monteiro
    15 de março de 2026
    A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi

    5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13

    Amanda Moura
    13 de março de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon